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  • 5 Generais

    5 Generais

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    No ano de 2011 tive o privilégio de assistir um show da lendária banda 5 Generais – graça concedida pela produtora Kell Kill (Lasciva Nosciva) e o evento The Vampyric BlackBlood Party – onde fui o Dj convidado – lá em Brasília.O texto que segue pode ser lído na íntegra aqui.Abaixo focalizo no show dos 5 Generais.

     

    Particularmente, tive meu momento de fã correspondido…eu não conseguia acreditar que iria assistir um show dos “5 Generais” em toda minha vida, ainda mais em Brasília sua terra natal.Como será assistir um show da primeira banda gótica e também a primeira a gravar um disco sob esta alcunha e certamente sobre algumas outras como o post-punk em todo Brasil?Para mim havia uma solenidade própria neste momento.Sem dúvida um momento icônico e marcante, escolhí um bom local com vista para o palco e alí fiquei.Foi muito legal de observar no público a importância e o carinho deles para com os músicos e as letras das música e não raramente ouvia todo mundo cantando junto muitos dos refrões.

    Tivemos no set Ratos de Brasilia, Outro Trago, Nas Linhas.No momento da marcante “Pássaros Negros” tivemos a participação mais do que especial de Orpheus Lírico (Blue Butterfly & Banda Invisível) e na sequência ainda teve a nova “Estrela da Morte” que se tornou uma das minhas favoritas.Vale ainda ressaltar a participação especial de Kell Kill que participou de algumas músicas.Depois do show pude conhecer o Félix (fundador) e o William(novo vocalista) e conversar um pouco com eles, duas gerações distintas do alternativo unidos pelo amor a música e a história desta importante banda que está voltando a ativa no Brasil.Inclusive devo acrescentar aqui que a performance de William foi amplamente elogiada por Orpheus da Banda Invisível…Depois de assistir a um show dos 5 Generais ao vivo e em Brasilia, só posso dizer com todo o respeito: Mick Mercer, morda-se de inveja;-)!!!!

    5Generais e Lord A

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    [⚖️ AVISO LEGAL – DMCA & FAIR USE]:
    Este texto foi gerado inteiramente pelo Soul Retrieval Engine (IA Generativa) atuando sob o arquétipo emulado de Necropole de Silicio. Trata-se de um pastiche/paródia estilística criado para fins educacionais e críticos sobre o impacto da tecnologia na cultura gótica contemporânea. Esta obra sintética não possui qualquer afiliação, endosso ou ligação com o(a) autor(a) original, seus herdeiros ou detentores de direitos. Nenhum personagem, enredo ou local protegido por direitos autorais foi reproduzido nesta emulação.
  • Martin, um filme de vampiros de George Romero

    “Martin consegue ser, ao mesmo tempo, um perturbador drama psicológico e um filme de terror genuíno que apresenta um discurso sobre a intolerância e o preconceito, já trabalhados por George Romero em seus filmes anteriores. Martin é um vampiro como jamais fora apresentado no cinema: uma criatura com mais sede de humanidade do que do sangue propriamente dito e mesmo o personagem flerta ironicamente com o estereotipo do vampiro tradicional em algumas cenas. Em suma, o velho Romero gosta mesmo é de falar do maior e mais temível monstro de todos: aquele que guardamos dentro de nós mesmos”

    Estas foram as palavras de Ivandro Godoy** em seu novo artigo sobre o filme de 1976 do grande cineasta George Romero (_Night of The Living Dead, Dawn of The Dead e Day of The Dead_) publicado hoje no site BOCA DO INFERNO, **[continue a leitura aqui](http://bocadoinferno.com/criticas/2013/07/martin-1976/)!

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    E se você curte filmes de vampiros e desejar ver sua resenha publicada aqui, deixe um “curtir” e entre em contato pela nossa página do Vox Vampyrica no Facebook

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    Recentemente nosso amigo Marco Seschi, frequentador e participante da Rede Vampyrica e do Círculo Strigoi reparou neste filme que estará…

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    “Um convite àquilo que sempre esteve à margem”Antes de virar personagem, fantasia ou palavra, o vampiro foi sensação. Um desconforto….

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  • O que é Fashionismo Vamp?E conheça a nova versão do Blog!

    “Fashionismo Vamp” é um neologismo – cunhado por Lord A:. em 2008 – e quer dizer conjunto de atributos, principios e valores expressos em atitudes, estética, vestes e acessórios básicos para um guarda-roupa e o repertório de alguém estiloso ou “Avant-Garde” (sentido menos conhecido de “vamp” em francês) onde atributos do passado são reformados com elementos atuais sem descaracterizações e com praticidade.

    O estilo de um “Vamp” é único. Capaz de envolver atributos paradoxais como o fascínio e o grotesco, elementos de outras épocas re-modelados com partes futuristas… é sedutor e por vezes romântico. Expressa e também espelha as idéias, virtudes e pecados de cada um. Olhando rapidamente, alguns nomeiam e reconhecem no fashinismo vamp alguns traços do gótico contemporâneo, outros de steampunk, glam-decadent, vitoriano, fetiche, “modern chic” e muitas outras denominações…é algo subjetivo e elaborado por cada integrante e simpatizante deste meio social.Não há regras!

    Certamente acessórios e jóias pessoais como as “Fangz” (próteses de dentes caninos removíveis cinematográficos), assim como os Ankhs prateados são partes integrantes do figurino e deste conteúdo, e você pode ler sobre ambos nos links sugeridos em negrito neste parágrafo. A vertente do Fashionismo Vamp é láica (sem vinculações religiosas ou devocionais de qualquer tipo), encontramos aqui influências facilmente que ressoam harmonicamente com muitas perspectivas orientalistas – mas a tônica dominante é mais filosófica e pautada na criatividade de cada um no vestir, re-vestir e modelar suas impressões, idéias, filosofia aquilo que reconhece como Vamp.

    Desde 2008 oferecemos neste “blog” postagens e álbuns com inspirações daquilo que temos visto na cena brasileira, sul-americana e lusitana – e claro de outros países também – tudo isto influencia o olhar e provoca os leitores e leitoras para que cada um encontre o seu estilo nas lojas e ateliers ou mesmo que descubra um jeito de construir o visual que sempre sonhou… os limites continuarão sendo o imaginário e a habilidade de cada um.

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  • Dracula 3D: Dario Argento mostra sua visão do célebre Vampiro!

    Trailer do filme Dracula de Dario Argento – saiba mais no canal oficial! Nesta nova aventura romântica, que lembra bastante o tom das produções setentistas vampirescas (com Carmilla ou Vampire Lovers) temos o Conde Dracula interpretado por Thomas Kretschman (Piano, Resident Evil 2).O filme conta ainda com Rutger Hauer no papel do caçador de vampiros VanHelsing e a bela Asia Argento interpreta Mina Harker.

    Assista na próxima edição do evento[FANGXTASY The Authentic Vampyric and Gothic Night](https://redevampyrica.com/fangxtasy)

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  • AGENDA VAMPYRICA DE JULHO/AGOSTO2013

    Confira a programação de cursos, eventos, festas e dos eventos deste mês no mais tradicional Blog do gênero!

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  • O Lar da Mãe dos Lares (Artigo de Cleber Lupino)

    No artigo de hoje apresentamos um texto sobre a Mãe dos Lares que nos foi presenteado já há algum tempo pelo amigo **[Cléber Haddad da Congrega Lupino](http://www.congrega-lupino.net/) – **infelizmente devido algumas dificuldades técnicas e operacionais do equipamento da época, não pudemos postar este belo texto. Mas agora, compartilhamos com todos vocês…uma ótima leitura a todos!

    Símbolo da vida em comum, da união dos que se amam, do amor, da conjunção do fogo com seu receptáculo, o Lar foi e ainda é um centro solar, que aproxima os seres, por seu calor e sua luz.Além de ser o local onde se cozinha a comida, a Lareira é o centro de vida, de vida dada, conservada e propagada, e por isso foi sempre honrada em todas as sociedades.

    O Lar tornou-se um santuário onde se pede a proteção de Deuses e Santos, patronos ou devocionais, local onde celebra-se seus cultos e guardam-se as imagens sagradas, tanto em quadros na parede quanto em altares domésticos, ou simplesmente um cantinho especial próprio para orações designado pelos donos do lar. O costume de celebrar cultos dentro de casa também foi observado nos anos 70 e 80 até mesmo pelos evangélicos que se reuniam para o culto a Deus, no Lar de cada membro, pois não havia tantas igrejas distribuídas nas cidades nem pastores suficientemente a fim de arrebanhar todas as ovelhas, mas sim, havia o sentimento de culto e celebração, e o melhor e mais seguro lugar a ser realizado, foi o Lar.

    O costume de fazer culto à uma divindade dentro de casa é muito antigo, como veremos mais adiante.Segundo as concepções dos Maya-Quiché, a luz do lar exprime a materialização do espírito divino, como a luz de uma vela representa a alma de um morto.

    O Lar Familial tem o papel de centro ou umbigo do mundo em inúmeras tradições. Torna-se então, com freqüência, altar de sacrifícios. É esse o caso entre os buriatas, que o enfeitam com fitas multicores arranjadas segundo a direção dos pontos cardeais. A mesma concepção é encontrada na Índia. Entre certos povos siberianos, como os iacutos, as oferendas são feitas por intermediário da lareira, às divindades celestes. De acordo com a palavra de Prikonski, o fogo serve nessa ocasião de porta.

    Na história romana e etrusca, Mania (ou Manea) foi a Deusa dos mortos. Ela governou o submundo juntamente com Mantus. Mania era a mãe dos fantasmas, dos mortos-vivos , e outros espíritos noturnos, bem como os Lares e os Manes. Mania, tanto em grego como em latim é uma palavra que deriva de “Torta”, significando “homens que pensam”. Cognates trouxe do grego a palavra “Menos” que significa “vida”ou “vigor”, mas parece encontrar maior significado em Avestan com a palavra “Mainyu”, significando “espírito”.

    A mãe dos Lares, também conhecida como Larum Mater, foi identificada por Varro com a cthonica Mania, contudo, ela foi facilmente identificada com qualquer um dos vários pequenos deuses romanos, uma vez que ela aparece duas vezes nos registros dos Irmãos Arval como Larum Mater, em outros lugares como Mania, Vesta e Larunda. Ovídio a chamou de *Lara Muta e Lara Tacita, sendo Muta, a muda; e Tacita, a silenciosa.

    Não podemos deixar de mencionar seus limiares com os Lêmures e os Pênates. As aparições fantasmagóricas e assustadoras, tomadas por almas dos mortos, os Manes da família, que vêm atormentar entre os vivos os inimigos da família, com suas próprias inquietações, encontravam intervenções conjuradas por sabás, ritos próprios e festas anuais descritas por Ovídio nos Fastos, as Lemúrias. Os Lêmures, são as sombras dos antepassados, que povoam as lembranças e os sonhos, assim como tantas reprimendas endereçadas à consciência humana pelo subconsciente.

    Bernard Frank assinala igualmente a crença japonesa em gênios, tais como os Lêmures, sendo espíritos infernais, com aparições fantasmagóricas que assombram os homens.

    Os Pênates vem pertencer a mesma classe dos Lêmures, porém, com a diferença de ter sido uma pessoa má em vida, e por isso ganha o cadeado na tumba, donde dali não podem sair sem ter sido convocado por um parente. O Pênate é um espírito perigoso justamente por ser incontrolável ou praticamente inegociável quando solto e é por esta razão que os Pênates são quase ou parcialmente deixados no esquecimento, sendo lembrados apenas numa única ocasião por ano, ocasião essa, da qual podem escolher entre continuarem Pênates ou se tornarem Manes e se submeterem a regra Lare de Matres Larum. Quando digo do caráter inegociável, me refiro a uma conjuração onde não se obtém os favores dos Pênates, dado o insucesso da obediência, ou seja, um Pênate não troca favores com nenhum conjurador.

    O culto à Matres Larum foi conhecido graças aos fragmentos dos ritos Arvais para Juno Dea Dia, a senhora da fecundidade, que a identifica com o princípio supremo do sexo feminino. A mãe dos Lares é abordada apenas como Matres Larum, e à ela é dada uma refeição sacrificial (cena matri Larum) de mingau contido em um sagrado pote de barro banhado ao sol. Orações são recitadas sobre o pote, que é então jogado para fora da porta do templo, descendo a encosta em que o templo está, assim foram as observações de Lily Ross Taylor, para a terra como uma típica oferta cthonica. Em outra ocasião, os Arvais ofereciam recompensa em forma de sacrifício a várias divindades para uma poluição necessária do bosque sagrado da Deusa. À Larum Mater era dada duas ovelhas e os Arvais também chamavam seus filhos, como consta nas primeiras linhas do Hino Arval da Deusa, que começa com “Enos Lases iuvate”, ou seja,”Ajuda-nos, Lares”.

    A Larum Mater foi oferecido culto juntamente com os Lares durante o festival de Larentalia, de acordo com Macróbio (floruit 395-423 a.D.), durante a Compitalia. Ovídio interpretou poeticamente o que pode ser uma variante de seus ritos à margem do Feralia: uma velha mantêm a postura agachada entre um círculo de mulheres mais jovens e costura uma cabeça de peixe. Ela esta lambuzada com uma gordura específica e penetra o círculo, e enquanto assa o peixe, avisa que este ato liga línguas hostis ao silêncio. Ela invoca, portanto, Tacita. Se, como propõe Macróbio, o Lêmures são formas insaciáveis e malévola de Lares, em seguida, eles e sua mãe também encontram sua passagem em Lemuralia, quando os Lêmures vagabundos e mal-intencionados (Pênates) e as larvas devem ser aplacados por uma fórmula secreta juntamente com libações a meia-noite numa nascente de água e recebem ofertas de feijão preto, cuspidos da boca do paterfamilias no chão da domus.

    Varro (116 aC – 27 a.C.) acreditava que a Deusa e seus filhos atendiam originalmente como Sabine, e nomearam-na como Mania, o nome é usado por autores romanos posteriores, com o sentido geral de um “espírito maligno”. No século 2 d.C., de acordo com Festus, algumas babás usaram o nome de Mania para aterrorizarem as crianças a fim de tornarem elas mais obedientes. Macrobius aplicou o figurino de lã (maniae) pendurado em santuários nos cruzamentos ou encruzilhadas durante a Compitalia, pensado para ser substituições aos antigos sacrifícios humanos, uma vez realizado no mesmo festival e suprimido pelo primeiro cônsul de Roma, L. Junius Brutus.

    Os registros conhecidos ligado a Larum Mater são insuficientes, tardios e poéticos, podendo ser conhecidos pela única fonte, Ovídio (Fasti II, 571 e ss), que identifica-a como uma ninfa outrora loquaz, de nome Lara, que teve sua língua cortada devido uma traição do segredo de Júpiter. Lara tornou-se assim Muta (sem palavras) e foi exilada do mundo da luz do dia para a morada do submundo dos mortos (Manes ad), um lugar de silêncio (Tacita). Ela foi guiada por Mercúrio e penetrada por ele durante a viagem. Seus filhos são tão silenciosos ou mudos como ela.

    Se sua natureza de Mãe se liga aos Lares na Terra, que, de acordo com Taylor, são os espíritos dos mortos, e sua mãe possui um aspecto escuro ou terrível de Tellus, aqui, Vesta (o Santo Espírito representado pelo fogo doméstico) se torna Terra Mater devido o caráter ctonico da morada dos mortos no submundo.

    Os Lares e Larum Mater são antigas divindades etruscas, e o próprio nome ou título Lars, usado pelos reis etruscos e romanos tem sido interpretados como “rei ou lider”, sendo que os autores gregos chamaram eles de “heróis e daimones” nas traduções para Lares, e Plauto empregou Lar Familiaris no original grego de Menandro, tomando por “heroon” ou santuário dos heróis.

    *Taylor, 301: citando “Mania” em Varro, Lingua Latina, 9, 61; “Larunda” em Arnóbio, 3, 41; “Lara”, em Ovídio, Fasti II, 571 e ss: Macróbio, Saturnalia, 1, 7, 34 -5; Festus, P115 L.

    Cléber Lupino

    Referências e fontes para consultas:

    ANDERSON, John Jacob. Lars Porsenna: Um curso completo na história: novo manual de história geral, 1893.

    BEARD, M.; North, J.; Preço, S. Religiões de Roma, vol. 1 e 2, ilustrado, reprint, Cambridge University Press, 1998.

    GIRARD, Raphael. Le Popol-Vuh, Histoire culturelle des Maya-Quiché, Paris, 1954.

    HARVA Uno. Les representations religieuses des peoples altaiques, traduzido do alemão por Jean-Louis Perret, Paris, 1959.

    TAYLOR, Lilly Ross. A Mãe dos Lares. Jornal Americano de Arqueologia, vol. 29, 3, (julho-setembro 1925), 299-313.

    WISEMAN, TP. Remus: um mito romano. Cambridge University Press, 1995

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  • RAINHA DE OUROS

    A Rainha de Ouros representa uma mulher de negócios,realista e determinada,que será sua adversária no mundo dos negócios ou pode ser também uma mulher que exige responsabilidade e dedicação,seja na carreira ou no amor.

    Forte e determinada,uma mulher inteligente,gênio forte ,uma grande adversária,poucos ousam enfrentá-la,seu vigor contagia os demais e sua beleza desperta inúmeras paixões.

    É uma mulher inteligente,de seu par muito cobra,pois a mesmice não lhe importa,ao seu lado só o melhor,a distancia mantém o pior.

    Um grande desafio será para aquele que a enfrenta,mas mais difícil será,para aquele que seu coração desejar,pois só o que melhor se destacar,ao seu lado ficará.

    Lorde Serpens.

    Confira também a fanpage oficial do Tarô dos VampiroS em

    www.facebook.com/TarodosVampirosOraculodanoiteeterna

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    Suas inspirações e vivências com esta carta são bem vindas, deixe seu comment abaixo!

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  • Cosmovisão Vampyrica primeiros passos…

    Cosmovisão Vampyrica primeiros passos… Os Quatro Humores, 4 Signos Fixos, 4 Náipes dos Arcanos Menores do Tarot (Bem como as Cartas das Figuras reais) e dos baralhos comuns e os 4 Circuítos Básicos de Timothy Leary (muito bem explicados por Robert Anton Wilson na Obra Ascensão de Prometeus – recém lançada pela Madras Editora) – nada mais são do que um belo espelho negro para falarmos da “Metáfora do Sangue” (ou pelo menos um mapa inicial do Longo e Aveludado Manto Negro da Noite).

    A relação com o chamado “Visagismo” ou ainda com outros mapas psico-fisicos de Wilhelm Reich são factuais e já foram expostas em nossa antiga comunidade no NING (embora sem uma demonstração prática como a que virá a seguir); então vamos a um programa de transmissão de conhecimentos instigante – e aparentemente dispersos para o vulgo – mas potente para os integrantes da Cosmovisão Vampyrica:

    [1- Primeiro faça este teste com a maior franqueza que puder alcançar, clique aqui](http://www.chrysalisvisagismo.com/quest/temp.html)!

    2- Depois de responder o teste exercer a própria franqueza atada a doses de fidelignidade e justa-medida (Leia este link e compreenda seu tipo predominante)

    3- Em nosso jargão Vamp saiba que “Sangue” & Fogo Estelar X Fogo do Inferno** falam de viver com fisicalídade e cristalizar seus sonhos aqui no Jardim Selvagem; neste caso “Fogo do Inferno” seria a parte descompensada e fragmentada de cada um e o “Fogo Estelar” a parte compensada, estimulante e capaz de atrair como Mel Vermelho (“Sangue”, novamente a metáfora) aquilo que carregamos em nossa equação pessoal – que nos responsabiliza pelo que atraímos que consideramos o melhor e também o pior da vida, das pessoas e do ecossistema.[ ](http://www.constelar.com.br/constelar/07_janeiro99/vampirismo.php)**[No livro SOB TUAS ASAS (2020) apresentamos como você pode fazer uso da Astrologia Hermética e da Cosmovisão Vampyrica.](https://redevampyrica.com/product/e-book-sob-tuas-asas-um-livro-de-lord-a/)

    4-** **Naturalmente, tudo que compartilhei aqui é apenas um espelho ou um mapa territorial – não corresponde e tampouco resplandece com a senda da Cosmovisão Vampyrica com absoluta fidelígnidade**. Até mesmo porque elaboramos e desenvolvemos nossas relações sociais e afetivas não apenas pautando as mesmas em vassalagem, dominação, sedução e afins – o tal do _Espírito Caçador_ presente em nossa temática é algo muito mais amplo e cujo algumas pistas e textos inspiradores deixamos recomendados na Fanpage da **[Cosmovisão Vampyrica](https://www.facebook.com/CosmovisaoVampyrica?bookmark_t=page) e certamente muitas outras pistas podem ser encontradas ao longo do [site do Circulo Strigoi](https://redevampyrica.com/circulo-strigoi/), da seção de [textos recomendados](https://redevampyrica.com/circulo-strigoi/) e da [PRIMEIRA VISITA](https://redevampyrica.com/faq/primeira-visita/)

    Mas no final das contas fica sendo um conjunto de instruções válidos para quem deseja saber mais – pelo menos em um nível básico para uma rápida localização interior – havendo atração e aptidão este artigo fornece links e sugestões para o desenvolvimento responsável. No entanto, dada a menção inicial as correspondências com número 4 tanto no paganismo quanto no ocultismo (e mesmo nas modernas teorias sobre os mapas da mente) – os leitores e leitoras sentirão evidente e régia recompensa se participarem de nossa Fanpage Tarô dos VampiroS:Oráculo da Noite Eterna e com a leitura e apreciação dos Blogs Cosmovisão Vampyrica eBlog do Tarô dos Vampiros, aqui mesmo no portal www.redevamp.com

    Outra dica é ficarem de olho na REDE VAMP e participarem de todos os eventos…pistas importantes e dicas conquistadas com a vivência do nosso contexto – semeiam e também enraízam tal aprendizado com eficácia para os mais afins e aptos.

    Claro que sempre haverão pessoas que tentarão resumir o Vampyrismo – seja como Fashionismo ou a ainda a Cosmovisão Vampyrica como um lado descompensado dos 4 circuítos basais do Thimoty Leary – ou ainda Os Quatro Humores, 4 Signos Fixos, 4 Náipes dos Arcanos Menores do Tarot (Bem como as Cartas das Figuras reais) e dos baralhos comuns – no entanto se esquecem da evidente vivência (desenvolvida ou mesmo que pueríl) de quinto circuíto e dos outros posteriores que existe inerentemente naqueles que integram tal “meio-socio-espiritual” para tais pessoas apenas respondemos: “- Diga o que pensam sobre Vamps que lhes diremos quem vocês são!”

    * Certamente, a questão dos 8 Circuitos de Timothy Leary & citada por Robert Wilson foram comentadas na palestra “Preconceito, Medo, Culpa e Vampyrismo” apresentada por Lord A:. durante a décima edição do Encontro de Bruxas e Magos de Paranapiacaba. Quem quiser um maior aprofundamento pode adquirir a obra “Ascensão de Prometeu” de Robert Anton Wilson e lançada no Brasil pela Editora Madras – já disponível em nossa loja.

    Texto & Dica de Lord A:. | _Se compartilhar cite o autor e o link deste artigo._

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  • Assista a apresentação da bailarina Shakty Shala com sua Dança do Sagrado Feminino no Fangxtasy

    Confira a apresentação da bailarina Shakty Shala com sua Dança do Sagrado Feminino apresentada na quinta edição do Fangxtasy ocorrida em 28 de Março de 2013 no Poison Bar! A performance dela foi maravilhosa e marcou seu retorno as apresentações na noite alternativa de São Paulo!Conheçam mais sobre o seu trabalho no site oficial desta grande bailarina e professora do Sagrado Feminino.

    E participe também da FanPage Oficial do Fangxtasy no Facebook!O tema do evento foi “A Rainha dos Condenados” lá no Poison Bar e Balada! Mais Detalhes no site oficial do evento emwww.redevampyrica.com/fangxtasy!Créditos da filmagem e edição de Erick Muller Thurm | A próxima edição do Fangxtasy será no dia 1 de Junho de 2013!****

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  • Srta Xendra interpreta a Rainha dos Condenados de Anne Rice

    Akasha a poderosa vampira chamada de Rainha dos Condenados foi interpretada na performance surpresa de Srta Xendra Sahjaza no[evento Fangxtasy de Março de 2013](https://redevampyrica.com/portal/fangxtasy-ano5/).**O traje foi desenhado e construído por Lord A;, e ainda a performer ganhou uma linda gargantilha especialmente criada pela designer Caa Del Rosal da grife Olhar de Gata.Assistam a bela performance no video anexado e ainda confiram o Making Of do traje e a trajetória da personagem neste artigo publicado originalmente no antigo blog de Lord A:. **Se desejar conhecer melhor a história de Akasha, A Rainha dos Condenados – bem como surgem os vampiros e vampiras no universo ficcional de Anne Rice,[sugerimos a leitura deste novo artigo aqui mesmo no REDE VAMP!](https://redevampyrica.com/portal/?p=8676)

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    _“Ao desenhar e consequentemente criar esta versão da Vampira Akasha, nunca pretendi fazer um cosplay ou uma réplica do traje utilizado no filme (tal possibilidade até foi cogitada, mas não foi escolhida).Respeitei formas e texturas que o cinema e outros artistas atribuíram a personagem – áreas de reconhecimento da personagem por assim dizer -mas ao mesmo também queria deixar minha visão e impressão sobre a personagem._ “Lord A:.

    [dropcap ]T[/dropcap]udo começou quando escolhemos que o tema daquela edição do Fangxtasy seria o filme “Rainha dos Condenados” e minha amada Srta Xendra (que desde a primeira edição do evento vem realizando lindas perfomances) suspirou como seria incrível se tivéssesmos uma “Akasha, A Rainha dos Condenados” como atração daquela noite do evento! Como bom sagitariano que sou, achei o máximo e não hesitei em concordar…mas alguns instantes depois ponderei a fatídica questão:”Como Fazer Isso?”Demandaria tempo, espaço, pesquisa, desenvolvimento e alguma habilidade.Felizmente eu reunía alguns dos atributos necessários para tal empreitada (mas pecaria por não ter outros tantos) e ainda teria disponível um atêlier para cristalizar tal sonho.O cenário era um acolhedor porão nas profundezas desta morada com detalhes vitorianos e ampla ferramentaria colecionada por meu pai…literalmente uma BatCaverna…Foram necessários alguns desenhos, pesquisa de materiais, telefonemas e visitas a várias lojas de materiais artísticos e falar com amigos e amigas que dominassem certas artes.E principalmente alguma coragem, para tentar algo realmente novo, desafiante e intimidador.Felizmente através dos tutoriais do site Lilithy Cosplay indicado pelos amigos Jonathan Silva e Lilian encontrei uma trilha inicial nesta estranha floresta de símbolos…

    As encruzilhadas da vida sempre trazem aquilo que é novo para a gente.Certamente quando chegam tais novidades é algo inesperado e grotesco que aos poucos vamos modelando e sendo modelados e assim vai se tornando natural como todas as verdades das nossas vidas.Criar ou re-criar o figurino da vampira Akasha foi um destes momentos.Foram vários dias e noites enfurnado no atelier aqui do porão de casa recriando a personagem do romance “A Rainha dos Condenados” de Anne Rice.Foi uma tarefa desafiante pois eu nunca tinha sequer utilizado 1/3 das técnicas de modelagem e criação que foram necessárias para criar o traje…ainda vou falar deste passeio pelos intricados e emaranhados processos criativos da floresta escura de símbolos e de prateadas raízes em seu subsolo…e quando fazemos algo assim vivenciamos na carne o embate das polaridades formativas e destrutivas, ansiedade, dúvida e o caminhar seguindo uma espiralada via tortuosa que requer apenas uma fé no projeto e na capacidade de não desistirmos perante cada pequeno desafio.

    E assim criarmos aquilo que podemos no tempo que nos é destinado.Um tempo legal de reflexão e de vigília das idéias e das pulsões ferais que se manifestam em estranhos padrões no cotidiano.Tive momentos augustos trabalhando ao lado de minha amada Xendra em algumas noites.Também pude passar algum tempo junto do meu pai e recordarmos bons momentos enquanto criávamos juntos algumas soluções do traje e debatíamos outros aspectos incomuns da obra…coisas de um Hades e de um Hefesto.Momentos assim que envolvem criação em conjunto tem uma solenidade e uma importância que dificilmente podemos esquecer – e que ao olharmos as peças sempre nos recordaremos.A cada madrugada eu olhava para o luar no encerramento das atividades…

    Na mitologia do universo ficcional das Crônicas Vampirescas da grande escritora Anne Rice, a personagem Akasha é a primeira de todas as vampiras; é a mãe negra.dos amaldiçoados e condenados.Conta a prosa que lá nos tempos imemoriais do antigo Egito ela era uma rainha boa e justa ao lado de seu rei Enkil, dotados de sabedoria e de magia arcaica.Só que ambos foram mortos por inimigos políticos durante um exorcismo malfadado de alguns demônios que assolavam uma casa – e então renasceram com infinita sede de sangue e imortais dotados com os poderes comparados ao dos antigos deuses.

    Um regime implacável de morte assolou o mundo naqueles tempos, até que uma noite “Enkil” se cansou da matança e convenceu sua rainha a tomar assento junto a ele e permaneceram imóveis deixando sua guarda a cargo de seus filhos e filhas – os primeiros vampiros.E assim tornaram-se estátuas marmóreas, embora o que acontecesse com eles, era compartilhado por todos aqueles do sangue.Este é um resumo grosseiro e incompleto da trajetória desta personagem, mas certamente quem quiser ler com mais detalhes pode consultar as obras literárias Vampiro Lestat e Rainha dos Condenados.Ou simplesmente assistir o filme “Rainha dos Condenados” que também é bastante incompleto neste sentido mas divertido – pois aborda as últimas noites de Akasha quando ela re-vive no final do século XX, despertada pelo vampiro Lestat e sua música tocada no mundo inteiro – o que levará a um combate derradeiro e fatal, que muitos acreditavam na época que seria a conclusão épica das Crônicas Vampirescas.Se até hoje os poetas e escritores ingleses de temática fantástica ainda tentam digerir ou engolirem Paraíso Perdido de John Milton…a mitologia vampiresca de Anne Rice é a nossa equivalente para quem aprecia nosso meio-cultural.

    Para apreciadoras tanto da Subcultura Vamp quanto da Subcultura Gótica a personagem Akasha simboliza poder, magnitude, paixão, amor um tom desafiante, liberdade, avidez, voracidade, deboche, “ela faz o que quer e não tá aí para ninguém” e uma força raiz do feminino primervo – que certamente encontra paralelos mitológicos em Lilith, Tiamat, Kali, Sekhmet, Cybelle dos Frígios, Inanna, Iansã e tantas outras grandes deusas.Talvez os apreciadores de Robert Graves a resumam como uma das faces da Deusa Negra expressas na arte contemporânea.Uma grande rainha e cujo os sentimentos expressos em tantos adjetivos expressa sua regência saturnina e dominadora – que reclama para sí o parceiro que deseja e que possa aventurar ao seu lado através dos mistérios insondáveis – nela temos um arquétipo que se definido e delineado, escapa através das entrelinhas e do silêncio entras as letras e formas.

    _“Vermelho-Sangue, pulsional e vivo e ainda assim interpenetrada e desenhada por nuances platinadas e lunares de sonhos, fantasmas em subterrâneas redes, teias, raízes e intrigadas linhas – afinal toda realeza é contida por suas funções perante o todo…assim modelamos tempestuosas nuances e inspirações…ardentes como o fogo dos infernos…e quando falamos em Tiamat, também falamos de Kingu seu general e consorte, do qual os sumérios afirmavam que a carne e o sangue da humanidade eram feito deles.Encontramos um pouco da personagem Akasha em cada uma delas e nas suas nuances e características, se a própria Anne Rice dizia em entrevistas que Lestat era tudo que ela queria ser…fico me perguntando quem Akasha representaria neste jogo de sombras da célebre autora.”_ Lord A:.

    Na moderna psicologia o termo “akasha” (ou akashico) é citado com origens orientais e remete ao inconsciente coletivo da teoria de Carl Gustav Jung – local arquetípico onde estaria guardado todo conhecimento da humanidade desde os primórdios.Na imagem não é muito diferente dos que os cabalistas e hermetistas chamam de “Yesod”.Algumas linhagens Wiccanianas se referem ao elemento Éter como Akasha ou Akashico.E mesmo no ocultismo de Leví ou ainda na Teosofia veremos referências convergentes.Teremos por aqui também associações com a Kundalini (energia sexual) e suas pulsões serpentares.Alguns atribuem o akasha ou akashico como o indizível, o não-criado e o inefável onde se originam sonhos e idéias, seria a matéria da qual são compostos – Deus(es) para uns ou Deusa(s) para outros.Intricadas conexões e enlaces que fluem e preenchem a paisagem das imagens oníricas,Se eu tentasse retratar a Akasha como a imagino pelo que lí nos romances de Anne Rice ela certamente seria muito muito diferente da visão mais conhecida que acaba sendo a do filme Rainha dos Condenados.

    Embora cause alguma estranheza, vejo na estética egípcia uma interessante influência ctônica (e delicadamente construída sobre a utilização de Enteógenos e Psylocibe) que me foi legada pelas pesquisas do Etnobotânico Stephen R. Berlant que um dia ainda escreverei a respeito neste blog. Falando de Akasha, o filme não foi a primeira vez que ela foi desenhada. Na década de noventa o ilustrador Daerick Gross, seu filho Daerick Gross Jr e o brasileiro Caribé desenharam a personagem com traços egípcios, acessórios dourados e pele marmórea na adaptação aos quadrinhos de Vampire Lestat e posteriormente Queen of the Damned; Os desenhos feitos pelo brasileiro Caribé foram muito elogiados pela Anne Rice naquela época. Enfim, eu adorava a coroa que Akasha usava no filme e certamente a cantora e atriz Aalyah fez um grande trabalho – que acabou se tornando referência e indelével no trato da personagem.Então precisei criar duas versões da coroa seguindo aspectos daquela utilizada no filme…precisei de quase três dias, massa epóxi, corda, papel cartão, massa F-12 e tinta prata até chegar perto daquilo que almejava…acabou ficando pronta no dia anterior ao evento a segunda versão, mas valeu a pena!!!

    Ao desenhar e consequentemente criar esta versão da Vampira Akasha, nunca pretendi criar um cosplay ou uma réplica do traje utilizado no filme.Respeitei formas e texturas que o cinema e outros artistas atribuíram a personagem – áreas de reconhecimento da personagem por assim dizer – mas ao mesmo também queria deixar minha visão e impressão sobre a persoangem. As placas laterais e a peça que recobria o abdômen também foram interessantes de serem confeccionadas ambas emprestavam uma impressão de couraça sutíl; o bustier foi a peça mais desafiadora de ser feita pois não há tecido nele, apenas massa, correntes, fios, nylon e tinta prata – e teria que funcionar do contrário minha amada performer ficaria numa situação delicada perante o público.Foi preciso testar a resitência do material, formas de prender junto ao corpo de forma confortável.E ainda assim como o restante das peças móveis representando alguma couraça, uma proteção ainda que sutíl.Nesta parte das escolhas e da trilha minha influência foram as antigas deusas que citei em outros parágrafos.A sutileza e a delicadeza desceram a personagem com sublimidade na linda gargantilha criada pela Caa del Rosal da grife “Olhar de Gato”.E o video de Erick Muller Thurm, bem como as fotos de minha filha Lilith e dos amigos Guilherme Caprinus e Vitor Ryuzo – bem como os aplausos e elogios a maravilhosa performance de Xendra demonstratam que esta tarefa foi bem sucedida.Agora devo viver com a maldição de poder cristalizar, esculpír e modelar meus sonhos…isto vai ser interessante…ah se vai…

    “Akasha versão FANGXTASY essa foi a performance surpresa da Srta Xendra Sahjaza. Designer e execução do figurino by Lord A e W.J.Alipio, e para complementar o look a Grife Olhar de Gata teve a hon