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  • O morcego-vampiro na iconografia Ameríndia

    O morcego-vampiro na iconografia Ameríndia

    autoria de Shirlei Massapust

    1\. — O folclore relativo ao morcego da morte era idêntico em toda a América Central e do Sul, menos no Brasil? Não é possível responder com segurança. Não conhecemos bem o papel do quiróptero na grande diversidade cultural dos índios brasileiros porque todos os códices que poderiam conter informações relevantes foram destruídos.[1] Porém, ainda existem uns poucos vestígios iconográficos. Bem pequenos e, por isso mesmo, alvo fácil de roubos e contrabandos, os muiraquitãs, quase sempre confeccionados em rochas esverdeadas, tinham em geral forma de sapos. Mais raramente, podiam ser talhados também em rochas brancas, em formatos de morcegos, peixes e homens. Associados à cerâmica conduri, os muiraquitãs não são exclusivos da região do Baixo Amazonas. Há informações de sua ocorrência na ilha de Marajó, além de Santarém, Alto Tapajós, norte de Manaus e até nas Guianas e ilhas do Caribe, segundo o professor Eduardo Góes Neves, do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP.

    A distribuição de muiraquitãs por uma ampla área indica que as populações amazônicas do início do segundo milênio da era cristã não estavam isoladas, e sim integradas em redes de comércio ou em outros tipos de redes que permitiam o contato entre si.[2]

    A tradição oral fornece dados mais animadores. A palavra andaraí, que designa no Brasil muitos municípios, bairros e ruas, significa “rio dos morcegos” na língua dos índios cariris, povo indígena com presença marcante no passado, principalmente nos Estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. É um mito bastante conhecido no Brasil o de que o vampiro bate as asas sem parar quando quer morder um homem adormecido para sugar-lhe o sangue sem despertá-lo. Num mito análogo dos índios chamis, aparentados com o grupo choko da cordilheira dos Andes colombianos, o herói mítico Aribada mata o morcego Inka (o vampiro) a fim de assenhorear-se de seu poder de adormecer suas vitimas. Tendo obtido sucesso, Aribada passa a entrar durante a noite “onde houver mulheres adormecidas” e pôr-se a agitar um lenço branco e o outro vermelho “para poder abusar delas sem que o percebam”.[3] Paralelamente, nas lendas de muitos índios americanos da região do Norte do país, o morcego aprece na situação de herói galante, defensor da humanidade em crise.[4] Os tupinambás acreditam que o fim do mundo será precedido pela desaparição do Sol, devorado por um morcego. (La religion des Tupinamba; Paris, 1928).

    O folclore brasileiro tem muito em comum com a extinta cultura Maia. O capetinha Hu r Aqan Tukur (Coruja de uma perna) é um candidato bem mais promissor ao cargo de saci-pererê que o ‘fradinho da mão furada’ português, que sempre foi bípede. Vuqub Kame (Sete Morte) não difere de sua tradução abreviada, “Seu Sete”, e o acesso à Xibalba (o Inferno) sempre esteve numa encruzilhada. Seu subalterno Kama Zotz (Morcego da Morte) é o mesmo espírito do Morcego que os negros classificaram como exu, que ainda fuma o mesmo tabaco incorporado nos “cavalos” ou médiuns, substitutos dos xamãs.

    O excêntrico acervo do Museu de História Natural Wilson Estevanovic, em Uberaba, MG, detém uma criatura de 35cm de estatura composta de restos mortais de animais diferentes; com corpo de símio esticado para tomar a posição ereta humana, garras em todos os dedos e asas de morcego separadas dos braços.[5] O atual proprietário, Wellington Estevanovic, não sabe ou não quer informar à imprensa quem vendeu o artesanato ao seu falecido pai, dando margem às teorias de ufólogos que afirmam se tratar de um fóssil da raça de índios-morcego citada no best-seller de Raymond Bernard, A Terra Oca.

    Minha humilde opinião é que a criatura do museu mineiro é um boneco, mas tem caroço neste angu! Em missiva publicada em 1969 o nova-iorquino Carl Huni narrou ao seu correspondente Raymond Bernard o que ouviu dos brasileiros sobre uma comunidade auto-suficiente de “índios-morcego” que “vivem em cavernas e saem à noite para a floresta circunvizinha”.[6] Tais índios estariam sendo responsabilizados pelo desaparecimento de pessoas.

    A entrada das cavernas é guardada pelos índios Morcegos, que são de pele escura e de pequeno porte, mas de grande força física. Seu sentido do olfato é mais desenvolvido do que o dos melhores cães de caça. Mesmo se eles o aprovem e lhe deixem entrar nas cavernas, receio que estará perdido para o mundo presente, porque guardam o segredo muito cuidadosamente e não podem permitir que aqueles que entram possam sair.[7]

    Estes índios-morcego mitológicos não devem ser confundidos com os Huni Kuî apelidados pelos portugueses de Kaxinawá (Povo Morcego). Segundo Carl Huni, as cavernas que eles habitam Estão próximas do rio Araguaia, “no sopé de uma cadeia de montanhas tremendamente comprida chamada Roncador”.[8]

    Quando estive no Brasil ouvi muito sobre as cavernas (…). Desisti de fazer outras investigações por que ouvi dizer que os índios-morcego guardam zelosamente a entrada dos túneis contra as pessoas que não estejam suficientemente desenvolvidas, a fim de evitar aborrecimentos. Em primeiro lugar não querem ninguém que esteja ainda enredado em comércio e que queira ganhar dinheiro.

    Sei que uma boa parte dos imigrantes que ajudou na revolta do General Isidoro Dias Lopes, em 1924, desapareceu nestas montanhas e nunca mais foi vista novamente. Foi sob o Governo do Dr. Bernardes, que bombardeou São Paulo durante quatro semanas. Finalmente fizeram uma trégua de três dias e permitiram que 4.000 praças, que eram principalmente alemães e húngaros, saíssem da cidade. Cerca de 3.000 deles foram para o Acre, no noroeste do Brasil e cerca de 1,000 desapareceram nas cavernas. Ouvi a história muitas vezes. Se me lembro bem do local onde desapareceram foi na extremidade sul da Ilha do Bananal.**[9]

    Em 1930 o antropólogo Carlos Estêvam de Oliveira esteve fazendo pesquisa de campo entre os índios Apinajés do Alto Tocantins na intenção de registrar sua rica tradição oral. Estes índios acreditam que, num passado remoto, todas as aldeias habitadas por seus numerosos ancestrais se reuniram para invadir e incendiar certa caverna que servia de abrigo a uma “kupe” ou “tribo estrangeira” composta de homens-morcego, intitulada Kupe Dyep.

    Tal ardil foi necessário porque os Dyep costumavam degolar as pessoas e animais que pernoitavam próximo à gruta com uma arma branca chamada Ihering, “machados de lua” ou “machados de âncora”, devido à sua forma semicircular.[10] Ou seja, aqueles imigrantes utilizavam uma foice similar a esta lâmina sacrifical em meia-lua, na forma de morcego, representada num pingente de Tolima, Colômbia.

    Um missionário chamado Curt Nimuendaju entrevistou os mesmos índios em data próxima e parece tê-los enfastiado com massivo preciosismo, pois obteve uma versão detalhadíssima. Este segundo relato foi compilado por Robert H Lowie em The Apinayé (Washington, 1939) e anexado à obra de referência de Alberto da Costa e Silva, Antologia de Lendas do Índio Brasileiro (Brasil, 1957).

    Tanto na versão abreviada compilada por Carlos Estêvam de Oliveira quanto no produto da investigação de Curt Nimuendaju os Apinagés estão convencidos de que os índios-morcego da Kupe Dyep deveriam ser capazes de voar porque seus ancestrais viram suas asas e, à época, um menino encontrou um círculo de pegadas em torno de uma vítima cujos rastros não se estendiam mata adentro. Além disso, eles escapuliram por um buraco no teto da caverna de forma tão ágil que seus perseguidores não os puderam tocar. O tempo e a imaginação colorida dos narradores de lendas se encarregou de fazê-los dormir de ponta cabeça por causa das muitas varas suspensas encontradas na caverna.

    Sou se opinião que os Dyep históricos, se existiram, não eram homens híbridos ou quimeras, mas imigrantes estrangeiros que decidiram abrigar-se numa caverna pertencente ao território Apinagé devido à falta de tempo ou paciência para construir moradias mais sofisticadas. Talvez tivessem um objetivo passageiro e específico, como colher plantas úteis ao culto pré-colombiano que só nascem em território brasileiro. Muitos deles, senão todos, andavam vestidos como morcegos, da mesma forma que este xamã representado numa cerâmica Nazca:

    Repare que o xamã de Nazca segura o busto de uma criança sacrificada com a mão esquerda, uma lâmina com a mão direita e parece cantar ou orar, pois está de boca aberta. De acordo com os Apinajés, os Dyep também sacrificavam seres humanos com a foice de cabo curto chamada Ihering, provavelmente como parte de um rito religioso. Para isso seqüestravam nativos desatentos. Mas os Apinagés decidiram se reunir para eliminar o inimigo em comum.

    **No sertão de São Vicente, que se estende próximo ao Araguaia, existe a montanha Morcego. Nela há uma grande caverna com uma entrada em baixo, enquanto que bem no alto há uma espécie de janela. Ali moravam antigamente os Kupe-dyep. (…) Durante muito tempo os Apinagés evitaram passar a noite naquela região, até que um dia dois caçadores e um menino decidiram acampar ao pé da rocha do Morcego. Depois do anoitecer, ouviram cantos vindos de dentro da montanha. Então o menino ficou assustado e se escondeu em uma moita longe do acampamento dos dois homens. Logo após, os morcegos (…) mataram os dois caçadores, mas o menino escapou, e na aldeia contou o que ocorrera.

    Então os guerreiros Apinagés (…) saíram juntos para destruir os Kupe-dyep. Quando eles chegaram à rocha do Morcego, imediatamente ocuparam a entrada da caverna, onde amontoaram lenha (…) e puseram fogo à pilha. Assim os kupe-dyep voaram em atropelo pela abertura superior, sem serem feridos pelas setas dos Apinagés. Eles voaram pra o Sul, e diz-se que ainda estão vivendo em algum lugar por lá.**[11]

    A habilidade de escalar os paredões íngremes das montanhas para depositar oferendas nos altares erigidos nos picos sagrados das Américas era condição indispensável para alguém se tornar xamã. Portanto não é nada admirável que os índios-morcego, surpreendidos ao mesmo tempo pelo fogo e por uma chuva de flechas, escalassem as paredes pedregosas da caverna na direção da única saída disponível com velocidade ímpar. E se suas asas falsas eram suficientemente flexíveis para ‘bater’ pelo impulso dos movimentos violentos eles certamente pareciam voar parede acima por trás da cortina de fumaça. Tempos depois alguém avistou os Dyep acampando “no sul” e supôs que eles “voaram” para lá.

    Os guerreiros Apinagés apreenderam machados e “inúmeros enfeites” abandonados na gruta pelos fugitivos. Um velho foi capturado e morto.[12] “Um menino de cerca de seis anos de idade” foi encontrado “bem no fundo da caverna, escondido por uma pedra”.[13] Este menino viveu pouco. Porém, enquanto viveu revelou-se um pródigo doutrinador determinado a ensinar aos adotantes alguns costumes do seu povo. Era possivelmente um filho de xamã ou jovem aprendiz:

    Um dia eles o observaram deitado no chão cantando. “U-ua Klunã Klocire! Klud pecetire!” Então, ele agarrou o cangote com as mãos. Quando os Apinagés perguntaram-lhe sobre isto, disse que seus companheiros de tribo dançavam daquele modo. Os Apinagés ainda cantam a canção do Kupe-dyeb.[14]

    Noutra ocasião o menino ensinou-os a mímica do morcego:

    O pequeno Kupe-dyep (…) chorava e olhava constantemente para o céu. Como não queria deitar-se de modo algum, seu dono teve subitamente uma idéia. Lembrou-se de que na morada dos Kupe-dyeb não havia camas no chão nem tão pouco postes para dependurar redes, mas havia muitas vigas horizontais. Trouxe um varapau e o colocou horizontamente apoiado nas forquilhas de galhos de duas pequenas árvores vizinhas. Logo que o menino viu isso, trepou em uma das árvores de tal modo que se dep

  • Um Olhar Vampyrico:A atual febre Vampiresca

    Vivemos um período interessantíssimo, anda praticamente impossível dizer a palavra “vamp…” que rapidamente você arranja assunto ou é indagado sobre as recentes produções do gênero nos cinemas e nas prateleiras das livrarias. Particularmente não via uma febre dessas desde a década de noventa.

    VAMPIRISMO, REVIVAL, APROPRIAÇÃO X ARCAIZAÇÃO:

    A atual febre vampiresca é um “revival” cíclico que acontece periódicamente a cada década.O próprio modelo mítico cultural do ocidente é um revival do padrão grego.De tempos em tempos, objetos são perdidos e reencontrados, supervalorizados, desvalorizados e revalorizados.Mas os clássicos sempre permanecem.Nossa cultura popular é simplesmente herdeira do modelo do classicismo.

    O substituto sintético pós-modernista para “revival” é apropriação, pura e simples, significa quase sempre artista de talento limitado a misturar sem inspiração ou insight, referências irônicas a grandes obras do passado.Isto é algo bem desprezível pois a Subcultura Vampyrica tem como característica a admiração as grandes e expressivas obras de arte e arquitetura do passado romântico.

    Apropriação, bricolagem, pastiche e variantes são noções imprópriamente concebidas e promovidas pelos mandachuvas sociais, desprovidos de um sentido de história.Concordo com a autora Camile Paglia (Vamps and Tramps,2004) quando afirma que pertencemos a uma idade Alexandrina de sincretismo, onde alusões multiculturais se fundem para produzirem novas totalidades excêntricas.Vivemos em um tempo decadente, um modo histórico complexo, uma fase posterior vibrante e sensacionalista da cultura dominada por temas de sexo e violência – mesmo que velados pelo ensolarado Rosseaunismo dominante.

    Em tempos de decadência, o maior “revival” é o do primitivo justaposto com o supersofisticado.Aliás dois elementos tipicamente “Vamps” no mais estrito sentido que atribuímos a palavra.O Vamp inerentemente lida com a difícil arte da “sofisticação” sem perder de foco o Ecossistema.No “Vamp” tecemos referência ao presente através de toda e qualquer interpretação do passado…Penso que toda a popularidade e maior aceitação de elementos de estética “desviante”, parafernália e vestimenta fetichista, BDS &M, tattoo, bodyart, piercings, aesthesics e até mesmo Fangz – diluídas e mais aceitas na cultura dominante são as grandes representações destes tempos modernos de decadentismo.

    Atualmente empresto o termo “arcaizar” da história da arte, ao invés de fazer o uso da insalúbre “apropriação” (que atualmente me soa como algo falsificado, competitivo e destrutivo) oríunda dos “malas” das ciências sociais (muito em voga quando o assunto é qualquer tipo de Subcultura).

    Quando falamos em “arcaízar”, costuramos o presente ao passado.Oferecemos a toda criação artística a linearidade cronológica ao qual ela está inserida, sua descêndencia criativa e resgatamos as grandes obras do passado distante.No melhor sentido literal do termo “vamping”, onde também localizamos o termo vampiro: Tomamos aquilo que é antigo, remendamos com partes novas e modernas, sem descaracterizar o original e trazemos uma nova expressão artística, audaciosa e arrojada ao ecossistema.

    **Ao arcaízar nos mostramos reverentes ao passado cultural.Ao considerarmos a influência e a tradição remetemos ao “canône” – o corpo do trabalho que outros artistas consideram a pedra de toque da sua criação e inovação.Neste momento de “revival” da febre vampiresca, ao arcaízarmos reconhecemos um elemento intemporal em obras que antes pareciam datadas, confinadas ou limitadas a um período particular.Este atual revival é mais um grande momento crucial para o processo de definição da grandeza na produção artística que envolve o vampírico.Uma responsabilidade infelizmente negligenciada pelas “sumidades” da cena vampyrica atual.

    AS SUPERPRODUÇÕES VAMPIRESCAS:

    Há muito interesse das pessoas pelo que vem sendo mostrado na ficção de forma diluída e com prioridade no romance entre uma mortal e um vampiro na saga Crepúsculo.Mas a estética vampírica é muito mais ampla e heterogênea do que aquilo que está sendo mostrado.Desde os tempos de Christabel do Samuel Taylor Coleridge (ainda na metade do século XVII) o gênero vampiresco lida com os comportamentos tabús de cada sociedade, a imprevisibilidade e até mesmo a vingança de um ecossistema indiferente para com suas crias…um completo jardim selvagem.

    Abaixo selecionei algumas matérias que apreciei sobre o olhar da cultura dominante em torno da atual febre vampiresca promovida pela série Crepúsculo e muitas outras produções do gênero.

    Como você sabe, minha bandeira em relação ao vampírico consiste no resgatar e atualizar elementos de diversos elementos dos multiversos vampirescos ficcionais – revelando sua dignidade, histórica, contexto social e como estes símbolos podem servir como portões para um vasto jardim selvagem, onde podemos debater, expressar e trocar impressões sobre os tabús que assombram a cultura dominante.E neste processo despertarmos o interesse nas pessoas para aprenderem história da arte, história geral, geografia , literatura, artes e muito mais…

    O vampiro nas artes fornece uma das melhores ferramentas de conexão de interesse para com as grandes obras de arte do gênero e também para com toda história da arte que reconheço na atualidade. O personagem vampírico bem constituído e “arcaízado” simplesmente conecta em sua história e perspectiva a grande arte, complexa e elusiva que assombram geração após geração.Artes plásticas, literatura, arquitetura, música e tantas outras que assombraram geração após geração, irradiando uma aura misteriosa além do bem e do mal, repleta de ambiguídade.Quando nos expomos a ela, só conheceremos seus efeitos mais profundos após anos ou decadas…

    Recentemente escreví um pouco sobre esta febre e os filmes crepúsculo e lua nova neste texto!](https://redevampyrica.com/home/?p=392)

    Os textos abaixo não expressam na totalidade minha opinião, aprovação, concordância ou deste site. São apenas referências para pensarmos e inspirarmos novas questões a serem desenvolvidas por todos nós que apreciamos a temática vampiresca na cultura.

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    Cena de “Lua Nova”

    Há alguns meses, duas leitoras se queixavam na seção de cartas do “Guia da Folha” sobre a publicidade do filme sueco “Deixa Ela Entrar”. Uma delas dizia que, numa sessão no Espaço Unibanco Pompeia, cerca de dez pessoas levantaram; um casal resmungou: “Que lixo”. Segundo ela, a propaganda vendia gato por lebre, algo na linha: “Se você gostou de ‘Crepúsculo’, vai gostar desse”.

    Nada mais justo que as leitoras e o público que foi “enganado” tenham se revoltado. Ainda que abordem vampiros adolescentes, “Deixa Ela Entrar” e a saga Crepúsculo caminham em direções opostas.

    Não são apenas nos números: “Lua Nova”, o segundo episódio da saga, estreou em 142 salas, em São Paulo. “Deixa Ela Entrar”, em dez. À parte as questões mercadológicas, essa diferença é simbólica.

    Cena de “Deixa Ela Entrar”

    Os vampiros de “Lua Nova” são conciliadores, seguem uma lógica confortadora para o público educado em narrativas de telenovelas. A vampira de “Deixa Ela Entrar” e as questões que giram em torno dela são desagradáveis, desafiadoras, deixam o espectador com uma sensação desagradável ao sair do cinema. Ou seja, quem quer apenas se refugiar dos problemas do mundo e sonhar um pouco dentro da sala escura, se dará melhor com “Lua Nova”.

    Para desfrutar plenamente a saga Crepúsculo é necessário ser adolescente, ou ao menos ter uma mente adolescente. É tudo uma questão de geração. Os filmes (não li os livros de Stephenie Meyer) têm relação direta com a geração emo e o romantismo exacerbado, a sensibilidade e o gosto por rostos pálidos.

    Significados não faltam em Crepúsculo. O drama que move a saga dá a dica. Garota se apaixona por um vampiro. Ela quer ser mordida por ele, para viver eternamente ao seu lado. Ele, apesar de amá-la, titubeia. Não quer tirar sua alma, ou algo do tipo.

    Em “Lua Nova”, surgem aos montes questões com as quais os adolescentes conseguirão se identificar. O pé na bunda que a moça leva, entre frases na linha “O problema não é você, sou eu”. A ideia de um amor eterno, em que os dois lados nunca envelhecerão. A sugestão de um amor “superior”, tão intenso que dispensa os “meros” prazeres carnais do sexo.

    Se, por um lado, são os vampiros mais frouxos da história do cinema, não há como negar que são os vampiros mais transgressores, justamente por deixarem o apelo sexual de lado. Tome como exemplo os vampiros do cinema dos anos 80, época dos “pais” dos emos, os góticos.

    Cena de “Fome de Viver”

    “Fome de Viver” servia como metáfora para a Aids, e Catherine Deneuve era a vampira que colecionava e descartava amantes ao longo dos séculos. Ela escolhia um parceiro e lhe prometia uma falsa vida eterna.

    Cena de “Os Garotos Perdidos”

    Ou, então, “Os Garotos Perdidos” e seus vampiros adolescentes, que eram como estrelas do rock, amantes da desordem, da noite e do sexo. Não por acaso, o cantor Jim Morrison é referência no filme.

    Não que Crepúsculo não tenha seus méritos. O público gosta de sonhar, e não foi essa série que inventou os príncipes encantados. Mas assistir a “Deixa Ela Entrar” é como encarar a outra face da moeda. É lembrar o quanto esse amor eterno pode ser cruel e pervertido. É imaginar que viver ao lado de uma pessoa pode ser uma prisão e um inferno. Coisas, enfim, que preferimos nem pensar e deixar de lado.

    Diego e Harry, os criadores dos vampiros de “Abraços Partidos”

    Levando em conta que “Lua Nova” é a segunda maior abertura da década no Brasil, atrás apenas de “Homem-Aranha 3”, vale retomar o assunto.

    No post anterior eu falava sobre os castos vampiros de “Lua Nova” e os comparava a outros similares do gênero. Esqueci de falar que, no mesmo final de semana que assisti à segunda parte da saga Crepúsculo, “vi” o melhor filme sobre os sanguessugas dos últimos tempos (digo isso porque ainda não tive a chance de conferir a série “True Blood”, que fontes confiáveis dizem ser sensacional).

    “Vi” entre aspas porque “Doe Sangue” não existe, ele é um filme dentro do filme “Abraços Partidos”, o mais recente de Pedro Almodóvar, que, assim como “Bastardos Inglórios”, de Quentin Tarantino, é uma homenagem ao cinema.

    Posso estar sugestionado e enganado, mas, para mim, soou como uma alfinetada de Almodóvar à saga Crepúsculo (aliás, uma das reclamações que mais tenho ouvido é sobre esse clima de “liberou geral” nas tradições vampirescas. Que história é essa de vampiro sair passeando em plena luz do dia?).

    “Doe Sangue” não aparece em imagens dentro de “Abraços Partidos”. Ele é um roteiro em processo de criação feito por Diego (o filho da produtora) e Harry (o diretor cego); apenas ouvimos o diálogo entre os dois narrando a trama.

    A história do filme imaginário é sobre um grupo de vampiros que trabalha num hospital onde pessoas vão doar sangue. Vou transcrever uns pedaços, baseado no que achei aqui:

    DIEGO

    Os vampiros seriam como um grupo étnico, completamente assimilados dentro da sociedade espanhola (…) Há vampiros que ocupam importantes cargos, mantendo segredo (como a Opus Dei). Mesmo vivendo nas sombras, eles conseguiram grande influência social e poder econômico.

    HARRY

    Eles controlam várias indústrias. Como a responsável pelos óculos escuros, por exemplo.(…)

    HARRY

    Protegidos por filtro solar, eles podem trabalhar durante o dia. A loção tem que ser tão densa quanto uma armadura.

    DIEGO

  • Notas sobre Crepúsculo e Lua Nova

    **Notas sobre Crepúsculo e Lua Nova:

    por Lord A:.**

    Sabe, andei a ler os quatro livros da série e assistí os dois longa metragens e penso que estamos a frente de mais um universo ficcional vampírico como muitos outros.Apenas porque ele está em evidência mais do que outros, não significa a extinção dos outros universos ficcionais vampirescos e nem a decadência do mito e tampouco do gênero literário ou da Subcultura.

    Sou um Vampyro que cresceu na década de noventa saboreando as páginas de Anne Rice e assistindo coisas como Maldição Eterna, Fome de Viver e Drácula de Bran Stocker.Logo, sou de uma geração passada e meu paladar vampiresco demanda têmperos fortes, sabores mais intensos, sexualizados e um apêlo mais selvagem.Aprecio romances, principalmente vampirescos e bom, confesso ao leitor que a série de Stephane Meyer não me agradou dentro destes elementos que expresso aqui.

    Isso significa que devo “detonar” a produção cultural de Stephane Meyer?

    Claro que não. Aliás, considero fascinante esta nova febre vampiresca despertada por ela.Todo mundo que pegou a década de noventa e um pouco da década de oitenta, sabe que ciclicamente temos febres vampirescas na produção cultural.

    Em geral, um determinado universo ficcional desponta nestes períodos e influência toda produção daquele período.No entanto, embora o universo em questão ganhe todos os “holofótes” – isso não significa a supressão ou extinção dos outros universos ficcionais do gênero vampiresco. Claro, sempre haverá gente aproveitando a febre para cravar estacas ou fazer declarações deslumbradas sobre o vampiro da vez.Mas enfim, eles fazem por merecer a luz do sol ou as pétalas de rosa.

    Como já disse em algumas palestras para as quais fui convidado: Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Amanhecer colocaram o vampiresco novamente nas pautas jornalísticas e inspiram sonhos, suspiros e idéias para uma nova geração de leitores – assim como também para leitores veteranos.Esta abertura de mercado e de possibilidades, permite que novos escritores e escritores antigos possam mostrarem novos e velhos trabalhos para as editoras e preenche o mercado editorial e cultural com novas visões e obras sobre o vampiresco; além de despertar atração e novas possibilidades de mercado para os apreciadores e fãs.Isso não tem segredo algum.

    Milhões ou milhares de pessoas passam a terem um “portão” para um primeiro contato ou retornarem a leitura de obras vampirescas durante estas febres cíclicas que se abatem sobre todos nós.É factual que uma grande maioria apenas consumirá Stephane Meyer e depois largará o gênero em busca de uma nova febre – como encontros com alienígenas existencialistas por exemplo.

    No entanto, nos milhões ou milhares de leitores de Meyer, um número razoável irá sentir “sêde de mais”…E acabará descobrindo outros autores, outros universos e desenvolverá vínculos mais sólidos com a literatura vampiresca e também com o mito, com o folclore e com a Subcultura que está por aí.Quando mais este ciclo da febre passar, novas pessoas estarão por aí em nossa cena cultural – o que é estruturarante e renova a mesma.Até aí nenhum segredo.

    Da minha parte, com Crepúsculo ou sem Crepúsculo, eu continuarei por aí mantendo sites sobre o gênero Vampyrico, vampiresco e gótico.Muitos escritores da cena nacional já existiam bem antes disso e continuarão por aí também a lançarem novas obras para encantarem e envolverem nossos sentidos.

    Um engano muito comum, cometido pela maior parte das pessoas é tentarem engavetarem todos vampiros sob um mesmo gavetão do amplo armário que é o gênero.A coisa não funciona assim, cada universo ficcional é um universo ficcional com sua própria identidade, peculiaridades, características e afins.Então, nunca teremos um “tipo” ou uma “receita” vampiresca perfeita.No máximo temos algo que agrada subjetivamente a cada um de nós.Penso que um bom romance vampiresco na ficção seja ele um livro, um filme, uma música ou um videogame deva ter bem equacionado os elementos romantismo, sexualidade e sangue.

    ROMANTISMO, SEXUALIDADE & SANGUE:

    Dos três elementos que citei anteriormente o “romantismo” é indispensável, vampiros não são zumbis e nem mortos-vivos do George Romero.A história não precisa se passar nos tempos vitorianos ou na idade das trevas, no entanto realmente esperamos encontrar vampiros como homens-fatais e vampiras como mulheres-fatais.O teor dessa “fatalidade” pode variar do mais escrachado ao mais reservado.Porém, é uma zona de reconhecimento do gênero que deve ser respeitada pelos autores e artistas.

    Quando falo “sexualidade” utilizo o termo no sentido mais amplo e até mesmo “Freudiano” que me é permitido.Não me refiro apenas a consumação do ato sexual. E sim a todo afeto e suas variâncias envolvidos na ambientação e nos personagens.Seja um Vampiro ou uma Vampira, seus dentes compridos estão lá para perfurarem e penetrarem seus alvos e vítimas.A metáfora é óbvia.E como diria o bom Lestat:”Não se envergonhe do que você é! Você é um Vampiro, Louie!”

    O terceiro elemento na produção cultural vampiresca é o “sangue”.O mitógrafo norte-americano Joseph Campbell já apontava em sua obra que o grande público tinha dificuldades em compreender o metafórico e a não-literalidade dos símbolos.Quando falo em sangue, não falo do “splatter” e sim de sabor, de aroma, de ambientação, de textura, de espírito e presença na obra – capaz de emocionar e deixar marcas indeléveis em quem assistiu ou apreciou determinada obra.

    Com base nestes três conceitos, que para mim fornecem a consistência ideal para uma boa obra da produção cultural vampiresca – o universo de Stephane Meyer estaria automaticamente desequilibrado e sem o tipo de tempêro e sabor que eu aprecio no gênero vampiresco.Penso que os dois longa-metragens (Crepúsculo e Lua Nova) não atingiram o teor que apreciei na leitura dos respectivos livros.Isso significa que apreciei mais os livros do que dos filmes.Mas não significa que tomo os livros como parta da minha estante de favoritos do gênero vampiresco.Como já disse anteriormente, no gênero literário vampiresco, tenho que pagar meu tributo a toda minha “formação” cultural, degustando Christabel e Ryme of Anciet Mariner de Samuel Taylor Coleridge, Polidori, Byron, Shelley, Poe, Anne Rice, Giulia Moon, André Vianco e Poppy Z. Brite;

    Por mais que Stephane Meyer tenha acertado no “mood” de criar uma personagem que reflete o espírito arquetípico de muitas meninas e meninos da atual geração – com um caráter mais observador, reservado e intimista – eu continuo sentindo Geraldine (a vampira de Christabel), Miriam Baylock (interpretada por Catherine DeNevue em Fome de Viver),Claude (de Entrevista com o Vampiro), Carmila (interpretada por Ingrid Pitt), Theda Bara e Lumidora como minha visão do feminino vampiresco.

    Em relação ao Edward Cullen (Interpretado pelo Robert Pattison nos filmes), posso entender o lirismo e o romantismo do personagem.Há o despontar de uma beleza lírica, quando na cena que se passa na Câmara dos Volturis, a Bela diz algo sobre a beleza da Alma de Cullen;Mas este despontar é rapidamente afogado ao final de Lua Nova durante o embate entre o vampiro e o Lobisomen – separados da briga por uma argumentação e presença de espírito bastante fraca, pela protagonista Bela.Ainda falando em Cullen, se estou em uma tarde generosa até delineio nele traços bem leves de um personagem “Byroniano”.

    Mas confesso que minha visão de vampiro mais “sutíl” é irremediavelmente relacionada a David Bowie no filme Fome de Viver e até mesmo no melancólico vampiro Louie Pont Du Lac interpretado pelo Brad Pitt em Entrevista com o Vampiro.Ainda dentro desta temática o vampiro Akai do curta metragem homônimo produzido em 2006 aqui no Brasil, também atinge este grau ideal de melancolia e selvageria…

    Estes três últimos, mesmo expressando sua vulnerabilidade emocional e tormentos com sua “condição” – permanecem mais convergentes com minhas observações e dosagens certas de Romantismo, Sexualidade e Sangue (conforme expliquei neste texto) em uma obra vampiresca.

    Sobre o lobisomen Jacob, achei bem interessante a utilização de uma lenda indígena norte-americanda para explicar as origens do personagem e seu conflito com os vampíricos.Não me recordo de outras obras que tenham resgatado tal elemento e isso provavelmente deve-se ao interesse “histórico” da mórmon Stephane Meyer.Afinal os integrantes desta religião norte-americana são conhecidos pelo apreço e respeito para com a história de seu país.Lembrando que em Crepúsculo temos apenas utilizações estéticas e láicas de versões de mitos nativos norte-americanos.Em nenhum instante trata-se de qualquer forma de apologia ou fundamentação secreta de Vampyricos ou Otherkins.

    Quando falamos em lobisomens, minha história ficcional favorita vem de uma série de filmes de terror oitentistas com seis episódios chamados “Grito de Horror”.Até hoje nunca mais encontrei estes videos na internet ou em locadoras especializadas.Mas penso que ela soberbamente ilustrou o lado selvagem, sexualizado, cruel, feroz – e quente – de humanos-lobos-humanos.Outros filmes que modelam minha visão sobre os “peludos” são “Na Companhia dos Lobos”, “Pacto dos Lobos” e o moderninho “Sangue e Chocolate” – que merece um dia desses uma resenha exclusiva por aqui.Mas enfim, Jacob nos seus momentos humanos antes da transformação foi “interessante”.Já os efeitos e a computação gráfica dos lobos, eu penso que deixou a desejar…Destoaria bastante do universo de Crepúsculo umas pitadas apimentadas de “Um Lobisomen Americano em Londres”.

    Há noções perenes de romantismo nos personagens Bela e Edward Cullen.Assim como também há no lobisomen Jacob.E o foco dos livros de Stephane foi abordar e priorizar o romance destes personagens em detrimento da sexualidade e do sangue.Isto é bem claro e explicado claramente em toda a estética dos livros e dos filmes.Não deixo de achar irônico tal fato.Geralmente as pessoas queixam-se do excesso de apêlo a sexualidade em filmes vampirescos ou de lobisomens.Quando é apresentado um filme e uma obra, onde o apêlo é ausente ou mínimo…elas queixam-se também.Vivemos em um país estranho, onde moças que usam minisaias, em pleno século XXI são quase linchadas em faculdades.

    Tanto Edward quanto Jacob, a priori não podem ter sua noite de amor com Bela.O primeiro é um vampiro e pode ficar excessivamente excitado e mata-la bebendo o sangue dela.Já o segundo pode literalmente virar uma fera e devora-la para valer.Ambos não exitam em tomarem decisões por Bela.O lobo mente no telefone para afastar o vampiro.O vampiro arranca o motor e o fio do telefone da amada para ela não ir atrás do lobo.E a pobre Bela, não tem um projeto de vida mais consistente como fazer uma faculdade ou ter uma carreira profissional – apenas quer casar-se e virar vampira junto do seu amado.Mas enfim, não é um projeto de vida tão ruím, pelo menos na ficção romântica.

    Para mim, a personagem mais interessante deste universo ficcional vampiresco Crepuscular foi a vampira Alice Cullen, seu jeito e seu poder de enxergar o futuro dos outros personagens e o dela própria.Creio que Stephane Meyer tenha acertado o tom e o maneirismo de Alice.

    Muito bem, eu considero trechos do livro de Stocker um tanto quanto chatos.Assim como acho entediante a primeira metade do livro Menoch de Anne Rice.E falando na Grand Dame dos romances vampirescos, até hoje considero tedioso o livro “A História do Ladrão de Corpos”.Ele parece um “entre-meio” sem fim, escrito apenas para agradar editor e manter o público cativo, até uma história mais relevante das Crônicas Vampirescas.Bom, foi um tanto herético revelar tais impressões – mas sou alguém justo para com o que escrevo e para com quem está aí lendo.

    Apenas para finalidades de referência temos o universo

  • LIZ VAMP É AGREDIDA DURANTE SEU ANIVERSÁRIO EM SP!

    Nesta última madrugada do 4 de setembro Liz Marins (cineasta e atriz que interpreta a personagem Liz Vamp e é a fundadora do Dia dos Vampiros, uma importante campanha humanitária) e o escritor Kizzy Ysattis (autor de Clube dos Imortais entre outros livros) foram agredidos por seguranças do clube “Lôca” aqui em São Paulo – ao final da comemoração do aniversário da cineasta celebrado lá, junto a alguns amigos e amigas – quando a maior parte deles já não estavam mais presentes.

    Foi um verdadeiro ato criminoso de brutalidade gratuita e que revela o

    despreparo de integrantes da equipe de segurança e de integrantes da própria gerência da casa – no trato com o seu público.Uma atrocidade sem tamanho, que desfigurou sevéramente a face de Kizzy e feriu corporalmente a cineasta Liz Marins.

    O pai de Liz, José Mojica Marins (conhecido por interpretar o personagem Zé do Caixão e ser um dos pioneiros do cinema nacional) manifestou sua indignação com o ocorrido e alegou publicamente que a agressão lhe recordou os tempos da ditadura.Ele acredita que se tivesse estado presente no evento, tal fato triste não teria acontecido. (Recentemente ele foi passou por uma delicada cirurgia, e por ordens médicas não podia sair de casa)

    **** Nós do REDE VAMP conversamos com Liz Vamp nesta sexta feira próximo da meia noite e ela nos informou que tanto ela quanto Kizzy estarão tomando todas as medidas judiciais cabíveis para processar a casa e os funcionários envolvidos – e levarão estas ações até o fim.

    O estado de saúde de Kizzy já encontra-se estabilizado e aparentemente fora de perigo – embora ainda precise aguardar a opinião de médicos especializados e a alta do hospital onde está internado desde a agressão.Segundo foi contado por Liz, ele ainda tem dificuldades para abrir um dos olhos e perdeu alguns dentes – e está muito ferido corporalmente.

    [5 de setembro, 11h48] Neste sábado cinco de setembro ás 11h48 o escritor Cláudio Brites(Terracota Editora) amigo de Kizzy divulgou que ele encontra-se aparentemente bem e foi realizar o exame de corpo delito.Em sua nota pública Cláudio confirma que:”[Kizzy] está indo fazer corpo de delito. Não está mais no hospital.Está bem. A parte interna da cabeça está intacta. Houve traumatismo craniano na testa que agora tem uma fissura. Haverá acompanhamento.[Já foram indicados] alguns nomes de peso na proteção dos direitos humanos […]para ajudar no caso.As matérias nos jornais atenuaram a violência hoje, como se tivesse sido um simples revide, briga de rua. E não foi.Mas vai dar tudo certo, a pior parte já foi.”Segundo Cláudio Brites.

    SEGUNDO A CINEASTA E AUTORA LIZ MARINS:

    “Atos de covardia como este que sofremos, precisam ser denunciados e punidos por lei – tanto por quem foi vítima da violência, como também por aqueles que testemunharam tamanha bárbarie.Hoje fomos nós, amanhã pode ser você.” conta a cineasta Liz Marins.

    “Tamanha violência vai contra tudo aquilo que defendo publicamente.Todos os anos realizo o Dia dos Vampiros que é uma campanha que além do incentivo a doação de sangue tem como bandeiras públicas o combate ao preconceito, incentivo a diversidade e a produção cultural alternativa.Na hora, mal podia acreditar, que eu e meu amigo havíamos sido atacados com tamanha violência naquele local, onde sempre fui muito bem recebida e encontrava pessoas que simpatizavam com as idéias que defendo publicamente.”…”defendí meu amigo, como defenderia qualquer pessoa num momento como aquele.”complementa Liz Marins.

    Infelizmente tamanha atrocidade foi cometida ao final do festejo do aniversário da cineasta, atriz e escritora quando seus convidados e amigos já haviam ido embora.Liz não sente-se a vontade e nem cultiva a fama de “baladeira” – saindo pouco para eventos e baladas assim devido a suas múltiplas ocupações profissionais.

    Nós do Rede VAMP conhecemos a presença de espírito e a força pessoal de Liz Marins e temos certeza que logo ela estará recuperada e na ativa novamente.Recentemente ela organizou mais uma edição do Dia dos VampiroS com o Cortejo dos VampiroS, participou de diversos programas de tv defendendo as causas e bandeiras do dia – e esteve presente na matéria do programa Mulheres exibido na última terça-feira.

    SOBRE A CASA: A “Lôca” era uma respeitada e tradicional casa que recebe uma grande variedade de públicos desde apreciadores da música alternativa, do poprock e da cena GLBT paulistana – ao longo desta década.Até esta data, a casa cultivava uma imagem de segurança e de tolerância, de incentivo as artes e sempre teve intenso engajamento cultura.

    No entanto, a partir do instante em que mantêm em seu quadro de funcionários, agressores e criminosos que covardemente e em grupo cometem um ato de violência desta envergadura contra alguém – a imagem da casa, do ambiente e dos seus produtores, ficou sevéramente abalada frente a todo público.E indignação é muito pouco para descrever o que é sentido neste momento…

    O ato de violência de funcionários da casa contra o escritor Kizzy Ysattis e com a cineasta Liz Marins – não deve passar impune perânte a sociedade e nem perante qualquer pessoa que tenha um mínimo de bom senso e de sensibilidade.Se ontém duas pessoas engajadas com a produção cultural foram agredidas covardemente por integrantes da equipe da casa – os próximos a serem agredidos podem ser outros frequentadores.

    EM 8 DE SETEMBRO HOUVE UMA RESPOSTA DA CASA: Recentemente**** nosso colega Jhony Nastri do site Vitrine de idéias obteve uma resposta por email da casa “a Lôca” sobre a violência criminosa que vitimizou a autora e cineasta Liz Vamp e o escritor Kizzy.

    Nesta nota a direção da casa alega:**__**[conforme publicado em**[Vitrine de idéias](http://vitrinedasideias.com/2009/09/08/resposta-do-clube-a-loca-sobre-agressoes/) **]

    Independente de qualquer discussão, o fato concreto é um escritor foi sevéramente agredido, espancado por alguns funcionários da segurança da casa e teve seu rosto desfigurado.Isso sem falarmos na cineasta Liz Marins, igualmente agredida pelos mesmos criminosos.

    O autor Kizzy sofreu traumatismo craniano comprovado por exames realizados na Santa Casa de Misericórdia em SP – durante sua internação. Segundo um dos neurologistas que o atenderam, mais um golpe desferido no local afetado o levaria ao óbito…a agressão sofrida por ele teria um desfecho trágico.

    A comanda de Liz estava paga no cartão de crédito e carimbada com ordem de saída.Ela apenas aguardava seu amigo que estava pagando a comanda dele lá no caixa do estabelecimento.

    Por normas da profissão, seguranças masculinos não deven tocar e nem agredir mulheres. Liz Marins foi arremessada ao chão e paralisada violentamente – por um segurança de porte gigantesco.Ela apenas tentava em vão libertar-se para salvar o amigo da morte eminente.As marcas da violência feitas a Liz, são comprovadas em exame de corpo delito.Tal barbárie só foi interrompida quando uma viatura policial chegou ao local.

    Em qualquer estabelecimento sério, seguranças não formam nenhum tipo de exército pessoal do gerente onde trabalham – e fontes da internet confirmam que agressões parecidas tornaram-se comum lá na casa há pouco tempo.

    Quantas agressões como essas não podem ter acontecido com pessoas “anônimas” e por isso não chegaram ao público.Esta vez aconteceu com um autor e com a cineasta Liz Marins criadora e interprete da personagem Liz Vamp, na próxima pode acontecer com qualquer um de nós.Temos por obrigação denunciar tais atos e cobrar justiça das autoridades competente tanto com este caso, quanto qualquer outro caso parecido que venha a ocorrer.

    A INDIGNAÇÃO TOMA CONTA DA CENA: Desde o amanhecer desta sexta feira quatro de setembro os diversos apreciadores dos trabalhos de Liz Vamp e de Kizzy vem utilizando os meios digitais como Orkut, Twitter, Blogs, Messengers e tantos outros – como importante ferramenta de denúncia e conscientização para a bárbarie ocorrida para com os dois amigos e renomados produtores culturais.Escritores, leitores, integrantes da Subcultura Vampyrica, produtores culturais e muitos outros estão bastante ativos e não deixarão tamanha violência ser esquecida ou ficar impúne.Demonstrar apatia ou descaso para com a violência sofrida por nossos colegas, é abrirmos as portas para este tipo de violência continuar se propagando pela noite…

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  • FANGZMITH: A ARTE DA CRIAÇÃO DE DENTES E PRÊSAS VAMPÍRICAS CINEMATOGRÁFICAS

    _“Fangs [= presas, em português] é o símbolo básico dos Vampyros, eles representam o grito primordial erótico e selvagem que existem no interior de todos. Em Gotham [Nova Iorque] é considerado ser iniciado na cena vampyrica obter seu par de presas e vou lhe contar algo…A primeira vez que uma pessoa veste o seu par de presas e se olha no espelho é uma experiência mais poderosa do que 1000 palavras!”

    _Father Sebastiaan V, Fangsmither

    Fangsmith = Forjadores de Presas, este é o nome dado a estes artistas que forjam presas teatrais comuns a cena vampyrica, desde antes do surgimento da internet “e que são considerado um dos primeiros pontos de união e estruturamento da comunidade”. Este artigo foi originalmente postado entre 2004-2005 é interessante observar isso hoje em SET/2018 e ele merece novas ampliações e desenvolvimentos. Em relação a um fundamento a respeito das FANGS/prestas protéticas e o simbolismo delas,pode ser lido aqui.

    Com o advento da internet e a fascinação mundial com seus sites sobre vampirismo, a posterior febre de filmes mundanos sobre vampiros, as pessoas ficaram extasiadas com o surgimento de uma “cena” ou “comunidade” vampyrica;

    “Vale contar que o surgimento da cena vampyrica na América do Norte foi uma verdadeira apoteose midiática, tudo quanto era programa de TV e de Rádio exageraram nas doses de sensacionalimo sobre o assunto e mais confundiram as pessoas do que explicaram algo de relevante sobre o que veio a se estruturar como Cena Vampyrica”. As presas vampíricas ou Fangs se tornaram muito populares nos clubs góticos, Convenções de ficção-científica e até mesmo entre os apreciadores da chamada Body Modification. “Afinal de contas, nem todas as presas são de resinas.Algumas pessoas implantam caninos alongados em suas bocas, estes trabalhos são feitos por dentistas especializados em estética bucal, este é um exemplo simples de Body Modification.” [segundo Wednesday, na Vampyre Almanac de 2006]

    Fangzmithing no Brasil:

    No Brasil o primeiro studio de Fangzmithing surge em 2007 com o nome de Fangz Culture, produzindo peças exclusivas de qualidade comparável com os mais famosos nomes do exterior – com profissionalismo, higiene e preparados para atender os mais exigentes Vampyros, Vampyras e Simpatizantes do Brasil e também de Portugal – com preços acessíveis e compatíveis com a nossa realidade.

    A Fangz Culture vem a frente para oferecer “Fangz” a Vampyros, Vampyras, Black Swams (Simpatizantes). Tratam-se de presas e caninos alongados Vampyricos personalizados, individuais e removíveis feitos sob medida com material de qualidade internacional e produzidas por um profissional da área odontológica. O nível de realismo destas “Fangz” trancendem as expectativas de nossos clientes mais exigentes e evocam o seu lado noturno e dionisiáco.

    Agora os integrantes da Subcultura Vampyrica no Brasil e Portugal contam com os serviços profissionais da “Fangz Culture” e seus modelos personalizados e exclusivos para incrementarem seus visuais, seus fetiches e suas noites…

    Recentemente Lord A:., um dos fundadores da Fangz Culture, comentou um pouco sobre esta arte na entrevista da edição 09 do fanzine da Ravens House Brasil. [[disponível para download aqui]](http://rapidshare.com/files/265593062/FLORES_DO_LADO_DE_CIMA_09.rar)

    Raven House Brasil: O ideal dos “Fangsmithers” é uma novidade por terras brasileiras. Como foi introduzir esta idéia por aqui e quais foram as principais barreiras enfrentadas.

    Lord A:. : **Legal contarmos que Fangzmithing é a arte de produzir dentes vampíricos removíveis e personalizados como jóias e adornos pessoais de qualidade hiper-realista. Fangzmithing é uma arte.Leva tempo para ser aprendida e vai muito além de apenas colocar uma prótese ou algo parecido.

    Envolve conceitos de estética, visagismo, domínio de material, técnicas especiais de fixação – e principalmente um atendimento apropriado entre o profissional e o cliente, com uma longa entrevista – para desenhar-se e forjar o par de presas perfeito e apropriado para o/a Vamp em questão. Tanto que o momento em que eles se olham no espelho, nem 1000 palavras podem descrever a sensação experimentada.

    A única dificuldade que enfrentamos foi a pouco tempo um plagiador picareta, que tentou roubar nossos textos e fotos do nosso trabalho na internet – e saiu por ai em alguns points alternativos…Os serviços que ele ofereceu eram deprimentes em qualidade e danificaram os dentes das pessoas que usaram.Não basta modelar uma resininha e assistir filmes de vampiros. Fangzmither é uma arte demorada e complexa de ser aprendida.

    Mudando o rumo iniciamos eu (no conceitual e subjetivo) e Wo´Ha´Li (que é dentista) a Fangz Culture em 2007 e ela mantêm até hoje clientes permanentes que apreciam nosso trabalho e valorizam o uso de suas Fangz tanto particulares como também públicos.As presas de Liz Vamp desde a metade de 2008 e de outros vampiros de seu longa-metragem estão sendo produzidas por nós.

    Há pouco tempo, um par de Fangz de um cliente intimidou um assaltante e o colocou para correr. Muitas vezes, os relacionamentos de casais tornam-se ainda mais marcantes quando utilizam suas presas a noite. Penso que nós trabalhamos com oferecimento de uma forma de expressão individual, que eleva e “apimenta” a qualidade das experiências sensoriais, trazendo glamour e encanto para as noites de nossos clientes. Somos gratos de coração a todos eles, pelo apoio incondicional desde o começo. E a vocês da RHB pela divulgação e apoio ao nosso serviço.

    FANGZ CULTURE NO CINEMA!

    O longa metragem narra a história da personagem vampira Liz Vamp interpretada pela cineasta e atriz Liz Marins.

    Na foto ao lado podemos conferir o belo par de “Fangz” desenvolvido pelos artistas da Fangz Culture Fangzmithing para a personagem Elizabeth Hart, interpretada pela atriz Andréa Klaar no filme que narra a origem de Liz Vamp. Quem leu a revista em quadrinhos sabe que Elizabeth é a mãe da personagem título do filme, uma vampira voluptosa que terá um caso com ícone do cinema de terror nacional Zé do Caixão.

    _“Na minha opinião Liz Vamp é uma heroína, tanto no cinema quanto na vida real.Desde 2002 ela promove a campanha do “Dia dos VampiroS” que visa incentivar doações de sangue nos hospitais públicos, campanhas informativas contra o preconceito e ainda o incentivo a diversidade cultural e as produções independentes – temos grande prazer em apoia-la nesta produção e em outros projetos”_ conta Lord A:.

    E IMAGENS DE CLIENTES ATENDIDOS PELA FANGZ CULTURE:

    A FANGZ CULTURE FANGSMITH adormeceu por volta de 2012, foram cerca de 6 anos de atividades initerruptas e que inspirou e influenciou outros artistas brasileiros que vieram depois. Num próximo artigo falaremos um pouco mais deles.

    ](https://redevampyrica.com/home/?cat=185)

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  • Lançamento do Vampiro da Mata Atlântica

    Era noite – ele sabia que era noite – mas por que ele podia ver a floresta com tanta clareza, como se o sol estivesse brilhando alto no céu? Por que o ar estava tão cheio de ruídos e de cheiros? Ele ouvia pequenos animais, ratos silvestres talvez, andando pelo chão da floresta, ouvia até suas respirações e os corações minúsculos batendo rápidos em seus corpos. A brisa quase inexistente trouxe um cheiro de bicho do mato, e ele soube com surpreendente certeza que uma jaguatirica trotava por um carreiro a uns bons duzentos passos de distância. E ele se sentia mais forte, mais cheio de energia do que nunca.

    Não, ele não estava morto.Ou estava? De repente lhe ocorreu que já tinha ouvido histórias demais sobre assombrações e mortos-vivos para que não houvesse uma gota de verdade por trás delas.

    Passando os dedos sobre o sangue seco – seu sangue – que cobria a barriga intacta, ele teve a certeza de que morrera naquela emboscada, e que voltara como algo do outro mundo. Algo capaz de encher de terror a alma das pessoas.Ficou algum tempo matutando sobre aquilo, até que um espasmo súbito, violento, contraiu-lhe o estômago. Curvando-se, ele apertou as mãos contra a barriga, num esforço vão de atenuar a dor.Fome. Uma fome implacável.

    Um instinto recém-despertado disse-lhe exatamente o que precisava para saciá-la. E onde fazer isso.

    Ele pegou a trilha de volta para o bairro do Alto dos Lacerdas. A espingarda Boito ficou esquecida no fundo da cova. Não era a carne de paca, tenra e saborosa, que ia satisfazer seu apetite a partir de agora.

    Logo vocês vão conhecer o vampiro da Mata Atlântica!

    O Vampiro da Mata Atlântica, de Martha Argel

    Idea Editora

    Capa: Billy Argel**

    O EVENTO:

    O lançamento do livro contou com uma palestra informativa de Martha Argel sobre sua trajetória e o cenário onde a trama do livro é ambientada.

    Podemos dizer tranquilamente que Martha Argel é uma das pioneiras do gênero literário vampírico no Brasil, ao lado de Giulia Moon, Adriano Siqueira, André Vianco e tantos outros no começo desta década.

    Parabéns por mais este lançamento Martha!

    Vamos as imagens, infelizmente, não temos os nomes dos fotógrafos. Se por ventura você tiver, nos informe nos comments abaixo…

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  • SETE VELAS E UMA SOMBRA

    RELEASE: Livro de poesia, do autor Sr. Arcano. Contendo poemas sombrios bem ao estilo do autor, como pode-se notar em seu soneto de abertura, “A Vela de Sete Dias”: Sete dias de maldição, Sete noites de loucura, Nessa ritualização Criando sombras, minha cura! Possessões me acompanhando, Sentindo emoção e dor Em minha poesia, queimando… Iluminando o pavor. Realizando a liberdade Por sete dias de vontade, Por noites que eu libertava Espectros de minha cela, Fumaças de minha vela, Sombras que eu aprisionava.

    Alexandre Souza nasceu no Rio de Janeiro, Capital, em 1980. Adota o pseudônimo “Sr. Arcano” , que é como muitos o conhecem. Adora um bom vinho, músicas góticas e darks, e poesia.

    Publicou vários contos e poemas na Internet, entre eles os Contos do Fauno, uma novela disposta em vários capítulos em forma de contos, além de administrar um site de literatura e arte sombria conhecido como Sombrias Escrituras.Também administra o blog de nome Natasha, onde publica seus textos vampíricos, ambientados num caso de amor com uma vampira de mesmo nome.Administra o blog Contos Sombrios, onde se reúne uma equipe de escritores para publicações de contos de terror.

    Autor de “Anjo Vadio” (poesia) e “Sete Sombras e Uma Vela” (poesia).

    Blog Oficial:clique aqui

    Contato:[[email protected]](/cdn-cgi/l/email-protection)

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  • LANÇAMENTO DE DRÁCULEA O LIVRO SECRETO DOS VAMPIROS

    Romênia, 1456. Um grande cavaleiro cristão torna-se temido agente contra os turcos. Conhecido pelos romenos como Vlad Draculea, o filho do dragão, empalava cruelmente seus derrotados inimigos. Considerado pelos oponentes e próprios súditos a encarnação do demônio, devido aos atos de crueldade cometidos contra ambos. Como esse servo da Igreja transformou-se no mais sanguinário entre os homens de sua época? Quais segredos guardou por tantos séculos?

    Em 1897, o escritor irlandês Bram Stoker inspirou-se em Vlad e criou a personagem principal do romance “Drácula”, popularizando o mito do vampiro. Seriam apenas fragmentos da imaginação criativa de um escritor? Ou há uma verdade oculta nesse relato?

    Quais mistérios eles escondem por gerações? Descubra em Draculea – O Livro Secreto dos Vampiros, uma antologia de contos escrita por alguns dos melhores autores do gênero. Mas, antes de abrir estas páginas, um aviso: após lê-las, você nunca mais será o mesmo. O conhecimento tem seu preço, e eles ficarão furiosos com a sua descoberta.

    Ademir Pascale

    **LANÇAMENTO: 22 DE AGOSTO/2009 (SÁBADO)

    À partir das 18h00**

    Local: Bardo Batata

    Rua Bela Cintra, 1333 – Jardins – SP/SP –

    Convênio com Estacionamento em frente.

    Fones: 11-3068-9852

    LISTA OFICIAL DOS SELECIONADOS

    Prefácio: Nelson Magrini

    Contos:

    1 – Draculea – Ademir Pascale

    2 – O Missionário – Estevan Lutz

    3 – O Relato do Capitão BlackBurn – César Almeida

    4 – Marcas Eternas – Luciana Fátima

    5 – O Guardião – J.P. Balbino

    6 – Emplumado – Duda Falcão

    7 – O Filho da Escuridão – Almir Pascale

    8 – Comida de Vampiro – Pedro Vicentini (Tagobar)

    9 – Noites de Trevas – Elenir Alves

    10 – Aprender Para Dominar – Simone O. Marques

    11 – Trágica História – Ricardo Delfin

    12 – Os Segredos do Pergaminho – Bruno Resende

    13 – Sabor de Absinto – Dione Mara Souto da Rosa

    14 – Beijo de Sangue – Alexsandre Moro (MMEA)

    15 – Filosofia Vlad – Adriano Siqueira

    16 – O Velho Vampiro – M.D. Amado

    17 – Fantasmas Vivos – Danny Marks

    18 – Andarilhos Noturnos – Felipo Bellini

    19 – O Rito do Caminho – Angela NadjaBerg Ceschim Oiticica

    20 – Rinaldo – Christian David

    21 – O Mal Busca a Verdade – Jean Felipe Felsky

    22 – A Descoberta de um Segredo – Raphael Albuquerque Cavalcanti

    23 – Nas Profundezas do Coração – Daniele Helena Bonfim

    24 – Imagem – Henrique Cananosque (Vampiro Triste)

    25 – Marcela – Evandro Guerra

    26 – Tormento – Mario Carneiro Jr.

    27 – Escrituras – Ana Dominik

    Comunidade Draculea no Orkut, acesse: www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=83487941

    O EVENTO:

    E rapidamento o sábado 22 de Agosto chegou…uma noite de sábado geladinha em nossa cidade que veio a reunir muitos autores e leitores apreciadores da temática vampírica!

    Vamps e Apreciadores são pictóricos, então vamos logo as imagens desta grande noite. Tivemos muitos fotógrafos, então se cometermos algum engano, por favor notifique aqui nos comments.

    Créditos das Imagens:

    –[Adriano Siqueira do Adorável Noite](http://www.adoravelnoite.com)

    –[Ravens House Brasil](http://ravenshouse.ning.com/)

    –[Ademir Pascale](http://http://www.cranik.com/)

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  • LANÇAMENTO DE KAORI PERFUME DE VAMPIRA

    Século XVII: Kaori, uma bela garota com o perfume da sedução, trilha caminhos perigosos entre samurais, senhores feudais, prostitutas e criaturas mágicas do folclore japonês. No seu caminho, surge José Calixto, um artista sensível e apaixonado, capaz de tudo para dar vida a uma obra imortal.

    Século XXI: na fervilhante Avenida Paulista, coração de São Paulo, Samuel Jouza tem uma profissão peculiar. Ele observa vampiros para um misterioso instituto de pesquisas. Mas o olheiro percebe que a sua profissão é muito mais perigosa do que imaginava, ao salvar um menino das garras dos sanguessugas.

    De um lado, a magia das sagas heróicas de samurais, o mistério das antigas lendas do Japão. Do outro, uma aventura ágil e atual, que tem como cenário o Brasil. Dois universos se entrelaçam e se cruzam neste novo romance de vampiros escrita por Giulia Moon.

    ###### ENTREVISTA NA TV GAZETA:

    O lançamento de Kaori: Perfume de Vampira conquistou uma pauta bem abrangente sobre a produção cultural do gênero vampírico em português, sobre especificidades artísticas e temáticas fashionistas da Subcultura Vampyrica.

    Este bate-papo foi exibido durante o programa Mulheres da TV Gazeta da terça feira, apresentado por Kátia Fonseca.

    Estiveram presentes a autora Giulia Moon, a cineasta e atriz Liz Vamp, Lord A:. do site Vampyrismo.org e Vox Vampyrica Podcast.Em breve você assiste a matéria aqui mesmo no site da Vamp TV. “Tivemos um espaço de tempo bem extenso, uma pauta bem didática e uma apresentadora interessada e bastante receptiva a um tema tão incomum” comentou Lord A:.

    ###### A FESTA DE LANÇAMENTO:

    …E na quinta feira 3 de Setembro pontualmente as 19h30 começou a festa de lançamento do romance “Kaori Perfume de Vampira “.O evento aconteceu na Saraiva Mega Store do Shopping Pátio Paulista e reuniu os fãs, amigos, integrantes da subcultura Vampyrica e a imprensa especializada em Literatua Fantástica – principalmente no gênero Vampírico…

    O evento contou com a participação de autores como Martha Argel, Adriano Siqueira, J.Modesto, Nelson Magrini, Ademir e Elenir Pascale, Sérgio Pereira Couto, Chris Sevla entre muitos outros; O lançamento de “Kaori Perfume de Vampira” atraiu também a atenção de jornalistas do Japão e também de jornais especializados da colônia Nipo-Brasileira.

    “A prosa e as narrativas de Giulia Moon, fascinam a todos nós, desde os tempos do grupo de autores Tinta Rubra no começo desta década.Este é seu primeiro romance, onde os leitores são rapidamente envolvidos em uma trama deliciósamente inteligente e em um bélissimo trabalho visual que envolve a capa e a abertura de cada cápitulo – Seja bem vinda Kaori ao universo das vampiras do imaginário luso-brasileiro!”

    Vamos as fotinhos… [cortesia de Fernando Erlantz do[Vish.net](http://www.visuh.net)]

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  • DIA DOS VAMPIROS 2009

    Na última quinta feira 13 de Agosto de 2009 aconteceu mais uma edição da campanha DIA dos VAMPIROS, idealizada pela cineasta e atriz Liz Marins, mais conhecida como a personagem Liz Vamp.

    “…Foi a forma que ela encontrou de usar a ficção dos vampiros para ajudar a nossa carente realidade dos bancos de sangue, e também incentivar atitudes referentes a outras essenciais causas que acredita.

    As bandeiras levantadas pelo dia são:

    **. Incentivo à Doação de Sangue

    . Luta contra Preconceitos e Discriminações

    .Incentivo à Diversidade Artística.

    As pessoas confundem as vestes, o exterior de alguém com sua essência. Na superfície física não está tatuada a índole de um ser. Liz organiza a original Campanha de Doação de Sangue desde 2002, sempre exercida de maneira diferente e criativa. Muitas vezes causa bastante espanto, mas já chegou a bater recorde em doações voluntárias de sangue do maior hemocentro da América Latina.

    A cada ano que passa a Campanha ganha mais adeptos, artistas diversos e pessoas importantes,inclusive vários ícones da cena alternativa Vamp.Para conhecer mais desta data oficial da cidade de São Paulo, acesse:

    – SITE OFICIAL DA LIZ VAMP

    – COMUNIDADE DO DIA DOS VAMPIROS

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