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  • A Fotografia Kirlian – Fotografando a aura

    A Fotografia Kirlian, câmera Kirlian para alguns, bioeletrografia para os mais modernos, ou simplesmente kirliangrafia, é o método de fotografar um objeto com uma chapa fotográfica, que é submetida a campos elétricos de alta-vontagem e alta-frequencia, com baixa corrente.

    Em nível da saúde, podem ser feitos diagnósticos de infecções, intoxicações, inflamações, processos degenerativos, prováveis distúrbios nos diversos órgãos e sistemas e até casos de câncer.

    Conta-se que o primeiro homem a construir uma máquina para fotografia Kirlian teria sido Semyon Davidovitch Kirlian, em 1939, em Krasnodar (ex União Soviética) porém, alguns afirma que a primeira máquina de eletrografia teria sido construída no Brasil, pelo padre Landel de Moura. Porém, um padre com uma descoberta dessas em suas mãos não seria nada interessante para a Igreja Católica, por isso, não pode ser panteada.

    Em 1976, o pesquisador Joe H. Slate realizou um estudo custeado pelo exército norte-americano que tinha como objetivo, demonstrar que o campo energético do corpo físico, a aura, pode ser afetada pela influência de outros corpos, e o objeto usado nesse estudo foi justamente a câmera Kirlian.

    Popularmente falando, a fotografia Kirlian faz uma corrente elétrica baixa passar por uma chapa metálica em baixo do filme, então, coloca-se a mão ou os as pontas dedos da pessoa no filme e o filme era revelado. O resultado era uma nuvem de luz em torno da mãos e dedos e a energia, que é mensurável, que é uma carga bioelétrica, parece ser o alimento dos vampiros energéticos, de acordo com o estudo.

    No inicio de um ataque psyvamp, sectários afirmam que os tentáculos presentes em uma fotografia Kirlian os perfuram e sugam a aura da vítima, logo, a alma da vítima parece bem menor, com marcas que parecem ser perfurações, e após, a alma do psyvamp parece estar mais viva, reluzente e robusta.

    Os resultados da pesquisa foram interpretadas de várias formas. Para os mais incrédulos, não é possível provar que a câmera kirlia capture campos eletromagnéticos em nossa volta, a parapsicologia não está totalmente confiável de que todos esses fatos realmente se tratam de energia psíquica, de alguma forma.

    Os mais céticos afirmas que psyvamps são pessoas normais sensiveis à emoções humanas, que preferiram se concentrar nestas pessoas ao seu bel prazer. Mas não importa no que você acredita, o assunto é interessante e ainda é muito comentado. O leitor pode tirar suas próprias conclusões de acordo com suas crenças pessoais.

    Vídeo que fala um pouco sobre a Kirlian: The History Channel – O Segredo dos Vampiros

    OBS: Não leve todo o vídeo a sério, por favor…

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  • Daemonia Nymphe

    Daemonia Nymphe (???????? ?????)

    Já ouviu falar? Nem eu… Até agora. Naquelas minhas andanças pelo mundo musical underground, que me fizeram descobrir muita coisa boa (e muito lixo), eis que me deparei com a primeira banda verdadeiramente grega com a qual tive contato. Fundada em 1994 por Spyros Giasafaki e Evi Stergiou, a música da banda é categorizada como ethereal, neoclassical, neofolk, ou gótica.

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    Seu primeiro álbum “mesmo” (depois de lançar dois EPs) tem o sugestivo nome de “? ???????? ????? ??? ?????? (The Bacchic Dance of the Nymphs)”… Pára tudo! Desse ponto em diante, este fauno que voz fala viu duas das suas palavras preferidas em uma única frase (“Bacchic” e “Nymphs”), e decidiu, claro, dar um voto de confiança (e que satírico não daria?)…

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    Lindo! Lindo! Perfeito! Era tudo que conseguia pensar a respeito do som que me permeava os tímpanos. Experienciei uma música primitiva, épica, que remete a um estado de espírito contemplativo, quase um transe. A faixa que leva o mesmo nome de um dos discos (? ???????? ????? ??? ?????? – traduzido acima) me fez teleportar para um bosque tomado de neblina, no qual ninfas seminuas dançavam serpenteando entre árvores antigas, soprando seu canto místico para o ouvido extasiado deste fauno, que se levantou do sofá e fez questão de acompanhá-las em sua dança primitiva…

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    A música de Daemonia Nymphe, embora profundamente enraizada nas histórias e antigas tradições gregas, não é carregado com as conotações negativas de muitos grupos que fazem música histórica. Em vez disso, o grupo encontrou um “caminho do meio” onde a modernidade e a tradição arcaica reúnem-se em uma fusão de criatividade e som. Elementos da música ritual neoclássica e neofolk podem ser ouvidas por toda a execução dos discos e contam com cantos, bateria, instrumentos de cordas e bonito juntar com instrumentos de sopro de madeira, em um jogo apaixonante do espírito e da música. As composições são maduras e provocam um estado pensativo que nos faz percorrer vários sentimentos que vão da tristeza a celebração e êxtase. Como não poderia deixar de ser, elementos da música anciã grega também estão presentes, através de instrumentos tão antigos quanto sua própria civilização, tais como a lyra, varvitos, krotala, pandoura e, claro, a flauta dupla.

    LEIA MAIS>>>

    Saudemos Bakkhus, por inspirar este som…

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    Io, Io ??????!

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    Sound ?? ??????

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    Traveler ???? ???????

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    Bákxai, Bákxai, Bákxai, Bakxai, Bákxai, Bakxai

    Bákxai, Bákxai, Bákxai, Bakxai, Bákxai, Bakxai

    Ió, Ió, Ió, Ió, Ió, Ió

    Ió, Ió, Ió, Ió, Ió, Ió

    Evoé, Evoé, Evoé, Evoé, Evoé, Evoé

    Evoé, Evoé, Evoé, Evoé, Evoé, Evoé

    [dcs_darkspliter parameters]

    Tradução pelo Google

    Io, Io Bakkhus

    Tocam os tambores

    Soam os berrantes

    Cantam os mistérios

    Revelam os báquicos segredos

    Ó Encantadas Mênades e Bacantes

    Entoam os louvores

    Sagrados mascarados

    Instrumentos da representação

    Do filho nascido da cria de Cadmo

    Viajante em terras estrangeiras

    Senhor das colheitas

    Sêmen sagrado ao chão jorrado

    Fertilizando as eternas videiras

    Onde residem a magia dos seus ritos, ó Baco

    Agora vede e ouve a saudação dos seus filhos e iniciados

    Atravessando este portal em danças deliram os sátiros

    Bákxai, Bákxai, Bákxai, Bakxai, Bákxai, Bakxai

    Bákxai, Bákxai, Bákxai, Bakxai, Bákxai, Bakxai

    Ió, Ió, Ió, Ió, Ió, Ió

    Ió, Ió, Ió, Ió, Ió, Ió

    Evoé, Evoé, Evoé, Evoé, Evoé, Evoé

    Evoé, Evoé, Evoé, Evoé, Evoé, Evoé

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    Querem ouvir também? Então clica AQUI…

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  • Entrevista com o Vampyro:Lord A:. & André Mantovani no programa Astral da Semana na UOL:

    O autor e apresentador “Lord A:.” foi entrevistado pelo místico André Mantovani no programa semanal “Astral da Semana” da TV UOL e a matéria foi ao ar nesta segunda-feira 28/11/2011, ganhando destaque na página principal do maior portal da américa do sul…Assista o video e confira a notinha pessoal de Lord A:. sobre o conteúdo…

    A entrevista tem um tom introdutório bastante acessível, onde durante sete minutos de duração podemos clarificar assuntos essênciais como:

    * _O que é Subcultura Vampyrica;_

    * _A metáfora do “Sangue”;_

    * _Fashionismo Vamp;_

    * _Cosmovisão Vamp;_

    * _A especificidade de Vampyro com Y enquanto pessoas reais e_ _do vampiro com “i” referente a produção cultural;_

    * _As origens da cena nos anos 70;_

    * _O que vêm a ser o Dia dos VampiroS e muito mais…_

    Espero que vocês saboreiem e sintam-se a vontade para compartilhar este video.Uma das ouvintes do Vox Vampyrica, me contou que esta entrevista contêm o “tom” amigável ideal para você apresentar o que aprecia para terceiros de forma sábia e que desestruture preconceitos arraígados e informações distorcidas sobre o tema.

    _Se por ventura depois de assistir, você sentir uma irresistível sêde por mais informações, visite:_

    www.vampyrismo.org

    www.redevamp.com

    www.voxvampyrica.com

    Detalhe: contatos pelo facebook ou pelo email:[[email protected]](/cdn-cgi/l/email-protection) – ainda não troquei de celular.

    Confira as fotos do Backstage e os destaques que o programa recebeu inclusive na pagina principal do Portal UOL…

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    O último Jiangshi chegando nos festivais de cinema

    Recentemente nosso amigo Marco Seschi, frequentador e participante da Rede Vampyrica e do Círculo Strigoi reparou neste filme que estará…

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  • A Arte da Mordida (Texto de Lord A:. & Shirlei Massapust )

    _As coisas agradáveis à natureza de uma pessoa são mais importantes do que as coisas do agrado de toda uma nação.

    _Vatsyayana. Kama Sutra.

    A Arte da Mordida: Nesta sexta-feira venusiana compartilhamos com nossas leitoras e leitores um texto sobre a “Arte da Mordida” – com suas nuances afrodisíacas e por vezes saturninas desta senda Vampyrica que alguns de nós trilham enquanto cosmovisão e outros como um exótico fashionismo.O assunto surgiu espontaneamente em uma das comunidades eletrônicas integrantes de nossa ampla Rede Vamp, sendo elíciado pela nossa colaboradora Shirlei Massapust e rapidamente atraiu a atenção de muitos participantes, tornando-se um “trending topic” aqui em Halo Antares.O assunto também rendeu o resgate e a leitura de obras clássicas como “A Noiva de Corínto” de Goethe e a deliciosamente perversa “Christabel” de Samuel Taylor Coleridge.Segue um resumo do debate sobre tópicos da cultura oriental.

    A arte da mordida nos Contos do Vampiro

    Em todo o oriente foram difundidas várias versões dos Vinte e Cinco Contos do Vampiro (???????????????) que versam sobre as desventuras do rei Vikramaditya – um homem recatado e conservador – ao conduzir o corpo de um jovem enforcado até o cemitério. O defunto não para de falar pois está possuído por um vet?la ou baital desinibido, de idéias liberais, que se diverte com a vergonha do rei, narrando contos eróticos picantes. Na versão tibetana ele ensina como um homem deve agir para conquistar o amor das mulheres:

    Quando as sombras caíram sobre a face da terra e aqui e ali uma estrela cintilou no pálido firmamento, o filho do ministro chamou Vajramukut, que passara pelo menos metade daquele dia se embelezando. Barbeara-se cuidadosamente. (…) Arqueara as sobrancelhas arrancando com pinças os finos pêlos em volta delas. Puxara suas encaracoladas madeixas graciosamente sobre o rosto. Traçara largas linhas de antimônio ao longo das pálpebras. Um sinal sectário mais brilhante estava afixado à sua fronte. Avivara a cor de seus lábios mascando bétel (…) e branqueou o pescoço. (…) Corou os lóbulos das orelhas apertando-os, fez os dentes brilharem esfregando pó de cobre nas raízes e realçou a delicadeza de seus dedos colorindo as pontas com hena. Não fora menos cuidadoso com sua vestimenta. (…) Além disso cobriu-se de armas, de modo a parecer um herói – o que as jovens donzelas admiram[1]

    As cores capitais da paixão oriental eram o preto, o vermelho e o cobre. Negro era o contorno dos olhos de gazela, pintados quase à moda egípcia, e as tatuagens removíveis em motivos tribais. Vermelho era a marca sectária do status real e místico – o olho de ?iva no centro da testa – e os lábios rubros contornando poderosos dentes metálicos que expressavam a fúria contida no coração flamejante do nobre guerreiro. Estes são os dentes “com pontas afiadas” e “passíveis de serem coloridos”, tão elogiados por Vatsyayana.[2]

    Figura: Um guerreiro asura sorri exibindo dentes afiados e tingidos de negro. (Máscara japonesa do período Edo).

    A aparência é importante para o sucesso nos relacionamentos conjugais. Porém, sobretudo, o amante deve estar psicologicamente preparado:

    Quando desejares cativar uma mulher, sempre te impõe a ela. Dize-lhe que és seu senhor, e ela imediatamente acreditará que é tua serva. Informa-a de que ela te ama, e imediatamente te adorará. Mostra-lhe que não te importas com ela, e não pensará senão em ti. Prova-lhe pelo teu modo de proceder que a consideras uma escrava, e se tornará tua paria. (…) Cuidado com a virtude fatal que os homens chamam reserva e as mulheres timidez. (…) A ocasião de cortejar uma mulher é o momento em que a encontras, antes que ela tenha tempo de pensar; deixa-a usar a reflexão, e ela poderá escapar ao laço.[3]

    Na versão hindu atribuída ao sábio Somadeva, o vampiro narrador entretém o envergonhado Vikramaditya com antigas estórias sobre o amor do Rei Yasaketu pela princesa asura Mgkasena, uma reencarnação da alegre esposa de Yasaketu numa de suas vidas passadas. O reencontro dos amantes no mundo inferior foi intensamente marcado pela prática livre da “arte da mordida”, descrita de forma bastante vívida.

    Partilharam ambos a felicidade da volúpia; o amor fabricou para ela uma segunda série de enfeites: Em seus cabelos, de onde haviam caído as guirlandas, os dedos de seu amante que os seguravam pareciam madrepérolas; a mordida dos dentes havia tornado vermelhos seus lábios, antes secos e sem cor; em seus seios as unhas haviam traçado uma nova coroa de rubis; em seu corpo, de onde os pós das pinturas haviam desaparecido, os fortes abraços haviam produzido novo rubor.[4]

    A moral da história dos contos do vampiro orientais é que no fim das contas o vampiro sempre tem razão. É ele quem salva a vida de Vikramaditya no final e é ele quem ensina aos leitores a não ter medo de amar. A arte da mordia é igualmente ensinada no Kama Sutra que, como o próprio nome revela, é um sutra e, portanto, um livro religioso sagrado, destinado a lecionar virtudes aos leitores de sua época e lugar (os Contos do Vampiro desfrutam de status semelhante, somente um pouco inferior).

    A arte da mordida no Kama Sutra

    O Kama Sutra é um antigo texto indiano sobre o comportamento sexual humano, amplamente considerado o trabalho definitivo sobre amor na literatura sânscrita. O texto foi escrito por Vatsyayana, como um resumo dos vários trabalhos anteriores que pertenciam a uma tradição conhecida genericamente como Kama Shatra. O quinto capítulo desta obra magnífica é dedicado exclusivamente à mordida apaixonada, sugerindo “meios a serem empregados com mulheres de diferentes países”, recomendando a imitação dos prazeres e a interação cultural. Vatsyayana ressalta a sabedoria de Suvarnanabha, que nos ensina a praticar primeiro as carícias e afagos que aumentam a paixão, para somente depois incrementar a relação com atos voluptuários de selvageria romântica. É nesta última categoria que se inclui a arte da mordida:

    Quando o homem morde a mulher com força, ela deve fazer o mesmo com ele, com força ainda maior. Assim, um “ponto” deve ser retribuído com urna “linha de pontos”, e esta com uma “nuvem quebrada”, e, se estiver profundamente irritada, iniciará uma briga de amor. Deve então segurar o amante pelo cabelo, inclinar-lhe a cabeça para baixo, beijar-lhe o lábio inferior e, embriagada pelo amor, fechar os olhos e morder o amante em diferentes partes do corpo. Mesmo de dia e em lugar público, quando seu amante lhe mostrar alguma marca que ela lhe possa ter infligido no corpo, deve sorrir à vista dessa marca, e, voltando a face como se o fosse censurar, mostrar-lhe com um olhar zangado as marcas no seu próprio corpo que tenham sido feitas por ele. Assim, se o homem e a mulher agirem de acordo com o gosto de ambos, o seu amor não diminuirá, nem mesmo ao fim de cem anos.[5]

    Vatsyayana interpretou os numerosos termos técnicos referidos no fragmento de Suvarnanabha da seguinte forma:

    Todas as partes do corpo que podem ser beijadas podem ser mordidas, com exceção do lábio superior, o interior da boca e os olhos. As qualidades dos bons dentes são as seguintes: Devem ser iguais, ter um brilho agradável, passíveis de serem coloridos, de proporções adequadas, ininterruptos e com pontas afiadas. Por outro lado, os defeitos dos dentes consistem em serem embotados, descarnados, ásperos, moles, grandes e espaçados.São as seguintes as diferentes formas de mordidas:

    * A mordida oculta

    * A mordida inchada

    * O ponto

    * A linha de pontos

    * O coral e a jóia

    * A linha de jóias

    * A nuvem quebrada

    * A dentada do javali

    A mordida que só se evidencia pela vermelhidão excessiva da pele mordida é chamada de “oculta”. Quando a pele é comprimida de ambos os lados, temos a “mordida inchada”. Quando uma pequena porção da pele é mordida com todos os dentes, temos a “linha de pontos”. A mordida conjunta de dentes e lábios é chamada de “coral e jóias”. Os lábios são o coral, os dentes as jóias. Quando a mordida é feita com todos os dentes, recebe o nome de “linha de jóias”. A mordida que consiste em um círculo de protuberâncias desiguais resultantes dos espaços entre os dentes denomina-se “nuvem quebrada”, sendo feita nos seios.A mordida que consiste em muitas linhas largas de marcas próximas umas das outras, e com intervalos vermelhos, é chamada “dentada de javali”. faz-se nos seios e ombros. Esses dois últimos modos de morder são peculiares de pessoas de intensa paixão.O lábio inferior é o lugar da “mordida oculta”, da “mordida inchada” e do “ponto”; as “mordida inchada” e “coral e jóias” são praticadas nas faces. O beijo, o apertão com ajuda das unhas e a mordida são ornamentos da face esquerda, e quando se fala em face, devemos entender sempre a esquerda.Tanto a “linha de pontos” como a “linha de jóias” devem ser feitas na garganta, nas axilas e nas articulações das coxas; só a linha de pontos, porém, deve ser praticada na fronte e nas coxas.As marcas de unha e as mordidas nos objetos seguintes: Um ornamento da testa, um brinco, um ramo de flores, uma folha de bétel ou de tamala, usados ou pertencentes à mulher amada são sinais do desejo de prazer. Aqui terminam as diferentes formas de mordidas.[6]

    Vatsyayana prossegue compilando os costumes praticados em vários países à sua épocxa. Em certos lugares as mulheres praticavam todas as formas de prazer, mas cobriam os corpos e insultavam os que proferiam palavras grosseiras. Noutras partes elas gostavam da publicidade escandalosa, amavam os prazeres perversos, eram conquistadas com pancadas, diziam palavras grosseiras e gostavam que os amantes lhes falessem no mesmo tom. Em Aparatika e Lat as mulheres apreciavam os beijos ruidosos, com sons de estalo. Em Abhira e no país próximo do Indo e dos cinco rios (isto é, o Penjabe) elas eram conquistadas “pela Auparishtaka, ou congresso oral”.[7] Em Stri Rajya e Koshola usava-se medicamentos para aumentar o fluxo do sangue menstrual das mulheres para que fosse, provavelmente, bebido pelos seus parceiros.[8] Contudo, o mais importante conselho de Vatsyayana é que nas questões de amor, o homem só deve fazer aquilo que for agradável às mulheres. Ou seja, se sua parceira não gostar de ser machucada com arranhões e mordidas, então o amante deverá ceder a outras formas de união sexual.

    A mordida de amor usada como instrumento de punição judicial na antiguidade

    Existiu uma época em que isto que nós chamamos de “antiguidade” era o presente e as pessoas lembravam de estórias mais antigas do que a história. A lesão corporal irreversível não consentida com aplicações conjugais e jurídicas fazia parte desse passado remoto, há muito abolido e repudiado.O vampiro que narra os contos orientais raramente conta estórias de outros vampiros. Uma preciosa exceção consta na versão tibetana onde um pisach age como um baital e entra num cadáver para divertir-se, pois vê que a estúpida amante do homem morto lhe estava enchendo de carícias:

    Quando Jayashri chegou ao lugar desejado, entrou na casa e encontrou o amante estendido na porta. Estava morto, apunhalado pelo salteador. Mas ela, crendo que ele, como de costume, se havia embriagado com haxixe, sentou-se no chão erguendo-lhe a cabeça, pousou-a suavemente no colo. (…) Por acaso um pisach (espírito maligno) estava sentado em uma grande figueira fronteira à casa e ocorreu-lhe, ao contemplar a cena, que podia se divertir de modo característico. Pulou, pois, do galho, vivificou o cadáver e começou a retribuir as carícias da mulher. Quando, porém, Jayashri curvou-se para beijar-lhe os lábios, ele arrancou-lhe a ponta do nariz com uma dentada. Em seguida, saiu do corpo e voltou ao galho onde esti

  • Vamps + Interfaces do Sagrado na Psicologia Jungiana e o desenvolvimento da consciência feminina

    Durante o começo do ano de 2011, estudantes do terceiro ano do curso de psicologia da UNINOVE escolheram abordarem INTERFACES DO SAGRADO NA PSICOLOGIA JUNGUIANA E DESENVOLVIMENTO DA CONSCIÊNCIA DO FEMININO e para a consecução desta pesquisa buscaram por integrantes do Círculo Strigoi, antigo Officina Vampyrica.Segundo as próprias palavras dos pesquisadores:

    (…)Para um melhor entendimento entre teoria e a prática analítica de Jung realizamos uma revisão literária e pesquisas orientadas pela supervisão para tentar traçar um paralelo entre a religião pagã denominada Strigoi, os mitos e rituais que se fundamenta. Chegando assim a montagem deste relatório final, com todas as nossas críticas e considerações sobre o tema.(…)

    Dentro das limitações técnicas da pesquisa e da manutenção de aspectos velados do círculo e da ausência de uma visita de campo e pessoal da parte dos pesquisadores – penso que eles executaram um trabalho bastante interessante e instigante – sendo que nunca tiveram qualquer contato prévio com os temas abordados.Talvez devido a “jargões” acadêmicos, alguns pontos possam soar com uma tônica incomum para integrantes da cena e mais específicos da Cosmovisão Vampyrica.Particularmente penso que alguns trechos da minha entrevista e alguns conteúdos que abordaram – teve uma perda maciça de informações.Mas enfim, se por um lado perderam nas especificidades por outro apresentam temas interessantes…Pelo menos um bom começo de trilha para leitoras e leitores que também estão travando contato pela primeira vez com esta temática.

    De fato é um registro peculiar sobre alguns aspectos parciais da Cosmovisão Vampyrica, de algumas práxis do Círculo Strigoi – e que com certeza virá a instigar mais perguntas e inspirações.Compartilhamos agora com vocês o trabalho e se quiserem deixem commnents ao término da leitura.E se quiserem conhecer mais do Círculo Strigoi, cliquem aqui.

    INTERFACES DO SAGRADO NA PSICOLOGIA JUNGUIANA E DESENVOLVIMENTO DA CONSCIÊNCIA DO FEMININO

    _Relatório Final de Estágio Básico III do curso de Psicologia, sob supervisão da Professora Izildinha Konichi_

    Resumo:

    O objetivo deste trabalho foi o de, a partir da mitologia, entender a fundamentação teórica de Jung. Como os fundamentos junguianos trabalham com os mitos para entender e analisar a psique humana, que ele nomeou de psique arquetípica, que surgem na consciência como imagens simbólicas. Entender a analise junguiana como sendo simbólica e análoga, ou seja, a interpretação acontece através da ampliação da imagem simbólica, traçando paralelos e semelhança com outros símbolos. Realizamos leituras críticas de mitos indicados pela supervisão, que percebemos ser a base de todos os temas que dão sustentação a vida humana, como as religiões, que iremos abordar neste relatório. A partir dos textos indicados realizamos debates e articulações com o tema do estágio, durante encontros semanais.

    Procuramos entender através de literatura especializada os principais conceitos da teoria junguiana, permitindo-nos refletir sobre suas principais teorias e sua importante contribuição para a psicologia. Para um melhor entendimento entre teoria e a prática analítica de Jung realizamos uma revisão literária e pesquisas orientadas pela supervisão para tentar traçar um paralelo entre a religião pagã denominada Strigoi, os mitos e rituais que se fundamenta. Chegando assim a montagem deste relatório final, com todas as nossas críticas e considerações sobre o tema.

    Palavras chaves:

    Arquétipo, feminino, mito, inconsciente coletivo e Strigoi.

    **Introdução **

    A maior contribuição de Jung à psicologia é a descoberta do inconsciente coletivo. A psique individual não é apenas produto de experiência pessoal, possui uma dimensão que resulta da experiência da espécie que se manifesta em padrões e imagens universais, conforme vimos no capítulo que aborda o ego inflado. O conteúdo do inconsciente coletivo são os arquétipos.

    O arquétipo pode ser interpretado como modelo preexistente, inconscientemente, inerente ao ser humano, sendo identificado por estruturas psíquicas. Jung, após estudar os sonhos de seus pacientes, percebeu que os sonhos eram constituídos de imagens e símbolos e esses possibilitavam o resgate de fatos históricos e de motivos mitológicos. Jung percebeu que os mitos são formas de explicar o mundo e o homem, que existem em todas as culturas e civilizações. Os mitos são a parte simbólica da linguagem, uma forma não racional de explicar fatos e acontecimentos, por alegorias. Conhecendo os mitos, entendemos os mais variados povos e culturas. O mito, segundo Jung, e uma forma de manifestação do inconsciente, o que ele chamou de inconsciente coletivo. Os arquétipos são inúmeros e incontáveis, porém, Jung nomeia alguns que estão em permanente contato com o eu. São eles: a persona, a sombra, a anima, o animus e o self – este também é denominado de si – mesmo e constitui o núcleo central não só do inconsciente, mas, também, de toda a psique.

    Os temas comuns dos arquétipos, que são expressos em praticamente todas as culturas, são o herói, o pai poderoso, a mãe carinhosa, a bruxa, o velho sábio, a criança inocente, a morte e o renascimento. A origem dos mitos não é conhecida e se repetem em qualquer época e em qualquer lugar do mundo — mesmo onde não é possível explicar a sua transmissão por descendência direta ou por “fecundações cruzadas” resultantes da migração.O arquétipo, ao realizar seu caminho de humanização, estruturando a consciência em função de suas emergências simbólicas, seguirá por uma ou outra variante mítica.

    A partir da mitologia e com base nos fundamentos junguianos entrevistamos Lord A, seguidor e praticante da “religião” pagã Strigoi, para entendermos os mitos e ritos que fundamentam esta prática pagã. Strigoi, segundo nosso entrevistado, quer dizer povo fluído e que, em grego, Strix quer dizer pássaro negro que voa na noite. Pesquisamos a etimologia da palavra strigoi em romeno que tem também outro significado, com duas acepções: “feiticeira, quando se trata de mulheres vivas”, e “fantasma”, quando designa homens que parecem mortos ou cadáveres que não se decompõem, seja porque possuem duas almas, um boa que deixou o corpo no momento da morte, enquanto a má permanece nele, seja ainda por que a alma voltou no seu invólucro carnal seis semanas, seis meses ou sete anos após a morte.

    **Método**

    Para a realização deste trabalho adotamos as seguintes estratégias metodológicas: Realização de leituras críticas semanais do texto acrescido a comentários pessoais; (portanto, revisão bibliográfica também)Utilizamos nos da entrevista para realizar a discussão; realizando articulações entre as teorias junguianas e as práticas religiosas.

    **Discussão**

    Nosso relatório de conclusão de estágio foi o de pesquisar e analisar os mitos que sustentam uma prática religiosa, o grupo decidiu discorrer sobre a singular experiência que na maioria das culturas valorizam e se guiam através de seus diversos ritos e mitos que lhes permitem se inserir no mundo “separado”, transcendência.A experiência do sagrado é uma das vivências mais significativas para a existência humana, pois ela consegue lidar com o mistério, com a finalidade de iluminar o vazio e a distância que sentimos com relação a tudo o que a lógica formal não consegue sustentar. A religiosidade é a via que possibilita a passagem do profano para o sagrado, por mais que muitas coisas fujam de nosso controle.Jung, partindo da hipótese dos arquétipos, propõe que a alma humana deve ter uma possibilidade de relação com a divindade, isto é, forçosamente ela deve ter algo em si que corresponda ao ser Deus, pois de outra forma jamais se estabeleceria uma conexão entre ambos. Esta correspondência, formulada psicologicamente, é o arquétipo da imagem de Deus.

    Empiricamente, Jung concluiu que o arquétipo da imagem divina, mencionado acima, não é diferenciado do arquétipo do Self – em outras palavras, suas imagens não se diferenciam. Essas duas idéias apresentam-se sempre mescladas. Basicamente, o construto Self expressa na teoria de Jung a totalidade da personalidade global – como unidade na qual se unem os opostos constituintes da psique.

    “É o arquétipo central da ordem, da totalidade do homem”

    (Jung, 1975 p. 358)

    A presença subjetiva do arquétipo (a própria experiência religiosa):

    “é o sentimento da presença de um numen; isto é, o sujeito que se sentia preso por essa comoção vivia a fonte de sua experiência como uma presença psíquica extra-consciente, dotada do caráter especial do iluminado e do benéfico, mas também do estranho. Poder-se ia dizer que o fascínio da contemplação religiosa, o que essa experiência proporciona é caminho para a totalidade, uma integração ego e si-mesmo. O ego é um dado complexo formado primeiramente por uma percepção geral do nosso corpo e existência, e a seguir pelos nossos registros de memória.Tal conceito representa a meta, o fim último da personalidade, em forma de processo: “tornar-se um ser único, na medida em que por ‘individualidade’ entendermos nossa singularidade mais última e incomparável, significa também que nos tornamos o nosso próprio si-mesmo [Self]” (Jung, 1928/1981, p. 266).

    Pode-se evidenciar por diversos fatores que a função religiosa é polimorfa, mas no aspecto psíquico e simbólico ela teria uma função de desdobrar a consciência, que é limitada e restrita e com as imagens e ritos religiosos a “ampliação” de consciência é possível.Jung chega mesmo a colocar os arquétipos como fundantes da religião:

    “… as idéias religiosas na realidade psicológica não se apóiam unicamente na tradição e na fé, mas totalidade, que coloca como manifestas experiências imediatas do eu interior e processos vivos no inconsciente que são caracteristicamente numinosos”

    (Frey-Rohn, 1991, p. 268).

    Nós humanos, pensando com base na perspectiva de religiosidade em Jung, independente da prática religiosa ou mesmo não seguindo nenhuma religião, a experiência do sagrado é buscada, até mesmo no profano, por exemplo, quando estamos vislumbrando o nascer do sol, ou observando as estrelas nos sentimos numa total sintonia com o todo circundante, como na imagem da mandala.Com relação ao tempo sagrado e profano, a religião também tem como função nos inserir num estado atemporal e infinito, visto que o tempo, como descrito na mitologia, Cronos o soberano do universo e o pai que devora os próprios filhos, ou a busca de uma reconciliação com os dentes afiados do tempo.

    **Strigoi**

    O Círculo Strigoi é um grupo de elite autônomo e soberano, que oferece informação, treinamento e irmandade para pessoas que apreciam a vastidão nomeada de “Cosmovisão Vampyrica”. Entre nossos principais valores estão a beleza, a fluidez, a honra e o dionísiaco. Somos politeístas, acreditamos que o tecido da realidade em todos seus fiamentos, é composto por incontáveis miríades que existem em constante processo de ajustamento e equilíbrio – cujo as relações, movimentos e as transmutações dentro de seus próprios contextos foram nomeadas ao longo da história humana desde a antiguidade clássica.E através de seus relatos em mitos, ritos, artes, danças e outros – podemos compreender, vivenciar e resgatar valores e sabedorias que estão demasiadamente em falta na cultura dominante.

    Em nossa abordagem prezamos a expressão contemplativa e pugilística, no que tange a arena do verbal. Priorizamos a cultura do pudor em relação à cultura da culpa. Valoriza o dionísiaco e a sedução dos sentidos como via de ampliar a espiritualidade das mulheres e homens que vem a integrar seus círculos.Entre

  • Cidades Ocultas:Os subterrâneos de Drácula

    Passeando pelo site do History Channell descobrimos este interessante documentário que oferece uma visão mais aprofundada sobre as terras de Vlad Tepes, governante romeno de tendências despóticas e eternizado como o personagem Drácula no romance de Bram Stocker.Compartilho com vocês este nobre banquete informativo, com o intuíto que desperte novos sonhos e olhares – mas decentemente pautados em história – sobre o bom general…então um bom final de semana…

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  • Vampiros de Porcelana (de Shirlei Massapust)

    Vocês já reparam que hoje em dia quase todo mundo que se interessa por vampiros também gosta de bonecas? O renascimento do mercado artesanal de brinquedos para adultos deve uma pequena parte de seu sucesso ao clássico Entrevista com o Vampiro (1976), de Anne Rice, onde as bonecas de porcelana exercem um papel importante na formação da personalidade da personagem Cláudia. Logo depois que ela foi transformada e adotada por Louis e Lestat, aos cinco anos de idade, a menina começou a ganhar presentes. “Muda e bela, Cláudia brincava com bonecas, vestindo-as e despindo-as durante horas”.[1] Os vampiros faziam o mesmo com a pequena dama:

    Uma fila interminável de costureiras, sapateiros e alfaiates invadiu nosso apartamento, produzindo para Cláudia o que havia de melhor na moda infantil, de modo que ela era sempre uma visão, não somente por sua beleza de criança, com seus cílios compridos e seus gloriosos cabelos louros, mas pelo bom gosto de chapéus finamente trançados e pequenas luvas de renda, casacos e capas de veludo brilhante e delicadas camisolas de mangas fofas e fitas azuis. Lestat brincava com ela como se fosse uma boneca magnífica.[2]

    Sessenta anos depois os vampiros continuavam a vestir e pentear a filha como se ela fosse “uma boneca mágica” com rostinho redondo e boca em botão.[3] Cláudia odiava isto e protestava constantemente pelo direito de ser tratada como uma mulher adulta. O problema é que naquela época e localidade geográfica ela nunca seria tratada de outra forma mesmo que fosse humana, adulta, casada, idosa e mãe de oito filhos. Acontece que antes da revolução feminista todas as damas européias eram juridicamente incapazes de exercer os atos da vida civil sem autorização do pai, marido, irmão ou filho que atuasse como seu representante legal. Sempre que o homem não obrigava ou permitia que sua esposa, filha ou irmã solteira trabalhasse, a mulher permanecia reclusa sem nada para fazer além de cuidar da casa ou vigiar os escravos domésticos. Inúmeras damas e governantas ociosas descobriram que a melhor forma de afastar o tédio era criar maquetes de sua propriedade ou montar outros tipos de casas de bonecas, sendo o hobby considerado uma recreação chique para adultos. Os melhores itens eram importados da China, pois, antes de 1707, nenhum europeu obteve sucesso na tentativa de fabricar a porcelana, inventada pelos chineses durante a dinastia Tang (618-907 d.C.).A associação entre os artigos de coleção e suas donas ficou mais forte durante o séc. XVII, quando os artesões holandeses começaram a confeccionar perucas de cabelo humano para bonecas dotadas de olhos de vidro, cujas mechas poderiam ser fornecidas pelas clientes. Em caso de óbito era comum enterrar a boneca junto com a falecida. Surgiram boatos sobre pessoas que sentiam dores quando os brinquedos portadores de seus cabelos ou dentes de leite eram espetados com agulhas…

    A Condessa Erzébet Bátthoy adorava punir as empregadas faltosas com espetos. Por acaso ela também gostava de bonecas, mas não acreditava em vodu. Então ela contratou um relojoeiro alemão para lhe fazer um robô em tamanho natural (os dados provieram da tradição oral da região, compilada pela historiadora Valentine Penrose):

    Esse ídolo foi instalado na sala subterrânea do castelo de Csejthe. Quando não estava em uso, descansava numa caixa de carvalho esculpido, cuidadosamente fechada a chave em seu caixão. Junto da caixa estava fixado um pesado pedestal, sobre o qual podia-se colocar com segurança a estranha dama de ferro oco, pintada com uma tinta cor de carne. Ela estava inteiramente nua, maquiada como uma bela mulher, ornada com motivos ao mesmo tempo realistas e ambíguos. Um mecanismo fazia com que a boca se abrisse num sorriso idiota e cruel deixando ver dentes humanos, e fazia também com que os olhos se movessem. Nas costas ostentava uma cabeleira de moça, que ia quase até o chão, e que Erzébet certamente escolhera com infinito cuidado. Deixando de lado as cabeleiras castanhas com que poderia ornar a sua deusa, Erzébet encontrara para ela cabelos de uma tonalidade louro prateada. Essa longa cabeleira acinzentada teria pertencido à bela eslovena vinda de tão longe para servir em Csejthe, e que foi sacrificada logo que chegou? Um colar de pedras preciosas incrustadas descia por sobre o peito. Era precisamente tocando uma dessas pedras que tudo começava a funcionar. Do interior vinha o grande e sinistro barulho do mecanismo. Então os braços começavam a se erguer, e logo se fechavam bruscamente num abraço no que estivesse ao seu alcance, sem que nada pudesse soltá-los. Depois painéis retangulares deslizavam para a esquerda e para a direita e, no lugar dos seios pintados, o peito se abria, deixando sair lentamente cinco punhais pontiagudos que transpassavam habilmente a enlaçada, com a cabeça jogada para trás, os longos cabelos dispersos como os da criatura de ferro. Pressionando uma outra pedra do colar, os braços tornavam a cair, o sorriso se apagava, os olhos se fechavam de repente, como se o sono se tivesse abatido sobre ela. Supõe-se que o sangue das moças transpassadas corria então por uma canaleta que o levava até um recipiente abaixo, conservado aquecido. (…) Mas Erzébet se cansou rapidamente. (…) As engrenagens complicadas enguiçaram, enferrujaram e ninguém soube consertá-las.[4]

    É uma pena que a boneca torturadora da condessa Erzébet Bátthoy nunca tenha sido localizada para exposição em museus. Porém ainda existem outros autômatos de função social menos desagradável. Por exemplo, a boneca que castiga um boneco engraxate batendo com um martelo em sua cabeça enquanto ele lustra suas botas (em exposição no Museo de Juguetes Mecánicos de las Atraccions, em Barcelona). Os primeiros robôs foram fabricados por volta do século XVII, por relojoeiros alemães e suíços, logo apos a invenção do mecanismo da corda de relógio. Alguns eram tão caros e bem elaborados que o público pagava entrada para vê-los desenhar ou escrever com uma caneta tinteiro. Outros eram capazes de tocar flauta, soltar bolhas de sabão, mexer a cabeça e os olhos, etc. Quando Thomas Edison produziu uma boneca capaz de recitar o poema Mamãe Gansa, no séc. XIX, alguns afirmaram que o inventor era ventríloquo e continuaram insistindo na hipótese mesmo depois que ele exibiu o seu fonógrafo fora daquele esconderijo e gravou as vozes de terceiros.

    Profanação da arte, repressão e pecado:

    O quarto mandamento bíblico proíbe a fabricação de imagens de seres viventes para fins de culto. (Êxodo 20:4) O Alcorão afirma que todos os objetos inanimados são incapazes de fazer o bem ou o mal a alguém. Portanto o indivíduo que idolatra obras de arte desperdiça seu tempo (Al-A’raf 7:148 e Al-Anbiyâ 21:51-54). O persa Bukh?r? registrou a crença popular de que o anjo da misericórdia não visita casas onde existam imagens de seres viventes ou cães de guarda (Hadith 4:47 e 4:448). Os exegetas vão além do óbvio e proíbem a posse de imagens para fins ornamentais, sob o argumento de que estas coisas não são apenas inúteis: Elas dão azar! É por isto que tanto os muçulmanos quanto os judeus evitam fotografias, quadros, estátuas, bonecas, etc.Com o advento do cristianismo o clero católico endossou essa crença, fazendo reserva para santos e presépios. Parece que o quarto mandamento serviria para condenar tudo, menos a arte sacra, porque é benta. Os inquisidores Heinrich Kramer e James Sprenger supuseram que deus é tão ciumento dos seus direitos autorais que, ao invés de punir apenas o plagiador, causa a ruína de toda a vila onde vive um fabricante de bonecas. No Maleus Maleficarum (1484) eles informam que o diabo orienta as bruxas a simular a obra do Criador “provocando-lhe a Sua ira e fazendo com que Ele, a título de punição pelo seu crime, venha a lançar flagelos sobre a terra”. Então a bruxa desata a rir da desgraça coletiva, sem se importar com a pequena parcela que lhe cabe, e faz de tudo para deixar a divindade cada vez mais nervosa: “Para ainda mais aumentar a sua culpa, as bruxas experimentam especial deleite em construir tais imagens nas estações mais solenes do ano”.[5]É claro que o posicionamento do inquisidor seria cômico se não fosse trágico. Nenhum artesão fabrica brinquedos na véspera do natal na intenção de fazer mofa do cristianismo. Acontece que sempre existiu uma grande demanda por bonecas no mês de dezembro, quando os romanos trocavam presentes durante festas particulares, e este costume foi agregado pelos cristãos por meio do sincretismo. Na Roma antiga o deus Lares era homenageado em maio com altares lotados de bonecas. As noivas gregas consagravam suas bonecas às deusas Ártemis e Afrodite antes de casar. Ou seja, a ordem era a de substituir, não eliminar. Enquanto as bonecas pagãs deixavam de fazer parte da vida quotidiana, os santos e presépios entravam pela porta dos fundos!

    Por que algumas pessoas ainda temem os brinquedos?

    No mundo antigo era comum não apenas mumificar os corpos de certas pessoas, mas também fornecer corpos substitutos para casos de emergência. Os egípcios construíam estatuas, maquetes de oficinas e casas mobiliadas para bonecas entre o segundo e terceiro milênio a.C. Também na Babilônia foram encontrados restos de uma boneca articulada datada desta época. Vinte e cinco modelos provenientes da tumba de Meketre incluem uma cena de pesca com rede usando o esforço conjunto da tripulação de dois barcos, um ateliê de tecelagem, um ateliê de carpintaria, gente do povo e pastores procedendo à contagem do rebanho. Na tumba do príncipe Mesehti foram encontradas duas miniaturas de tropas. Uma era composta de quarenta soldados egípcios de pele morena, portando lanças e escudos, e a outra de quarenta arqueiros núbios negros. Mas nada se compara à coleção de Qin Shihuang (259-210 a.C.), o primeiro imperador da China, que foi enterrado junto com mais de oito mil estátuas de guerreiros e cavalos em tamanho natural.Além de ser um hobby saudável era crença geral de que a confecção ou aquisição de maquetes durante a vida auxiliaria seu possuidor após a morte. No Japão as estátuas e estatuetas de terracota, enterradas junto aos mortos desde a pré-história, são chamadas de Haniwa (??). No Egito o termo shabti deriva de uma raiz arcaica indicando que a estatueta ou boneco é “aquele que responde” no momento em que o falecido é chamado para executar um trabalho árduo nos campos dos mundos dos mortos. A tumba de Tutancâmon (133-1323 a.C.) continha 413 figuras shabit dentre as quais 365 são de operários, 36 de capatazes, 12 de inspetores e algumas do próprio rei.[6]No folclore japonês todas as bonecas podem adquirir espírito por meio do contato com os humanos. O ningyoushi (kanji ???, kana ??????) ou artesão é capaz de fabricar a boneca ningyoo (kanji ??, kana?????) capaz de absorver a moléstia e curar uma criança adoentada caso seja posta no leito onde ela dorme. No período Heian (794-1185) elas eram usados para afastar demônios. Inicialmente as bonecas eram muito simples, moldadas em palha ou papel, servindo para afastar epidemias quando colocadas nas fronteiras das aldeias. Para purificar corpo e alma se usavam bonecas de papel que, depois, eram jogadas no rio para levar embora os maus fluídos.[7] Até hoje as mulheres com diagnóstico de esterilidade que obtiveram a graça de ter um filho levam uma boneca para ser cremada no templo Kiyomizu-Kannondo, em Tóquio. Este ritual se chama Ninguyo Kuyo, “consolo da alma das bonecas”.A teoria é simples: Depois que a boneca absorve o malefício, a energia negativa absorvida se torna parte dela e o objeto precisa ser destruído para não causar o efeito reverso contaminando o ambiente. O problema é que as mudanças nos materiais de confecção implicaram em adaptações culturais. Ou seja, ninguém reluta em destruir uma boneca de papel, mas se a coisa for feita da mais fina porcelana chinesa, com vestes

  • Vampiros de Anne Rice invadem Mogi das Cruzes neste feriado de finados

    No feriado de finados que acontece no dia 02 de Novembro o TPE – Teatro Paulista dos Estudantes estréia o espetáculo “CONTOS – ANNE RICE”, que envereda sua apresentação no universo míticodos vampiros. O espetáculo começa as 19:30 horas e custa R$30,00 – estudantes e idosos pagam meia.Maiores informações nos telefones: 6892 – 3168, 9952 – 0937 e 7361 – 0941.

    O mesmo grupo também está organizando a primeira edição de um jogo de RPG no formato Live Action de “Vampiro, a Máscara”.A primeira edição será no sábado 29 de outubro.E ocuparão todo o perímetro centra da cidade de Mogi das Cruzes, das 18:00 horas do dia 29 às 5:30 da manhã seguinte. O QG do evento foi gentilmente cedido pela Corporação Musical “Santa Cecília”.

    . . .

    Nós do portal www.redevamp.com sentimos grande orgulho em podermos assistir iniciativas culturais, independentes e bem organizadas como esta!Esperamos que idéias assim possam inspirar outros grupos em tantas outras cidades…Boa sorte TPE!!!

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  • Tutorial Montando Releituras de moda alternativa

    “Oferecemos hoje para as leitoras e leitores do blog “Fashionismo Vamp” um atraente e prático tutorial sobre como fazer “Releituras” de moda alternativa, de autoria de Rommel Werneck, autor do blog [Stamos Kilt](https://stamoskilts.blogspot.com/) e organizador do [Pic Nic Vitoriano de São Paulo](https://picnicvitoriano.blogspot.com/)“

    Há tempos compartilhava destes looks no grupo de Moda no Facebook. São modas das subculturas porém em releituras históricas, lembrando que a regra-geral é manter o máximo possível de elementos da época. Cada quadro vem acompanhado de minhas considerações.

    É importante também lembrar que os mesmos looks não estão perfeitos, mas como a Sana Skull insistiu, eu acredito que, juntos, todos nós possamos melhorar e ‘historiar” as propostas.

    – DEATH ROCK RENASCENTISTA O Freon Heart me questionou sobre a possibilidade de manter seu estilo e montar looks revivalistas. Ele conseguiu fazer isso no dândi oitocentista no evento, mas resolvi propor algo mais antigo para fugirmos um pouco do século XIX.

    O Renascimento é marcado por bermudas, meias, codpiece… Aqui temos:

    – Modelos de bermudas femininas para serem usadas dobradas ou com pouco volume. A bermuda da FANI já serve sem acrescentar nada.

    – meia arrastão deathrock (rasgada ou não)

    – coturno (baixo, please, ou uma bota acima do joelho, pode-se usar sapato mocassim no lugar do coturno…)

    – camisa branca para servir de forro, pode-se fazer um rufo franzindo renda nos punhos e na gola ou não (é uma releitura)

    – a camisa preta (mais justa que a branca) pode ser sem as mangas ou fazendo pequenos rasgos nas mangas de modo que a camisa branca apareça… você pode fazer o corte dela na barra em V e acrescentar tecidos ou algum aviamento nas duas cavas (divisa do ombro com braço)

    – inúmeros acessórios (ouro ou prata, ouro estava na moda da época, mas é releitura…)

    – boina usada inclinada… (com ou sem plumas, pra uma releitura não precisa ter muito enfeite) ou simplesmente não usar boina porque o DeathRock já tem seu cabelo próprio.

    – um tapa-sexo pode ser usado na genitália da bermuda, para isso, rasgue ou abra o meio.

    – GÓTICO ROMÂNTICO

    As mulheres que desejam fazer uma releitura devem priorizar as saias mais longas. Saias na altura do joelho necessitam de meia-calça grossa sem estampa (fio 60, por exemplo, preto é a melhor cor, branco também ajuda).Minissaias não combinam.

    Uma coisa que as damas precisam lembrar sempre é a importância de mandar fazer uma saia godê preta do joelho para baixo, uma saia nesse modelo servirá para todas as ocasiões e permite muitas combinações diferentes.

    Corset: seria muito agradável usar por baixo da roupa ou por cima de uma camisa. Dê preferência a underbusts. Os modelos que chegam ao busto como midbust e overbust devem ser com decote reto, sem aquelas ondinhas. Como não sei explicar isso direito, vou deixar exemplos:

    corset de decote reto, sem as curvas do seio

    corset com decote contornando os seios

    Duas peças lindas, mas a primeira permite usar camisa e blusinhas por baixo, é preferível.

    Como é um look gótico e de inspiração romântica, tenha preferência por trajes em tons negros e evite muito o fetichismo comum na cena gótica.

    – STEAMPUNK

    Decidi montar um visual steampunk feminino simples que nem preciso explicar muito Saias longas nos tons propostos que existem no mainstream e no comércio popular, blazer marrom, camisa, acessórios steampunk … As saias podem conter alguma anágua ou uma saia volumosa embaixo…

    Espero ter ajudado.

    Visitem o Blog de Rommel Werneck

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  • Ed.09-Universo Fantástico com Liz Vamp

    Liz Vamp apresenta o programa “Universo Fantástico” e recebe a escritora Giulia Moon para falar sobre Kaori. O programa Universo Fantástico é criado e apresentado por Liz Vamp, ao vivo, toda terça-feira das 13h as 14h na Clic Tv.

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