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  • O Lobisomem no Folclore Brasileiro (Shirlei Massapust)

    Nunca vi rastro de cobra

    _Nem couro de lobisomem_

    _Se correr o bicho pega_

    _Se ficar o bicho come_

    Ney Matogrosso, _Homem com H_.

    Doente de amor

    Como se cura um Lobisomem? Na maior parte do mundo os autores dirão que somente uma bala de prata no coração poderá eliminar o problema. Porém, no Brasil há mais de uma forma de tratar o manhoso sem sacrificá-lo. O modo mais mágico e curioso que fui capaz de localizar consta num livro não datado onde o poeta Décio Gonçalves transcreveu relatos compilados pelo palhaço Arrelia durante uma excussão junto a várias crianças ao redor do Brasil, que tinha por objetivo ensiná-las sobre o folclore e costumes das diversas regiões do país. Na parte final o grupo chega a uma fazenda no interior do Estado de São Paulo onde um empregado, Nhô Zico, assegura que existe um modo de desencantar um lobisomem: Na hora em que o dito começa a se transformar novamente em homem – coisa que só acontece no cemitério, na madrugada de sexta feira – a rapariga que o ama deve espetá-lo com o espinho de uma laranjeira que tenha sido plantada numa sexta feira à meia noite.[1] Durante o tempo que viver o desencantador, ele não mais se transformará em bicho.[2]

    A escolha desta planta para o desencantamento traduz curiosa metáfora das núpcias, pois tanto em Portugal quanto no Brasil a noiva tecia sua grinalda com flores de laranjeira para usar no dia do casamento, representando o cheiro natural da mulher… Em _Assombrações do Recife Velho_ (1955), Gilberto Freyre descreve outra forma de cura:

    Também se diz, no Recife, do lobisomem, que chupa sangue: Sangue de moça e sangue de menino. Sangue de moça bonita e sangue de menininho cor de rosa. (…) Em Berberibe, contam os antigos que há muitos anos houve um lobisomem assim, velhote de família conhecida e famoso pelo perfil nobremente aquilino. Família aparentada com a de um presidente da República e com mais de um barão do tempo do Império. (…) Era o velhote branco como um fantasma inglês que nunca tivesse visto o sol do Brasil. (…) Sua brancura dava nojo. (…) Vinha espojar-se nas areias do Salgadinho e até nas lamas de Tacaruna. (…) Desse lobisomem se conta que se curou mamando leite de mulher. Leite de cabra-mulher. Uma mulata de peito em bico e de filho novo teria sido seu remédio. Montou o velhote casa para a cabra-mulher que lhe dava leite de peito como a um filho. O homem foi ganhando cor até deixar de correr o fado. Branco exagerado não deixou de ser nunca. Mas perdeu o ar de chuchado de bruxa e os traços do seu rosto dizem que voltaram a ser os de brasileiro fidalgo e bom. Tudo graças ao leite da mulata mamado no próprio peito da mulher de cor.[3]

    Em obra datada de 1956, Viriato Padilha narra a estória de seu _camarada_ , Cândido, colega de Juca Bembém, residente de Iguassu ou Itaguaí, que testou com sucesso uma fórmula mais agressiva para desencantar certo Joaquim Pacheco, um dos sete filhos varões do velho Pacheco, negociante de secos e molhados em Maripicu. Em sua concepção o lobisomem é “o dízimo do Diabo”. Se uma mulher tiver sete filhos machos “pode ter certeza que um deles vira lobisomem”. E, sendo sete meninas, uma, mais cedo ou mais tarde, vira Bruxa.[4] Cândido sempre trazia no pescoço “uma oração que é mesmo um porrete bendito para tudo quanto é coisa má”.[5] Mas Juca Bembém foi mais corajoso e enfrentou o bicho na luta corporal. “É crença geral que fazendo-se sangue na pessoa, quando ela se acha transformada nesse animal fantástico, o Diabo vem lamber o sangue, considera-se pago do seu dízimo, e a pessoa isenta-se do seu sombrio fadário”.[6]

    Fios no dente

    Apesar do aspecto amarelo pálido, Joaquim Pacheco “era um rapaz sem defeitos e com um começo de fortuna”.[7] Casou-se num sábado com Cecília, filha de Basílio Moura. Ela estranhou o fato do esposo sair toda sexta feira, à meia noite, e retornar muito alterado em fisionomia e modos.[8] Cecília o seguiu, testemunhou a transformação, deixou escapar um grito e ele a perseguiu:

    Era noite de lua cheia e tudo estava claro. (…) Dez minutos durou a perseguição, e de uma vez o porco chegou a deitar-lhe os dentes no roupão de lã que se rompeu com o esforço empregado pela moça. Afinal dona Cecília, sem afrouxar a carreira, chegou à beira de um regato que atravessava o caminho e o transpôs de um salto. O mostro ia-lhe ainda ao encalço, mas ao ver a água estacou e retrocedeu, sempre batendo os dentes.[9]

    No dia seguinte o sogro encontrou fiapos do roupão de lã cinzenta da sua filha nos dentes do genro lobisomem. Fiapos de pano constituem a prova clássica fartamente repetida no folclore brasileiro. Por exemplo, Nhô Zico narrou igualmente ao palhaço Arrelia sobre como uma jovem da região descobriu que o segredo do namorado:

    Imaginem a surpresa da moça quando um bicho enorme saiu do mato, os dentes arreganhados que dava medo. Embora a Ritinha nunca tivesse visto aquilo, não teve dúvida: Era um lobisomem. Quis fugir, mas o bicho mordeu-lhe o braço. Sorte que pegou somente o pano da sua blusa vermelha. O pano rasgou, e a Ritinha conseguiu fugir. (…) No dia seguinte (…) a moça havia notado um fio de sua blusa entre os dentes do Arlindo.[10]

    Parece que os lobisomens nunca acertam o alvo e não escovam os dentes! O sogro de Joaquim Pacheco enviou Juca Bembém para tomar providências. Quando o penitente se transformou novamente ele recebeu um golpe na orelha e foi curado, mas não gostou de ter uma parte do corpo amputada. Ao invés de agradecer Joaquim voltou com uma espingarda carregada, disparou contra seu benfeitor e fugiu para os sertões de Minas ou de Goiás. O imóvel onde residia permaneceu abandonado, sendo apelidado de “Casa do Lobisomem”.[11] Anos depois Viriato Padilha se admirou ao “ver em tal estado de abandono uma morada que parecia oferecer regular conforto, quando miseráveis palhoças, esburacadas e mal cobertas, achavam-se atulhadas de gente”.[12]

    **A proteção da Rainha do Mar

    A sugestão da atividade sexual aparece na famosa música de Zé Ramalho, _Mistérios da Meia Noite_ , em cujo enredo, ambientado nos “impérios de um lobisomem”, uma menina desamparada se entrega ao seu amor, “seu professor”, porque não quis ficar como os beatos… Os escravos e seus descendentes temiam os brancos a ponto de imaginar que uns e outros eram inumanos. Outro relato compilado por Gilberto Freyre foi narrado por volta de 1930, por uma negra idosa chamada Josefina Minha-Fé, atacada por “um lobisomem doutor” no Poço da Panela, numa noite escura e chuvosa de Sexta-feira.

    **

    ** Josefina era então negrota gorda e redonda de seus 13 anos. E não se chamava ainda Minha-Fé. Ao contrário: Havia quem a chamasse “Meu Amor” e até “Meus Pecados” — Josefina Meus Pecados — arranhando com a malícia das palavras sua virgindade de moleca de mucambo. E quem assim a chamava não se pense que era homem à toa, porém mais de um doutor. (…) Lobisomem era assombração. E assombração parecia a Josefina, já menina moça, conversa de negra velha e feia, de que negra nova e bonita não devia fazer caso. (…) Seguia assim Josefina para a venda, quase sem medo de lobisomem nem de fantasma, quando, no meio do caminho, sentiu de repente que junto dela parava um não-sei-quê alvacento ou amarelento, levantando areia e espadanando terra; um não-sei-quê horrível; alguma coisa de que não pode ver a forma; nem se tinha olhos de gente ou de bicho. Só viu que era uma mancha amarelenta; que fedia; que começava a se agarrar como um grude nojento ao seu corpo. Mas um grude com dentes duros e pontudos de lobo. Um lobo com a gula de comer viva e nua a meninota inteira depois de estraçalhar-lhe o vestido. (…) Ela gritava de desespero. (…) O que salvou Josefina foi ter gritado pela Senhora da Saúde, da qual o lobisomem, amarelo de todas as doenças e podre de todas as mazelas, tinha mais medo do que do próprio Nosso Senhor. Aos gritos da negrota, acudiram os homens que estavam à porta da venda. Inclusive, o português que, não acreditava em bruxas, passou a acreditar em lobisomem. A negra foi encontrada com o vestido azul-celeste em pedaços. Metade do corpo de fora. Os peitos de menina-moça arranhados.[13]

    A mãe de Josefina era escrava dos Baltar. Foi ela quem encontrou pedaços do vestido azul da filha enquanto lavava a roupa de um doutor de “cartola, _croisé_ , _pince-nez_ e rubi no dedo magro” que “dizia ter mais raiva de negro do que de macaco”. O doutor era tão branco que chegava a ser pálido “de um amarelo de cadáver velho”.[14] Vivia tomando “remédio de botica e remédio do mato, feito por mandingueiro ou caboclo” para ganhar sangue e cor de gente viva.[15] Uma vez identificado, o bacharel pálido tornou-se o terror da gente pobre, moradora nos mucamos daquelas margens do Capibaribe. Mesmo admitindo não haver visto quem atentou contra seu pudor no escuro, Josefina confia e confirma as descrições das lendas onde o lobisomem é um pecador terrível que saí a correr pelos matos, pelos caminhos desertos, pelos ermos: “Tomava forma de cão danado, mas tinha alguma coisa de porco. Toda noite de Sexta-feira estava (…) cumprindo seu fado nas encruzilhadas. Espojando-se na areia, na lama, no monturo. Correndo como um desesperado. Atacando com o furor dos danados a mulher, o menino e mesmo o homem que encontrasse sozinho e incauto, em lugar deserto”.[16]

    Chafurdando na lama

    É comum dizer-se que o mito do lobisomem chegou ao Brasil trazido da Europa pelos colonizadores portugueses, pois não há lobos em nosso país. Porém o mito naturalizou-se de tal forma que acabou transmutado numa coisa à parte. Todo lobisomem brasileiro apresenta a mesma palidez amarelada de um enfermo de ancilostomíase. Por isso ele também é chamado pelo nome popular da doença “amarelão”. Somente aqui é possível curar um lobisomem fornecendo uma mulher para lhe exaurir o ímpeto sexual enquanto ele possuir forma humana. Em nenhum outro lugar a besta precisará rasgar todas as roupas de cor azul antes de fazer o que tem de fazer caso a vítima grite pelo nome de Iemanjá. Conforme conceituado por N. A. Molina, lobisomens “são homens que à meia noite das sextas-feiras se transformam em lobos e saem à procura de gente para sugar-lhe o sangue”, com ou sem lua cheia.[17] Nhô Zico complementa:

    Quando é sexta-feira, à meia-noite, ele procura uma encruzilhada, atira-se ao chão e começa a rolar na poeira. Logo se transforma em lobisomem. (…) Faz lembrar um enorme cachorro e tem as unhas muito grandes. (…) Como ele precisa de sangue, depois que se transforma em lobisomem anda a cata de algum leitãozinho, cachorro novo e até criança de colo. Em último caso ataca mesmo gente grande. Antes de amanhecer, o lobisomem sempre procura um cemitério e lá consegue voltar à forma humana.[18]

    Se houvesse espaço geográfico disponível “o encantado corria sete freguesias, e das sete os cemitérios delas, em igual número, quando encantado estava, de noite. Antes do amanhecer retornava ao ponto de partida onde, de novo, virava gente”.[19] A necessidade de chafurdar na lama é outra peculiaridade do folclore brasileiro. De acordo com a tese defendida pela professora Maria do Rosário de Souza Tavares de Lima perante a banca examinadora na Escola de Folclore de São Paulo, antes de assumir a forma de animal “o condenado chafurda num lugar sujo, como um chiqueiro ou o chão de um galinheiro”.[20] Na narrativa de Viriato Padilha, por exemplo, quando Cecília Pacheco seguiu o marido até o chiqueiro ela testemunhou coisa extraordinária:

    Dirigiu-se lento, cabisbaixo e muito triste na direção de um telheiro onde dormiam os porcos; e ao aproximar-se dele começou a emitir os singulares grunhidos que tanto haviam apavorado a moça. (…) Sem

  • Romance “Kaori:Perfume de Vampira” em promoção especial

    Acabou de ser anunciada no blog da escritora Giulia Moon uma PROMOÇÃO muito especial chamada “KAORI LOVERS” pra quem ainda não leu o romance…Segundo a autora:

    Olá. amigos da Giu!

    Novidades legais na área: o novo livro da Kaori já está sendo lido e revisado pela Giz Editorial e logo, logo, estará nas livrarias! Assim que tiver mais novidades, avisarei por aqui, ok?

    Agora, o principal: a Giz Editorial está lançando a promoção “Kaori Lovers”. Um kit com 1 livro autografado pela titia Giu + 1 marcador de livros da Kaori + 1 button com o ideograma “Kaori” por apenas R$31,50 – e com o frete grátis para o Brasil inteiro!

    Então, se você ainda não leu “Kaori: Perfume de Vampira”, aproveite! Leia, antes que “Kaori 2” chegue. Ou aproveite para presentear seus amigos! Para comprar, basta acessar o site da Giz Editorial: http://www.gizeditorial.com.br/.

    Se puderem distribuir o banner ou colocar nos sites e blogues, titia Giu agradece! 😀

    **PROMOÇÃO “KAORI LOVERS” pra quem ainda não leu!

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    O último Jiangshi chegando nos festivais de cinema

    Recentemente nosso amigo Marco Seschi, frequentador e participante da Rede Vampyrica e do Círculo Strigoi reparou neste filme que estará…

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    Mito, Delírio e Violência Organizada

    Ao longo de mais de 30 anos circulando por cenas alternativas, góticas, noturnas, pagãs, ocultas e simbólicas, uma coisa se…

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    Entre Livros e Salões: Os ecos de Carmilla em uma Noite de Gala Sombria

    O relato que compartilhamos vem do estimado Dylan Pegoretti, frequentador da nossa atmosfera de eventos e colaborador da Rede Vamp…

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    O Vampiro no Sul da Noite: Brasil e Portugal

    “Um convite àquilo que sempre esteve à margem”Antes de virar personagem, fantasia ou palavra, o vampiro foi sensação. Um desconforto….

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  • Alfredo, O Vampiro de Emerson Lopes

    Alfredo é um vampiro muito sem noção, vivendo as voltas com mulheres,amigos, mulheres, as vantagens e desvantagens de ser um vampiro, mulheres e as mais loucas situações que puderem imaginar. Já falei das mulheres?Este novo vampiro estará por aqui nas páginas do REDE VAMP, periódicamente sempre com aventuras interessantes… imaginadas e desenhadas pelo criador e ilustrador: Emerson Lopes!

    [nggallery id=21]

    Clique nas imagens e conheça algumas das aventuras do Alfredo…

    [Visite o blog oficial do Alfredo!](https://alfredovampiro.blogspot.com)

    “Alfredo, O Vampiro é uma criação do Emerson Lopes**(ilustrador, quadrinista e animador 2d, que tem na sua trajetória a participação em criações artísticas bem legais, como as animações :Guerreiros da Amazônia (Globo.com), O Boto (Multirio), Xuxinha e Guto contra os monstros do espaço, Turma da Mônica-Uma aventura no Tempo, Peixonauta e Cinegibi 4 (Labocine Digital).Nos quadrinhos, foi desenhista da revista Apocalipse, para a Universal produções, e mais recentemente um dos artistas da série Luluzinha Teen, da Ediouro. Também é um dos autores presentes na coletânea MSP+50 e no livro Pequenos Heróis. **[Conheça seus trabalhos neste site.](htto://www.emerson-lopes.deviantart.com/)

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  • MIRZA, A MULHER VAMPIRO

    Mirza, a mulher vampiro da segunda metade dos anos sessenta.´HQs;”Mirza, a Mulher Vampiro é um personagem brasileiro de histórias em quadrinho (ou Banda Desenhada em Portugal) criada por Eugênio Colonnese em 1967. Suas histórias pertencem ao gênero horror, que estava em voga durante a década de 60 no Brasil.A principal marca das histórias de Mirza é sua sensualidade, ousada em comparação com os padrões de sua época, talvez herança dos fumetti italianos (terra natal do autor). Nos anos 60 a linha divisória entre quadrinhos adultos e infantis era mais tênue, e não existiam projetos como o selo Vertigo ou Marvel Max. (Os quadrinhos americanos ainda estavam atrelados ao então rígido Comics Code Authority).

    Mirela Zamanova é a sétima filha de um nobre polonês cuja linhagem foi amaldiçoada. Durante um incidente no qual quase foi estuprada pelo namorado da irmã, a maldição de sua família a transformou em uma vampira. Após a transformação adotou o nome de Mirza e passou a errar pelas grandes metrópoles do mundo, onde constantemente esbarrava com outros seres sobrenaturais, tanto hostis quanto amigáveis. Quando lhe convém se passa por modelo profissional e é sempre auxiliada por seu criado corcunda Brooks.”

    Criada em 1967 por Eugênio Colonnese, um dos mestres pioneiros da HQ nacional, Mirza é a personagem feminina mais conhecida do terror brasileiro. Inspirada na internacional Vampirella, a vampira brasileira povoou o imaginário de várias gerações de leitores, já que foi publicada em momentos distintos das décadas de 60, 70 e 80. O verdadeiro nome de Mirza era Mirela Zamanova, uma condessa exuberante que se tornou um ícone não só do terror como também do erotismo nos quadrinhos. Suas aventuras se davam nos ambientes glamurosos das passarelas da alta moda e nas festas da elite brasileira, já que Mirza ganhava a vida como modelo internacional, sempre vestida (ou despida, é claro!) em trajes provocantes e muito muito sensuais… Em seu reinado de terror, Mirza visitou as maiores cidades do mundo, procurando suas vítimas indiscriminadamente entre homens e mulheres, e deixando uma verdadeira legião de “órfãos”, candidatos eternos aos voluptuosos caninos da vampira.

    Foi lançada em abril de 2008 pela Mythos Editora uma edição comemorativa dos 40 anos da personagem, entitulada Mirza, A Mulher-Vampiro. A edição traz duas histórias inéditas da personagem: “O Castelo do Terror” e “Assunto Entre Vampiros”. Preço: R$19,90. Disponível em algumas bancas, em comics shops ou através do site da editora.

    Mirza CRIADA POR Eugênio Colonesse (1967)

    [colaborou neste verbete Ricardo Delfim]

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  • Michélle, a Vampira

    **Michélle, a Vampira** Num lugarejo da França, a jovem Michèlle estava próxima de se casar, quando foi mordida pelo Conde Drácula. Porém, a moça tinha um problema mental que a tornava uma pessoa de dupla personalidade, e a doença a acompanhou mesmo após sua morte. Vez por outra, ela é má e sanguinária, e em seguida pode ficar doce, angelical e totalmente humana. Caçada pelo ex-noivo e perfurada no coração por uma faca de prata, Michèlle ainda consegue se esconder no porão de um navio, o qual fazia parte de uma invasão Francesa ao Brasil. Michèlle revive no Maranhão e aterroriza a população. Entretanto, obtém um inimigo à altura: o médico Francisco Palmeira .Primeira publicação em 1977

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  • Nádia a filha de Drácula

    Nádia a filha de Drácula

    “Nessa época, houve um fato curioso. Colonnese desenhou uma capa na qual Mirza aparecia com os seios à mostra. Zalla, temendo que a revista fosse recolhida das bancas (escaldado pela censura dos anos de chumbo que viu de perto), resolveu retocar a arte, cobrindo os seios da personagem com lápis dermatográfico. Quando Colonnese viu o impresso, ficou bravo. O resultado foi que o Zalla me pediu para criar uma outra vampira, nascendo daí a Nádia. Mas a rusga entre os dois artistas já foi há muito resolvida”, revela Antônio Rodrigues criador de Nádia.**Primeira publicação 1982 na Mestres do Terror #33**

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  • Zé Vampir

    Zé Vampir

    Quem é que nunca se divertiu com as histórias da Turma do Penadinho, escritas por Maurício de Souza? Pois essa galerinha de arrepiar não poderia deixar de ter o seu Vampiro.Ele se chama Zé Vampir e é cheio de classe… Ao contrário dos outros personagens do cemitério, como o Cranícola, Muminho, Lobisomen e a Dona Morte, que normalmente usam apenas trapos ou lençóis (afinal, são fantasmas!), o nosso menino Vampiro se inspirou nos elegantes sanguessugas do cinema para compor o seu visual: smoking, gravata borboleta e uma elegante capa!Como a maioria dos Vampiros, Zé Vampir também pode se transformar em um simpático morcego, coisa que faz sempre quando quer assustar alguém. Apesar disso, Zé Vampir é um Vampiro camarada, e nunca leva seu apetite por sangue às últimas consequências. Na verdade, o morceguinho sempre acaba preferindo alguma guloseima à base de morango ou groselha, bem vermelhinha…

    **Zé Vampir criado por Maurício de Souza em 1980.**

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  • Turma do Arrepio

    História em quadrinhos, criação de César Sandoval, publicada pela Editora Globo entre os anos de 1989 e 1993, durando 43 edições mensais e 1 almanaque. Nesta turminha encontramos “Draky” Vampiro intelectual da turma, não bebia sangue, mas um refrigerante de nome Red-Cola. Outros Personagens: Medeia, a bruxa; Tuty, a múmia; Stein, o monstro de Frankenstein; Luby, o lobisomem e Belfredo, o morcego.A série foi adaptada para a televisão pela extinta Rede Manchete.**Fonte: Wikipedia**[colaborou neste verbete: Ricardo Delfim]

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  • Ademir Pascale

    Iniciou seu trabalho literário nos primórdios da internet brasileira e, em maio de 2003, criou o Portal Cultural Cranik, o qual exerce a função de editor. Em março de 2004, publicou o livro “Jesus e os Manuscritos Proibidos”, pela editora CBJE. Em janeiro de 2005, idealizou o seu projeto de inclusão social intitulado “Vá ao Cinema!” com aprovação do Ministério da Cultura para captação de recursos e, em abril de 2007, criou o site Divulga livros, com a intenção de auxiliar os escritores iniciantes.

    Em setembro de 2007, publicou o áudio-livro “Cinema – Despertando seu olhar crítico”, pela editora Alyá. Como ativista cultural, proporciona com facilidade a ida dos brasileiros de baixa-renda ao cinema com a intenção de lhes proporcionar lazer e pluralidade cultural. Como crítico de cinema, já entrevistou grandes nomes do cinema brasileiro, entre eles: Lina Chamie, Tata Amaral, Fernando Bonassi e Toni Venturi; além de escritores e dramaturgos, como Gerald Thomas Sievers, Luis Eduardo Matta, Flávio Calazans, Helena Gomes, Nelson Magrini, Flávia Muniz, Rosana Rios, André Carneiro, Márcia Frazão, Reinaldo Polito, André Vianco, Roberto Causo, Jorge Luiz Calife, Antônio Carlos Secchin e Moacyr Scliar (Membros da Academia Brasileira de Letras).

    Obras Publicadas:

    – Draculea: O Livro Secreto dos Vampiros (Organizador da Coletânea) – All Print: Lançamento: agosto de 2009 – SP

    – Invasão (Organizador da Coletânea) – Giz Editorial: Lançamento: setembro de 2009 – Bienal do livro – RJ

    – Audiolivro: Cinema – Despertando seu olhar crítico – Editora Alyá, 2007

    – Jesus e os Manuscritos Proibidos – Editora CBJE, 2004

    Antologias que participou:

    – Contos Imediatos (Conto: O olho que tudo vê) – Terracota, 2009

    – Revista Scarium Especial Mulheres n° 25 (Conto: Diabólica), 2009

    – Paradigmas 2 (Conto: Frei François) – Tarja Editorial, 2009

    – Caminhos do Medo (Conto: Mr. Sheol) – Editora Andross, 2008

    – Anno Domini (Conto: Cassandra Corbu) – Editora Andross, 2008

    – Contos Fantásticos nº 12 (Conto: Cassandra V.2) – Editora CBJE, 2008

    – Contos Fantásticos nº 13 (Conto: O Caminho do Samurai Kin) – Editora CBJE, 2008

    – Contos Fantásticos nº 15 (Conto: Zé Tristonho ) – Editora CBJE, 2008

    Ademir Pascale (São Paulo, 1976) de origem européia (Itália) por parte de mãe, é Lingüista, escritor, crítico de cinema, ativista cultural e editor brasileiro.Desde 1998, publica crônicas, contos e resenhas críticas em diversos meios de comunicação, como: rádios, revistas, jornais e sites; este último, destacando o site da Ong cultural Verdes Trigos, comandado pelo escritor e advogado Henrique Chagas.Iniciou seu trabalho literário nos primórdios da internet brasileira e, em maio de 2003, criou o Portal Cultural Cranik, o qual exerce a função de editor. Em março de 2004, publicou o livro “Jesus e os Manuscritos Proibidos”, pela editora CBJE. Em janeiro de 2005, idealizou o seu projeto de inclusão social intitulado “Vá ao Cinema!” com aprovação do Ministério da Cultura para captação de recursos e, em abril de 2007, criou o site Divulga livros, com a intenção de auxiliar os escritores iniciantes.Em setembro de 2007, publicou o áudio-livro “Cinema – Despertando seu olhar crítico”, pela editora Alyá. Como ativista cultural, proporciona com facilidade a ida dos brasileiros de baixa-renda ao cinema com a intenção de lhes proporcionar lazer e pluralidade cultural. Como crítico de cinema, já entrevistou grandes nomes do cinema brasileiro, entre eles: Lina Chamie, Tata Amaral, Fernando Bonassi e Toni Venturi; além de escritores e dramaturgos, como Gerald Thomas Sievers, Luis Eduardo Matta, Flávio Calazans, Helena Gomes, Nelson Magrini, Flávia Muniz, Rosana Rios, André Carneiro, Márcia Frazão, Reinaldo Polito, André Vianco, Roberto Causo, Jorge Luiz Calife, Antônio Carlos Secchin e Moacyr Scliar (Membros da Academia Brasileira de Letras).

    Obras Publicadas:- Draculea: O Livro Secreto dos Vampiros (Organizador da Coletânea) – All Print: Lançamento: agosto de 2009 – SP- Invasão (Organizador da Coletânea) – Giz Editorial: Lançamento: setembro de 2009 – Bienal do livro – RJ- Audiolivro: Cinema – Despertando seu olhar crítico – Editora Alyá, 2007- Jesus e os Manuscritos Proibidos – Editora CBJE, 2004

    Antologias que participou:- Contos Imediatos (Conto: O olho que tudo vê) – Terracota, 2009- Revista Scarium Especial Mulheres n° 25 (Conto: Diabólica), 2009- Paradigmas 2 (Conto: Frei François) – Tarja Editorial, 2009- Caminhos do Medo (Conto: Mr. Sheol) – Editora Andross, 2008- Anno Domini (Conto: Cassandra Corbu) – Editora Andross, 2008- Contos Fantásticos nº 12 (Conto: Cassandra V.2) – Editora CBJE, 2008- Contos Fantásticos nº 13 (Conto: O Caminho do Samurai Kin) – Editora CBJE, 2008- Contos Fantásticos nº 15 (Conto: Zé Tristonho ) – Editora CBJE, 2008

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  • Blood-C

    Doce Noite!

    A quanto tempo eu não postava aqui não é?? Muuuuita coisa acontecendo mais no nosso artigo da semana eu passo para contar as peripecias dessa duquesa e falar sobre games. Hoje em plena sexta-feira vim dar uma boa noticia aos fãns da serie _Blood_ foi anunciado pelo grupo _Clamp_ o lançamento da _Adptação_ intitulada _Blood-C_ será desenhado e adaptado por essa produtora conhecida mundialmente pelo Anime Sakura Card Captors entre outros.

    O _novo mangá_ da serie sera produzida pelo autor Ranmaru Kotone e sera publicado pela Shonen Ace com previsão de _lançamento para o dia 26 de maio_ claro no Japão.

    O _anime estreia em Julho_ com direção de Tsutomu Mizushima que tem supervisão da equipe do projeto _Blood: The Last Vampire_ e com participações de Juniochi Fujisaka e Nanase Ohkawa que são do Grupo da CLAMP super visionando o roteiro e o desenho da nova serie ficou sobre os cuidados de Kazuya Kise.

    Eu particularmente sou fãn da Serie de Anime e Mangá Blood + e vou adorar ver a Clamp que faz alguns dos Animes dos quais acompanho mexer com esse serie vampiresca. Então enquanto esperamos novas noticias deixo o site oficial do projeto mesmo tendo que decifrar Kanjis por que ele está em japones mais nada que um bom tradutor não ajude.

    Então até o fim de semana.

    Duquesa T. Astarte

    Referencias:

    http://www.anmtv.xpg.com.br/blood-c-novas-informacoes-sobre-o-anime/

    http://www.anmtv.xpg.com.br/blood-c-novo-anime-do-clamp-e-production-i-g/

    http://www.blood-c.jp/

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