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  • Bathory(2008), Uma Crítica de Alexandre Heredia

    A Rede Vampyrica é tecida por olhares, gestos e palavras de muitos colaboradores, desta vez somos presenteados com o olhar do escritor Alexandre Heredia sobre o filme Bathory(2008) – que naturalmente aborda a trajetória da condessa Bathory. Particularmente o artigo a seguir é muito legal, pois foi elaborado por um autor que já lançou um romance que teve a condessa como personagem principal – e que tive a oportunidade de ler muitos trechos para os ouvintes do Vox Vampyrica e posso atestar a qualidade e fidelignidade dos escritos do Alexandre – e certamente recomendo aos mais ousados que adquiram o romance “O Legado de Bathory”- vocês irão adorar…

    Finalmente consegui assistir ao filme Bathory.Sim, aquele que se propõe a ser uma verdadeira “cine-biografia” da famigerada condessa Erszebet Bathory, que separaria o mito da verdade e contaria o que realmente se passou nas terras altas da Hungria no final do século XVI e início do XVII.

    Pois bem. E o diretor eslovaco Juraj Jakubisko conseguiu o que inicialmente havia proposto? A resposta é, infelizmente, “em partes”. Mas, claro, me adianto.

    Em termos biográficos o filme é fiel o suficiente quando trata da história da condessa em si. As passagens históricas conhecidas estão todas lá, sem floreios. O noivado, o casamento, a vida, o julgamento e a morte estão fielmente retratados (com uma atuação surpreendente, apesar de alguns tropeços, de Anna Friel), utilizando poucas licenças poéticas, como no caso da morte que, apesar de inacurada, criou uma metáfora visual bem interessante. Foi usado como base para o argumento a trama de difamação perpretada pela nobreza húngara em conluio com a Igreja Católica que, mesmo interessante, tem poucas evidências factuais. Mesmo assim é uma proposta corajosa do diretor que merece, se não aplausos, ao menos respeito. A tentação de deixar a história cair para a caricatura era grande demais, visto o impacto cultural da condessa Bathory nos dias atuais. Ponto para o filme.

    Aliás, outros pontos a favor do filme são a fotografia e a produção de arte. Em momento algum a obra perde o clima certo da época retratada, e o tom de “épico histórico” é presente em grande parte da película (mesmo nos momentos onde vemos uma influência gigantesca de Peter Jackson e seu O Senhor dos Anéis, mas nada que comprometa). Os figurinos estão belíssimos e condizentes. Percebe-se uma preocupação bastante grande com a fidelidade até mesmo nos apetrechos utilizados.

    Agora nem tudo são flores. O filme peca em alguns pontos importantes. O mais gritante numa primeira vista são os personagens do monge Peter e seu noviço Cyril, sendo o primeiro o narrador da história. Completamente fictícios, foram um artifício do roteirista (que também é o diretor) criados meramente para “explicar” a propagação de certos momentos históricos até o tempo atual. Esquemáticos e desnecessários, apenas servem para tentar prover um alívio cômico numa trama que, sinceramente, não necessitava deste recurso. Protagonista de inconvenientes cenas “cômicas”, onde vemos os dois testando inventos produzidos pelo padre, os personagens servem apenas para quebrar o ritmo com piadinhas rasteiras, em nada colaborando com o enriquecimento da história. Muito pelo contrário, pois em certos momentos não sabemos de que lado estão os religiosos (são espiões do cardeal, mas ajudam a condessa em diversas ocasiões chave). Fora o irritante fato do noviço ter a mania de “uivar” toda vez que vê um seio nu, em cenas que me lembraram muito uma pornochanchada, o que conta muito contra a seriedade deste projeto.

    Pecando por um ritmo um pouco episódico demais, vemos personagens que deveriam ter um peso maior na história tendo papéis de “figurantes com nomes”, como nos casos de Fizcko (um mero capataz mudo até o terceiro ato, quando de repente ele se torna um “cúmplice” importante) e Dorota Sentes. Quando testemunhamos eles sendo torturados, pouco nos importamos com seus destinos, visto que até aquele momento simplesmente não conhecíamos os personagens, o que é uma pena.

    Outra inclusão completamente fictícia é a do pintor milanês Michaelangelo Merisi Caravaggio como amante da condessa. Mas esta inclusão se mostrou acertada, ao menos em termos narrativos, pois exemplifica de maneira bastante lírica a obsessão da condessa Bathory pela própria imagem e juventude. Mas nada na biografia do pintor ou da condessa leva a crer que esta história não seja totalmente inventada. Confesso que não compreendi a necessidade de usar um pintor famoso para este papel (qualquer retratista serviria) mas o resultado final não compromete.

    De interessante na obra podemos tirar a “explicação” pelas crises assassinas da condessa (uma “doença no sangue” que me deixou bastante feliz, pois pareceu que o diretor/roteirista leu meu livro) e o respeito com que alguns personagens históricos foram retratados (especialmente Ferenc Nadasdy e o rei Mathias d’Habsburgo). Já a “vilanização” do conde Gyorgy Thurzo surge artificial e despropositada.

    Não é um filmão nem uma obra de arte absoluta, mas é um filme que merece uma espiada, nem que seja apenas por curiosidade. É uma obra irregular, sim, mas que tem seu mérito. Só espero algum dia pegar uma cópia decente (a minha é um scan de uma exibição especial do filme para a STV eslovaca, dublada em eslovaco) de modo a avaliar melhor as atuações. Mas fica a dica para quem está curioso por conhecer um pouco mais da vida dessa personagem tão interessante.

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    O último Jiangshi chegando nos festivais de cinema

    Recentemente nosso amigo Marco Seschi, frequentador e participante da Rede Vampyrica e do Círculo Strigoi reparou neste filme que estará…

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    “Um convite àquilo que sempre esteve à margem”Antes de virar personagem, fantasia ou palavra, o vampiro foi sensação. Um desconforto….

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  • Principe Lestat o novo livro de Anne Rice, anuncia o triunfal retorno do Vampiro!

    As Crônicas Vampirescas de Anne Rice retornam em uma nova Fase – Lestat o Príncipe dos Vampiros!

    Neste domingo 9 de Março de 2014 a grande escritora Anne Rice anunciou o triunfal retorno do Vampiro Lestat e de todos amados e amadas integrantes das crônicas vampirescas em um novo livro intitulado “Prince Lestat” – o livro promete atualizar as atividades dos filhos da noite e aponta Lestat como o novo líder deles – na mesma aventura assistiremos o retorno da Talamasca! Segundo as palavras do site Dread Central que republicou o video do programa The Dinner Party com a participação da própria Anne Rice! Atualização: Escute a entrevista com Anne Rice na íntegra no Podcast do The Dinner Party

    Segundo a autora escrever esta nova obra foi uma grande luta com o próprio personagem, para que este lhe permitisse ela escrever sobre ele, com aquele tom deveras característico e eloquente, apaixonante e peculiar. Também já foi anunciado que o livro terá continuação assegurada por contrato – e especulamos que irão abordar o reinado de Lestat sobre todos os vampiros da Terra.A pré-venda e a arte da capa devem ser liberadas ainda esta semana – e vocês acompanham tudo isso aqui no REDE VAMP.Assistam ao video com a própria Anne Rice anunciando o livro logo acima!

    E leia também nossa matéria especial sobre a trajetória do Vampiro Lestat, aqui! Aos fãs mais antigos, recordem de quando Lord A desenhou Lestat para Anne Rice com traços de Robert Downey Jr seguindo a dica deixada pela própria autora e ganhou sua elogiosa menção nas redes sociais, aqui! E claro recordem a primeira apresentação de Srta Xendra Sahjaza interpretando a vampira Akasha, aqui!E a origem de todos os vampiros no universo de Anne Rice aqui!Agora é esperar até 28 de outubro…

    Nota pessoal: Curiosamente na madrugada que antecedeu este anúncio de Anne Rice – interpretei o Vampiro Lestat pela primeira vez ao lado da minha amada Srta Xendra Sahjaza na performance “O Despertar de Akasha” lá no Fangxtasy – logo mais o video desta apresentação – e haverão novas aparições dele em nosso evento.

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  • GothChic de Gavin Baddeley

    O artigo a seguir é de autoria de nossa nova colaboradora a Jéssica Veneno.Aos poucos vocês vão conhecer um pouco mais das suas idéias e dos seus gostos por música alternativa, seriados, bruxaria e muitos outros assuntos interessantes. Ela também estará apresentando alguns videos da Rede Vamp logo mais… neste primeiro artigo ela compartilha seu olhar sobre o livro GothChic da Editora Rocco – um dos lançamentos mais interessantes que exploram a temática gótica- tanto quanto adjetivo para uma estética “noir” e fantástica como também no sentido que é usado pela Subcultura Gótica (bastante focalizado na cena inglesa, pelo que percebemos na leitura da obra). Enfim, seja bem vinda Jéssica!

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    Goth Chic é um verdadeiro guia do lado obscuro da cultura moderna e contemporânea. Escrito por um expert no gênero, o jornalista musical especializado em rock e renomado ocultista Gavin Baddeley, Goth Chic é um convite para uma viagem pelo universo gótico, que irá atrair e informar tanto os já iniciados na subcultura dark, quanto aqueles que sentem curiosidade em saber um pouco mais sobre esse estilo alternativo tão polêmico e atraente.

    Baddeley explica o que é o gótico desde suas origens, remontando aos guerreiros visigodos, passando pelas principais marcas deixadas pelo gótico em nossa cultura de massa, chegando até os dias de hoje, onde a atração pelo obscuro mostra-se, mais do que um movimento cultural e juvenil, um verdadeiro e duradouro estilo de vida, que congrega milhares de seguidores ao redor do mundo.

    Em cada um dos capítulos de Goth Chic, o autor estuda uma das facetas do gótico, dedicando-se a assuntos como literatura, quadrinhos, cinema, televisão, sexualidade, moda, música e estilo de vida. Com bom humor e largo conhecimento de causa, Baddeley conta histórias e casos sobre figuras como Marquês de Sade, Edgar Alan Poe, Bela Lugosi, Aleister Crowley, Roman Polanski, Marilyn Manson e muitos outros nomes que contribuíram de alguma forma para a divulgação do gótico.Goth Chic conta com mais de uma centena de ilustrações, que cobrem todos os momentos mais marcantes desse estilo ao longo dos séculos, tornando-se um verdadeiro documento visual da história da cultura obscura.

    Diante do advento do movimento dark a partir do início da década de 1980 até os dias de hoje, onde toda grande cidade possui ao menos um club dedicado ao público gótico, milhares de jovens vagam pela noite com suas vestes negras e maquiagem pesada, e os mais variados aspectos dessa subcultura estão cada vez mais presentes nos veículos de massa, Goth Chic torna-se uma obra indispensável para todos aqueles que desejam entender por que o trinômio escuridão, morte e sexo tem conquistado um número cada vez maior de seguidores em mais de meio milênio de cultura obscura.

    Esse livro é uma bíblia para os apreciadores do gótico ,ele trás informações preciosas ,muito detalhadas é um livro que me ajudou tanto na parte de entender a cultura como até mesmo artigo de pesquisa já que ele trás fontes de alguns livros que hoje você não acha nas prateleiras .Uma boa dica para conseguir ler esse livro é estar em um quarto com as janelas abertas sentindo a brisa ,ler ele com o peito aberto ,esqueça as crenças ou os mitos siga só as paginas do livro e não pare só por ai pesquise ,interaja procure conhecimento ,Esse livro me fez ver através do abismo e o abismo olhou através de mim .Minha primeira lembrança ao ler esse livro ( imagine eu caros leitores garota de interior ) ,percebi o quanto por mais que saibamos de um assunto sempre surge algo por de tras ,e que tudo é um leque um mais belo que o outro você abre os olhos e não consegue mais fechar ,se você sentiu o mesmo que eu então meu caro morceguinho ou morceguinha você chegou ao Paradise.

    Uma das coisas que mais me chamou a atenção é que cada assunto abordado no livro era bem focado fazendo com que o leitor não se perca ,a parte que mais adoro no livro é a parte dos filmes pois na época se faziam clássicos sem a mega produção de Hollywood ,um exemplo é Nosferatu que sem muitos ou nada de recursos ainda consegue nos dar medo ,Creio que só teve um momento nada com nada nesse livro , a hora que o senhor Marilyn Manson é citado ,me desculpem mas não vejo como esse senhor ajudou o gotico de alguma forma ,esse é o erro de algumas pessoas que se dizem “estar na cena” nem tudo é gotico ,não é uma marca que você estampa em qualquer situação ,é mais que rotulo ou um conceito ,é uma tradição , uma filosofia passada pelos tempos . Mas novamente afirmo este livro irá mudar sua vida ,e agregar conhecimento.

    Não deixe de prestigiar o Blog da Jéssica Veneno!

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  • Blutengel Novo Clipe e Novo Álbum!

    Assista o novo clipe “Krieger” e saiba tudo sobre o novo álbum “Black Symphonies”!

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    Hoje 28 de Fevereiro temos o lançamento do álbum orquestrado do Blutengel, chamado “Black Symphonies”. A idéia é atraente e oferece os principais hits e clássicos do dúo germânico re-interpretado de forma sinfônica.Ao invés de sintetizadores temos violoncellos, violinos e afins.O lançamento tem a versão regular em CD e também uma edição de luxo como o DVD gravado durante as apresentações no Gothic-Meets-Klassik-show em Leipzig (contendo as faixas “Soultaker”, “Ein Augenblick”, “Die With You” e “Reich mir die Hand”) em suas primeiras versões orquestradas.

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    Além disso também foi lançado a versão limitada do box que para o delírio dos fãs mais ardorosos vem com uma camiseta exclusiva, versão deluxe do álbum e do DVD, o single Krieger, autógrafos de Chris Pohl e Ulrike Goldmann e ainda uma vela vermelha tematizada – tudo isso num belo estojo preto de madeira e luxuosa impressão em ouro.Além do box, as dozes faixas deste novo trabalho já estão disponíveis no Itunes.

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    Segundo Chris Pohl e Ulrike Goldmann o novo material é quase hipnótico e pretende oferecer um breve registro daquilo que foi a experiência de cantarem ao vivo com uma orquestra no concerto especial de Lepizig. A produção de estúdio deste novo passo do Blutengel foi primorosa, o que é atestado no primeiro video (Krieger, disponível no topo do artigo) deste novo trabalho. E provavelmente um dos clips mais “vamps” de todos os tempos.Esta é uma oportunidade irresisitível para quem ainda não conhece o trabalho do Blutengel – e para os fãs mais antigos desvelarem uma nova faceta de sua bem sucedida trajetória explorando o contexto “Vamp” na música! Prepare-se para ser cativado por esta incrível experiência sonora!

    Tracks:

    Legend / Nachtbringer (Symphonic Version)

    Krieger (Symphonic Version)

    Soultaker (Symphonic Version)

    Über den Horizont (Symphonic Version)

    Deine Welt (Symphonic Version)

    Behind The Mirror (Symphonic Version)

    Kinder dieser Stadt (Symphonic Version)

    Reich mir die Hand (Symphonic Version)

    Die Zeit (Symphonic Version)

    Seelenschmerz (Symphonic Version)

    You Walk Away (Symphonic Version)

    Monument (Symphonic Version)

    Compre já o seu Aqui!

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    O Vampiro no Sul da Noite: Brasil e Portugal

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  • TOP 8: “VAMPIROS DO MAL

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    O INÍCIO…

    ” Haverá uma batalha entre nós e não preciso dizer que tenho muito mais sabedoria no dedo mínimo do que você no corpo inteiro”Anne Rice

    As vezes temos os vampiros retratados como heróis ou anti-heróis, amantes ou almofadinhas (como no caso do rapaz coberto de glitter que brilhava ao sol). Mas como disseram esta semana em algum lugar das redes sociais “Vampiro Bom é Vampiro Mau” vamos com um Top 8 dos melhores vampiros a serem temidos de todos os tempos. Se eles invadirem o quarto de alguém no meio da madrugada, definitivamente não será apenas para ficar olhando… Esta postagem é uma versão editada daquela publicada no site IO9 – e com algumas implementações.E tem o objetivo de ser divertida e apresentar personagens vilânicos da produção cultural Vamp de diversos meios!

    Agora vamos voltar no tempo ou então irmos para aquele reino distante no qual os maiores vilões se refugiavam em castelos inacessíveis – e jamais na politicagem brasileira!

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    ### 8) Conde Orlok, Nosferatu

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    Nos cinemas o grande avô de todos os vampiros mais bestiais e temídos é sem dúvida o desfigurado Conde Orlok, estrela do clássico Nosferatu de Murnau. Sua história é meio que sugada e brícolada do romance Drácula de Bram Stocker, mas como o cineasta não conseguiu os direitos autorais…já viu, né! Seu final se dá quando a bela personagem Ellen lhe oferece seu próprio sangue e sua vida, para detê-lo até o amanhecer – quando os raios solares irão executa-lo e colocar fim a sua maldição.

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    ### 7) Russell Edgington, True Blood

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    >> Um vampiro com mais de três mil anos de vida! Se ele fosse do universo ficcional de Anne Rice, certamente receberia a alcunha de “Filho dos Milênios” – mas no universo de Charlane Harris ele é uma das criaturas mais nefastas e insanas que já vimos no seriado True Blood. Seu maior feito foi matar o âncora de um jornal ao vivo com o intento de assim conturbar ainda mais as relações humanas e vampíricas – para anunciar que os vampiros iriam governar a todos os humanos com impúnidade e totalitarismo. Na sua trajetória de “Não-vida” ele já trabalhou com os nazistas como um “maximizador de mortes”. Também controla diversas alcatéias de lobisomens fornecendo doses do seu próprio sangue. Alega que suas maldades, sempre foram em nome da estética, do bom e do belo em suas próprias palavras.A seu favor, podemos dizer que foi o único vampiro casado por mais de 600 anos com um mesmo consorte.

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    >> ### 6) Alucard, Hellsing

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    >>> Alucard é o ser mais poderoso na organização Hellsing, que é encarregado de proteger a Inglaterra contra ameaças sobrenaturais. Isso significa que ele tecnicamente funciona como um herói ou no máximo um antiherói. Mas a realidade é que Alucard gosta de ver outros seres aterrorizados e de matar indiscriminadamente – e o seu trabalho lhe permite fazer isso tanto quanto queira.Ele não briga para derrotar o oponente e sim destruí-lo em todos os seus aspectos.Entre seus poderes ele pode se metamorfosear em manchas de sombra, cães negros e outras esquisitíces.Extremamente hábil nos combates e com suas pistolas automáticas platinadas se você o encontrar é melhor correr…

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    >>> ### 5)Skinner Sweet, American Vampire

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    >>>> Diretamente dos quadrinhos da linha Vertigo temos a criação de Scott Snyder, o primeiro vampiro da América: Skinner Sweet! Inicialmente um fora da lei na sua vida pregressa que se viu transformado em vampiro, quando o sangue de um deles caiu nos seus olhos durante uma tentativa de fuga do próprio enforcamento. Ele ficou enterrado por duas décadas e quando conseguiu sair iniciou uma vasta e irrestrita campanha de morte e crueldade para com todos os seus inimigos ou ainda quem lhe aborrecesse pelo caminho. Na sua lista de maldades, ele já injetou sangue de vampiro em um feto na barriga da mãe e se juntou a Segunda Guerra Mundial apenas por diversão. Outras vezes já foi inclusive um cafetão Vampiro.Ao seu favor vemos que neste universo ficcional ele é de uma nova raça de vampiros mais fortes, mais velozes e imúnes a limitação causada pela luz do sol.

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    >>>> ### 4) Severen, Near Dark

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    [Near Dark Bar Scene](https://www.dailymotion.com/video/x2r5nh_near-dark-bar-scene_shortfilms) _por[CreatureCorner](https://www.dailymotion.com/CreatureCorner)_

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    >>>>> De volta a década de oitenta (deixemos de lado Lost Boys e A Hora do Espanto) no filme de Katheryn Bigelow’s temos um bando de vampiros híbridos invadindo uma cidade do interior e preocupados em se alimentarem dos moradores. Mas para o vampiro Severen, interpretado pelo Bill Paxton – a filosofia de brincar com o jantar é algo que ele realmente leva muito a sério – desde matar todos os frequentadores de um bar por diversão a outras peculiares maldades.Definitivamente você não gostaria que ele encontrasse sua filha.

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    >>>>> ### 3) Marlowe, 30 Days of Night

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    >>>>>> Sabemos muito pouco sobre este vampiro. Seu principal feito é ter organizado um vasto grupo de vampiros para aterrorizarem e dizímarem todos os moradores de uma cidade do Alaska chamada Barrow – que fica semanas sem a luz do sol. Uma verdadeira orgia e matança desenfreada sem causa ou motivação aparente, exceto a implacável sede de sangue dos estranhos vampiros deste filme – que para mim estão mais para zumbís do que imortais que consomem sangue.

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    >>>>>> ### 2)Kurt Barlow, Salem’s Lot

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    >>>>>>> Kurt Barlow é um vampiro simples e com uma necessidade simples: Matar quem ele quiser! Quando ele se muda para a cidadezinha de Salem´s Lot passa a habitar uma loja de antiquário cujo a fachada é comandada por seu assistente. Quando entediado Barlow se regojiza raptando crianças, transformando garotos em vampiros para provocar o caos e ainda matando pessoas esmagando seus crânios. Não deixa de parecer uma extensão de seu criador Stephen King que adora destruir pequenas cidades do interior em seus romances. Quando em 1979 fizeram uma minisérie inspirada no livro – o personagem ganhou a aparência do clássico vampiro Nosferatu.Ao que tudo indica tanto no livro quanto no seríado ele apenas abria ou fechava a boca para beber o sangue dos inocentes.

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    >>>>>>>> ### 1)Martin, Martin (Menção do RedeVamp)

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    >>>>>>>>> Martin foi um vampiro (bom, não sabemos exatamente se ele era ou não era um vampiro) criado para o filme homônimo por nada mais e nada menos do que o grande cineasta George Romero – mais conhecido por seus filmes de zumbís e várias noites dos mortos vivos. Uma criatura com mais sede de humanidade do que do sangue propriamente dito e mesmo o personagem flerta ironicamente com o estereotipo do vampiro tradicional em algumas cenas. Em suma, o velho Romero gosta mesmo é de falar do maior e mais temível monstro de todos: aquele que guardamos dentro de nós mesmos

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    >>>>>>>>> ## MENÇÃO HONROSA: DRACULA de Christopher Lee!

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    >>>>>>>>>> Talvez o maior de todos os Dráculas do cinema de todos os tempos. Antes do personagem assumir os tons de uma figura trágica ou ainda um antiherói – ele foi um matador cruel, sanguinário e que tudo aquilo que mais ansiava era desencadear o inferno na Terra. Suas vestes antiquadas (mas estilosas) e sua atitude de indiferença para com a normalidade, bem como sua poderosa sede de sangue o tornavam único. Na sua lista de maldades temos jogar um bebê para outros vampiros sedentos, formular planos malévolos de re-criar a peste bubônica em pleno anos setenta e muito mais. Sua humanidade era inexistente, havendo apenas a fúria e vontade férrea de levar a cabo seus planos malévolos.

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    >>>>>>>>>>> Sentiu que faltou algum personagem?Utilize os comments no rodapé da postagem e mande o seu recado – quem sabe não criemos ainda um top20 deste gênero?

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  • DEATHSTARS:Entrevistamos o vocalista Whisplasher Bernadotte

    [dropcap ]O[/dropcap] som do “Deathstars” apareceu com tudo aqui no Brasil no final do ano de 2003 nos tempos do extinto Projeto RIP lá no Salamandra, contando com festa de lançamento do primeiro álbum e digipack. A convite da própria Nuclear Blast apresentei o som deles para muitos colegas Djs (distribuimos muitos álbuns deles) e até mesmo ao lado da saudosa amiga Citrus construimos um hotsite para promover o som deles e assim foi… uma década se passou desde então e hoje o Deathstars é uma banda consolidada globalmente, participa dos principais festivais europeus e uma referência de peso com muita história para contar.Hoje temos o prazer de oferecer uma entrevista com o vocalista Whisplasher Bernadotte realizada por nosso novo colaborador do Rede Vamp: Carnac Vandom – e também um artigo apresentando a trajetória da banda feito por mim. (Lord A:.)

    Segundo a wiki o começo do Deathstars foi em Janeiro de 2000 com a associação dos integrantes o baterista Dissection, os guitarristas Nightmare Industries e Beast X Electric e com o vocalista Whiplasher Bernadotte. Esta formação gravou, em 2002, o álbum Synthetic Generation que é o álbum mais conhecido deles e carrega músicas marcantes.Depois vieram o Termination Bliss e o Night Eletric Night. Na trajetória do Deathstars temos desde situações complicadas como o roubo de todos os equipamentos da banda após um show no WGT, como também momentos incríveis como tours e shows ao lado de bandas como Korn, Cradle of Filth e mais recentemente Rammstein. Entregamos a palavra agora ao próprio Whisplasher e o nosso colaborador Carnac Vandom.

    Como foi o começo do Deathstars?

    Foi um começo trabalhoso como tudo aquilo que se inicia, trabalhamos duro naquele momento para que com o tempo as coisas se tornassem mais fáceis e divertidas – e corressem a sua própria maneira!

    Quais foram os momentos mais difíceis na carreira do Deathstars?

    Vou te falar…foram as gravações…

    Quais foram os seus países favoritos durante as tours?

    Ahhh! Posso citar como exemplo as cidades de Londres, Paris – bem como os shows na Alemanha e na Itália – bem como mais alguns outros lugares…

    Quais foram as principais influências musicais dos integrantes do Deathstars?

    Tivemos muitas, adoramos Kiss e também Slipknot! Mas penso que nós temos nosso próprio estilo e opiniões daquilo que criamos sobre nossas influências.

    Como formaram a banda?

    Eu e o Nightmare tocávamos juntos em uma banda anterior chamada Swordmaster lá em 1993 – Chegou um momento que sentiamos vontade de fazer alguma coisa musicalmente diferente… Posteriormente encontramos Cat, Bone e Skinny em alguns bares por aí. E seus nomes surgiram quando terminamos de criar uma canção por diversão…

    Conte mais sobre Nightmare Industries!

    Bom se eu lhe contar terei que matar você depois!!!(rsss…) Posso dizer que Nightmare é um dos elementos mais importantes do Deathstars!

    Você tem boas lembranças do Brasil?

    Sim, claro… Mas não posso contar muitas delas por conta minha memória misturar todas – eu vivo momentos incríveis na minha vida e adoro todos os lugares que eu posso ir é algo realmente maravilhoso!

    Qual é o seu video favorito de todos os tempos do Deathstars?

    Aaah…Eu penso que Blitzkrieg e Cyanide são os melhores !

    Como foi ter estado lado a lado mandando um som com o Rammstein?

    Posso lhe dizer que foi algo realmente incrível, um momento realmente mágico – não costumamos excursionar com outras bandas o tempo todo – mas eu realmente adorei ter estado lá! O show aconteceu em Paris despertou novos sentimentos e foi de arrasar! Gosto do trabalho deles e não sei o que dizer sobre o final da banda.

    Quando o Deathstars voltará ao Brasil?

    Tenho esperanças de que seja no próximo ano!

    10.04.2014: Confira também The Perfect Cult, o novo álbum do Deathstars

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  • A Quartenidade e os seus mistérios

    Durante a edição do Passeio São Paulo Maldita sobre “Arte Tumular” tive a oportunidade de levar um papo muito legal com o psicólogo Fabio Barassino – quando observámos imagens de trindades e o quarto ponto oculto – ou seja o observador, a testemunha ou simplesmente a gente.As idéias desta breve conversa espreitaram meu imaginário por alguns dias.Naveguei por entrelinhas dos três principais elementos alquímicos (Sal, Mercúrio e Enxofre), por trindades teísticas (Deus, Filho e Espírito Santo) ou mesmo pagãs como Thor, Odin e Frey (ou/e Freyja?) dos nórdicos – bem como também os famosos quatro elementos filosóficos… Sob um prisma ligado ao que chamo de sabedoria perene ou até de pensar pré-moderno observo a relevância de um quartenário sagrado – os heréticos Bogomilos (que influenciaram toda bruxaria e o atributo pagão enquanto mistério nas terras da Romênia, Hungria, Sérvia e arredóres que o digam) o quartenário sagrado seria portanto aquilo que nasce da carne e que respira – vem da mulher e por extensão da Terra – o humano por excelência. Tanto a mulher como a guardião dos ciclos sagrados, quanto a Terra como o espaço onde o sagrado fogo é domado e a perfeita natureza torna-se a professora – ganham um aspecto não ordinário e muito relevante para quem aprecia temas ligados a Cosmovisão Vampyrica e também aos assuntos abordados ao longo deste portal. Convido vocês a leitura deste belo artigo do psicólogo Fabio B. Barassino!(Lord A:.)

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    Um artigo do psicólogo Fabio B. Barassino**

    O psicólogo suíço Carl Gustav Jung (1875-1961) conceitua a Quaternidade como a representação numérica mínima da diferenciação e integração das partes de uma totalidade, ou seja, um pressuposto lógico de qualquer julgamento de totalidade.

    Inúmeros exemplos podem ser vistos ao longo da história humana como, por exemplo, os quatro pontos cardeais que devem ser levados em conta para que possamos compreender a totalidade do horizonte ou até os quatro ciclos de temperatura (as quatro estações do ano) a cada volta completa que nosso planeta faz ao redor do Sol.

    Os símbolos da Quaternidade e mesmo os da trindade aparecem muito em sonhos sem, necessariamente ter um aspecto místico ou religioso. Para Jung o símbolo era a melhor representação possível de alguma coisa que jamais poderá ser conhecida plenamente. Muitos símbolos da trindade possuem um quarto elemento inconsciente e este quarto elemento é que torna a totalidade possível.

    Como exemplo vamos dar uma olhada no símbolo da trindade cristã (o pai, o filho e o espírito santo). Neste caso específico, segundo Jung em seu livro Psicologia e Religião, a fórmula ortodoxa cristã está incompleta por falta a trindade o aspecto dogmático do princípio do mal sob a forma do demônio. A igreja, ao que parece, não exclui uma relação interna do demônio com a trindade. Segundo Jung os antigos filósofos da natureza representavam a trindade como os três, asomata, spiritus ou volatiliza, ou seja, água, ar e fogo. A quarta parte integrante era o somaton, a terra (o corpo) e eles simbolizavam por meio da Virgem. Desta maneira acrescentaram o elemento feminino à sua trindade física, que era constituído apenas de elementos masculinos, criando assim a Quaternidade, ou o círculo quadrado, cujo símbolo era o Rebis hermafrodita, o filius sapientiae (o filho da sabedoria).

    Mesmo que, em alguns símbolos e sonhos, não aparecem a Quaternidade em seu total ou uma trindade com um quarto elemento oculto (inconsciente) podemos perceber os múltiplos de quatro que também são símbolos de totalidade. Podemos encontrar muitos deles, por exemplo, na mitologia. Aqui um exemplo de mitologia grega os múltiplos de quatro aparecem como os deuses olimpianos. Apesar de serem quatorze deuses (Zeus, Hades, Poseidon, Hera, Deméter, Héstia, Afrodite, Apolo, Ares, Ártemis, Athena, Dionísio, Hefesto e Hermes) Hades não fica no Olimpo, sendo a sua morada no mundo inferior (mundo dos mortos) e, segundo a mitologia, Héstia cedeu seu lugar para Dionísio, portanto os 12 deuses olimpianos dispõem-se sentados num círculo e comandam o mundo dos humanos do monte Olimpo.

    Para quem ficou interessado em saber um pouco mais da psicologia analítica (junguiana) recomendo o livro de Robert H. Hopcke “Guia para a Obra Completa de C. G. Jung” onde poderá encontrar as teorias e hipóteses gerais de sua carreira. Para se aprofundar um pouco mais sobre o assunto da Quaternidade e trindade, recomendo “Psicologia e Religião” de C. G. Jung, volume 11/1 das Obras Completas e “O Segredo da Flor de Ouro – Um Livro de Vida Chinês” de C. G. Jung e R. Wilhelm.

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    ##### Referências

    HOPCKE, R. H. Guia para a Obra Completa de C. G. Jung. Editora Vozes. Rio de Janeiro, 2011.

    JUNG, C. G. Psicologia e Religião. Obras completas, volume 11/1. Editora Vozes, Rio de Janeiro, 2012

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    ##### Publicado sob autorização do autor.

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  • O Lobisomem de São Gonçalo na Bahia

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    Neste artigo discutimos a estranha aparição de um Lobisomem na distante cidadezinha de São Gonçalo na Bahia.O caso atraiu a atenção da imprensa local no começo do mês de fevereiro de 2014 e acabou alcançando até a distante Inglaterra – se não fosse por eles inclusive teríamos passado batido por esta ocorrência.O Brasil tem um longo histórico com aparições de Lobisomens, aqui em São Paulo temos até os tais homens-lobos (ou Lycans para quem curte a franquia Underworld e ainda Garous para fãs dos RPGS) como atração turística da prosáica cidadezinha de Joanópolis. Interessantemente, no final do mês de novembro de 2013 lá em Campos do Jordão, uma ocorrência similar de avistamento de Lobisomem aconteceu pelos vigias do portal da estância turística em uma dessas madrugadas sem muito o que fazer. O caso inclusive nos foi relatado pelo editor do jornal de lá.Enfim, vamos assistir o que acontece quando o realismo fantástico cruza com o cotidiano do Brasileiro…

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    Segundo o blog britânico Skeptophilia e a fanpage canadense do Rue Morgue – tivemos na cidade de São Gonçalo de Campos (a 134km de Salvador), perto de Feira de Santana na Bahia a aparição de um curioso ser que se enquadra muito bem nas descrições de um lobisomem nos moldes da ficção contemporânea.Ainda segundo os britânicos, houveram ainda mais aparições do mesmo ser em dias próximos. Parece que a situação é no mínimo perturbadora pois os moradores de lá declararam inclusive toque de recolher para salvaguardar a população do bairro de Murilo Leite.O registro em video que ilustra este artigo é de uma camera de segurança do começo do mês de fevereiro e que foi parar no Youtube – ganhando ares e tons internacionais.

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    “Um monstro de cor negra, aparentando mais de um metro e meio de altura, peludo, e que se contorcia sem parar”.

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    Ao falarmos de Lobisomem, creio que os leitores e leitoras do Rede Vamp mais antigos devem se recordar do brilhante artigo de Shirlei Massapust publicado no blog de Folclore, Mitos & Ritos (que vocês podem ler, clicando aqui) e bem como da interessante entrevista com o escritor e cineasta Marcos de Brito (do Livro A Sombra da Lua) disponível em formato podcast neste outro link.Em nosso Blogs de filmes e também no de seríados, apresentamos muitas produções onde os peludos oscilam entre protagonistas e antagonistas.

    Inclusive consultamos o autor Marcos de Brito (do bem sucedido romance _A Sombra da Lua_) a respeito deste estranho caso em São Gonçalo – e ele gentilmente teceu as seguintes idéias:

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    “(…)Como na fictícia Vila Socorro, a pequena cidade de São Gonçalo dos Campos, conhecida no passado por abrigar enfermos de tuberculose, instituiu um curioso toque de recolher. Ao cair o manto noturno, os habitantes que não estiverem trancafiados em suas residências até o raiar do Sol parece que estão sujeitos a encontrar um lobisomem perambulando pelas praças durante a noite.Uma investigação ainda não foi instaurada, mas o fato de as autoridades locais já terem tomado essa providência é curioso. É uma prova de que nossos medos infantis sobrevivem ao ceticismo da vida adulta (uma constatação que me deixa muito contente).O suposto vídeo que circula na internet já foi desmentido, mas não foi suficiente para acalmar os ânimos da população temerosa. Os causos narrados com tanto fascínio sobre os encontros com a besta “metade homem, metade lobo” de pelos negros convidam os ouvintes a vivenciar uma experiência de medo nostálgica que é difícil não embarcar.A aparição (ou não) desta criatura pode estar vindo como um alerta para não esquecermos a era dos mitos, do folclore e das rodas de terror ao redor de uma fogueira. E em respeito a todos que foram queimados em praça pública na Europa, acusados de carregar essa maldição, não podemos deixar cair no anonimato a importância que um lobisomem teve um nossas vidas.(…)” segundo o autor Marcos de Brito, do romance A Sombra da Lua,Editora Rocco,2013

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    A criatura parecia ser metade homem e metade lobo. Urros apavorantes através da noite, arranhões nos portões, uma fera que se contorce sem parar, peludo e com cerca de uma metro e meio de altura. Segundo a delegacia local, não há investigações sendo conduzidas a respeito do ocorrido.Em relação ao video o site do jornal “A tarde” aponta que os próprios internautas a comentarem o video afirmam que o mesmo é fraudulento e seria uma re-postagem de um video idêntico e sem nenhuma relação objetiva com o que está acontecendo na pacata cidadezinha.O site do jornal Bahia Notícias também re-públicou o video mas sem comentários mais abrangentes. Talvez a postagem mais interessante e abrangente tenha sído do São Gonçalo Alerta!

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    “Há cerca de vinte dias, diversos relatos da aparição do monstro são conhecidos e espalhados pela população desse município. Na zona urbana, a criatura teria sido vista nos Bairros do Estádio, José Sarney, e principalmente no Murilo Leite. Na zona rural, Magalhães e Tapera.”

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    E também incluíram na íntegra o depoimento de “Pingo” – observe que interessante o horário da ocorrência por volta das 3h da madrugada, um horário mítico para espiritualistas brasileiros:

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    “Ele contou que tudo aconteceu a cerca de doze dias. Como sempre, ele saiu de casa às 03:00h da madrugada, com destino ao ponto de espera do transporte para chegar ao trabalho. Pingo é morador do Bairro da Pitubinha, divisa com o Bairro Murilo Leite. Por razão do horário, dificilmente ele se depara com mais alguém durante o trajeto que precisa percorrer. Seguia tranquilamente sem ter ideia do que estava por vim. Faltando cerca de 50 metros para chegar ao ponto de espera, ele lembra que foi surpreendido com o surgimento, em sua frente, de um monstro de cor negra, aparentando mais de um metro e meio de altura, que pulou sobre um pilar localizado nas imediações do começo das pistas asfálticas, de entrada e saída São Gonçalo/ Feira. Pingo contou que o “lobisomem” se contorcia sem parar. Sem acreditar no que estava vendo, ele retornou correndo com bastante velocidade onde pediu socorro desesperadamente aos seus familiares enquanto batia com muita força no portão de sua residência. Ao ouvir os apelos de ajuda, a sua sogra o socorreu abrindo o portão. Ele ainda afirma que logo ao entrar conseguiu avistar o bicho o observando já na esquina, a poucos metros da sua residência.”

    Outro depoimento interessante vem do aposentado Paulo Dias, 46, diz ter notado “algo estranho” fora de casa na última terça-feira. Sem saber o que seria, preferiu acender uma vela e orar. “Era mais de meia-noite. Ouvi um bicho arranhando o portão e fiquei quieto, sem dar um pio. Não posso garantir que foi o lobisomem, nem quero saber se era. Tá repreendido, em nome de Jesus.” Aparentemente, tal banimento não adiantou de muita coisa.A fonte deste depoimento é do famígerado site Assombrado O Lobisomem de São Gonçalo ganhou até uma matéria no programa jornalístico Bahia Meio-Dia.

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    Enfim, nossos colegas britânicos em seu artigo sobre o peculiar Lobisomem permaneceram na deles – mas confessaram um evidente fascínio pela situação e aparentemente creditaram alguma veracidade a filmagem que ilustra esta postagem – que já foi desacreditada pela mídia local. No entanto, o toque de recolher no bairro de Murilo Leite em São Gonçalo na Bahia é real, assim como o terror dos moradores. O video pode não ser verdadeiro, mas há algo rolando por lá. Recentemente na novela “Além do Horizonte” exibida na Globo temos o caso da “Besta” um criminoso que mata pessoas num vilarejo perdido e disfarça os crimes como se fossem obra de uma entidade diabólica. E mais recentemente na novela Saramandaia da mesma emissora também houve a presença de um Lobisomem clássico. O que leva alguém a fugir do indizível quando manifesto tão próximo? A resposta é o “Medo” em geral governado pelo sistema límbico de nosso cérebro em conjunto com o hipotálamo também responsável pela alimentação, a luta, a fuga e o acasalamento. E o medo do desconhecido é e sempre será o maior de todos os medos humanos… Entenda melhor o medo neste artigo do Portal Educação.

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  • Sopor Aeternus and the Ensemble of Shadows

    _[dropcap ]O[/dropcap]_ “Sopor Aeternus é um dos projetos musicais mais interessantes e misteriosos que já tive a oportunidade de escutar – e de assistir nos videos através da internet durante a última década.A mistura de uma música evasiva com uma performance “butoh” – com toques de “drag queen” nos clipes mais recentes, vem a criar um contexto visual único. Ali encontramos reflexos de uma versão sombria e soturna da protagonista Hedwig do musical homônimo e em algumas músicas como “Hades Pluton” influências diretas de Night of Vampire de Roky Erickson. Mas a criatividade e a estética única da sua música e dos seus clipes vão ainda muito mais além…camadas e tessituras refinadas de flautas e guitarras com distorções e efeitos muito bem escolhidas. Aquele momento que impulsionou o trabalho foi a participação da faixa “Feast of Blood” na coletânea vampiresca germânica “What Sweet Music they Make!” – e que certamente garantiu seu lugar aqui em nosso blog musical do Rede Vamp. Há também a questão do uso do sobrenome “Varney”(outro personagem vampiresco dos tempos do romantismo). Para me ajudar nesta tarefa de escrever sobre o Sopor Aeternus convidei o simpático casal Drako e Licht Wolfrik (frequentadores do Encontro do Tarô dos Vampiros) para contribuírem comigo nestas distópicas linhas que vem a seguir.”

    Porque é difícil escrever sobre Sopor Aeternus?Porque tanto o vocalista quanto os músicos (sim, eles existem!Segundo consta não há nenhuma formação fixa deles) escolheram pelo anonimato, a escassez de informação e a constante recusa de se apresentarem ao vivo. Dada a complexidade daquilo que fazem, seria um feito heróico executar uma apresentação ao vivo a altura da obra de estúdio.Além disso o próprio FAQ do site oficial deles já informa que Varney considera o estúdio seu espaço sagrado e tudo que grava é pela primeira e última vez – pois sentiria-se ridículo em reproduzir tudo isso perante outros ao vivo. Paradoxalmente a banda fez uma apresentação ao vivo e nela gravou a canção “Dark Delight” mas sem platéia alguma, uma possível homenagem aos mortos que acompanham seu trabalho.A própria canção é dedicada ao “Fantasma de Montparnasse” que assombra o cemitério Père Lachaise, em Paris… além disso temos doses de humor subversivo sutís diluídas em toda a escuridão deste contexto.

    “Quando falamos de bandas góticas nós abrimos um grande livro de bandas e conteúdos, algumas bandas são dotadas de muitas peculiaridades e bastante originalidade, com sentimentos puros transmitidos em sua musica, suas vestes e em sua própria aparência, tudo alí bem diante dos nossos olhos – pedindo apenas um pouco do nosso tempo e de compreensão.(…)O Sopor Aeternus explora temas duros e não superficiais de forma exibicionista e de tons introvertidos.Devido a escassez de informações disponíveis a obra de Varney se torna ainda mais original e autêntica graças a aura de mistério que orbíta em torno de sí.” Drako Wolfrik

    No site oficial vemos que Varney e seus colaboradores baseiam o trabalho na sagrada trindade da música, poesia e visual, enfatizando a expressão pragmática da dor, isolamento, depressão, segredos suícidas e uma busca desesperadora de se reunir ao sagrado novamente – interpretado pelo protagonista solo Anna Varney Cantodea – as vezes uma deusa transgênera e outras um figura dramática e trágica saída do butoh oriental – nuances de psicologia jungiana e ritualística tribal pagã se integram nesta mistura… Desta forma temos uma protagonista realmente única que empresta uma seríedade e gravidade especial a todo o conjunto da obra – cujo o nome real é desconhecido para o resto do mundo! Os boatos mencionam as origens do Sopor Aeternus aconteceram do encontro de Varney e outros dois integrantes no clube germânico “Negativ” e lá debatiam sobre novos rumos para o contexto musical alternativo… mas isto é apenas especulação…

    Em todo caso, sempre haverá um começo para tudo, especulamos que este tenha ocorrido entre os anos de 1988 e 1992 que foi quando surgiram as primeiras “demos” que foram:” Es reiten die Toten so schnell ” , ” Rufus on my lips ” e ” Till time and times are done ” – dada a temática lugúbre ficaram conhecidas como ” Undead Trilogy “, trilogia dos mortos em tradução livre. Segundo leitores do RedeVamp, infelizmente este lançamento ficou apenas na especulação. O ano de 1995 foi o ano que garantiu o começo da visibilidade mundial desta banda, quando participaram da coletânea vampiresca “What Sweet Music They Make” com a canção “The Feast of Blood”. E desde então já foram pelo menos 16 álbuns gravados com talento e habilidades ímpares.Outra canção descaradamente “vamp” é a “Es reiten die Toten so schnell”, baseada em um verso de ” Lenore”, de “Gottfried August Bürger” — citada no “Drácula de Bram Stoker” — que significa “porque os mortos cavalgam rápido”.

    O contexto da “morte” é densamente explorado pelos vocais de Varney e torna a tudo assombrosamente sublime – com o vocalista oscilando entre tons masculinos e femininos, do tom provocativo a lamúria – uma gravidade fúnebre e lúgubre que nos leva a ponderarmos sobre a finitude e os mistérios que vivenciaremos quando for a hora de atravessarmos tal região ao fim da vida.Haverão momentos de sadismo, sexualidade conturbada, paganismo e muitos outros.Some a tudo isso o elemento que o próprio “Anna-Varney Cantodea” atribui aos desencarnados em cada parte de seu trabalho.Não surpreende o nome do projeto ser “Sopor Aeternus” em latim que podemos traduzir como “Sono Eterno”.Já o complemento “The Ensemble of Shadows” é a justa homenagem aos mortos que lhe acompanham no processo criativo.

    Outra parte que enriquece o conjunto da obra e levou a menção ao personagem Hedwig – é que nos álbuns “Voyager – Jugglers de Jusa” e “Traveller espiral inexperienced” vemos o conflito da transexualidade de Varney ser explorado de forma intimista e intensa em cada passagem.Sobre esta questão, o próprio conta em entrevista a revista germânica Witchcraft que não nasceu hemafrodita, mas nas imagens que explora sua nudez, altera digitalmente sua sexualidade ou mesmo a ausência dela – pois não pretende passar por uma cirurgia de mudança de sexo devido aos conflitos espirituais que ele acredita que sofreria se fizesse tal escolha.Neste ponto vemos que para Varney, a dança Butoh é aquilo que lhe permite transformar em beleza aquilo que considera repulsivo em sí e o tornar algo com o qual possa viver dentro do seu processo operativo.O Drako inclusive levantou para a gente o significado do símbolo Jussa que vemos em muitas obras do Sopor Aeternus, formado pela junção de dois símbolos astronômicos o de JUpiter e o símbolo de SAturno.Formando assim o símbolo de JUSA representando a coexistência do positivo e do negativo. Júpiter: O meio-círculo (da alma) procura se elevar acima da matéria (cruz). Expansão da alma. Saturno: A matéria (cruz) domina a alma (meio círculo). O corpo material é uma limitação aos anseios de elevação da alma. Limite, carma. Conforme pode ser observado na imagem abaixo:

    Para nos despedirmos, deixamos os leitores com a poesia de Licht Wolfrik, sobre

    Vozes Espirituais

    Em dias turbulentos, quando a alma já não mais vive.

    Torna-se fútil dizer bom dia

    Viver para que? Se de qualquer forma estarás entre nós

    Aquelas vozes malditas, que me atormentam durante o anoitecer.

    Sois vós…

    São os dois mundos se unindo em um só lamento

    Não quero, mas preciso.

    Não devo, mas insisto.

    Que se por vezes morrer for à salvação, quem dirá a eles o quanto têm sorte.

    São comuns, simples ou autoritários

    Angustiados pela forma que assumiram

    São ignorados e amados ao mesmo tempo

    Não sentem vida e não vem à morte

    Atormentados… Estas vozes recuam

    São infinitos, encantadores.

    Por que deixa-los de lado quando podemos tê-los para sempre

    São assim, atrapalham, nos iludem, nos matam.

    Suas vozes ecoam em um timbre desesperador

    São frívolos, amantes da noite.

    Adormecidos materialmente, em suas moradas estarão a transitar.

    Caminhando lentamente para não nos acordar

    Em seus sonhos estarão para guarda-los

    Serão os anjos e demônios que tanto temem

    Serão as vozes que te conduzem ao caminho certo

    Seria-vos o infiel a abandoná-los?

    Tempo… É tudo o que pedem

    Medo… É tudo o que têm

    Perdão… É tudo o que querem

    Salvação… É o que desejam

    Não subestime o outro plano

    Não se iluda com esta vida.

    Poema escrito no ano de 2007, dedicado à Ana Varney Cantodea, por: Licht Wolfrik

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  • Dracula (NBC) ganha videoclip e música de Lindsey Stirling – assista agora!

    “Sem dúvida uma música de nuances inegavelmente vampirescas.A performance da violinista e bailarina Lindsey Stirling na escura floresta, as bandeiras vermelhas e a penumbra alinhada aos fragmentos visuais de Jonathan Rhys Meyer interpretando o Dracula (do seriado da NBC) ficaram soberbas! Sem dúvida um dos clipes mais belos de temática Vamp que já assistimos aqui no REDE VAMP! A dica deste clipe veio de Vincent Sahjaza e da Srta Xendra Sahjaza.”

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    Lindsey Stirling nasceu em Santa Ana, na Californa (Estados Unidos) e cresceu em Gilbert, Arizona. 6 . Estudou na Brigham Young University em Utah, no curso de recreação terapêutica. Participou como missionária de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em Nova York.

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    Retornou para Utah em 2009, para continuar seus estudos em 2009, permanecendo lá até 2012, quando retornou para o Arizona com sua família. Com cinco anos, influenciada pela música clássica que seu païi ouvia, Stirling comecou a estudar violino. Teve aulas particulares por 12 anos. Com 16 anos, se juntou a uma banda de rock, na Mesquite High School com quatro amigos, intitulado o grupo de “Stomp on Melvin”. Nessa época, escreveu composições de violino solo. Ganhou títulos de Miss Arizona Junior e competiu para o prêmio Spirit Award na categoria Miss Junior America. Stirling também foi membro da banda Charley Jenkins Band por um ano.

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    Em 2010, com 23 anos, Stirling foi eliminada nas quartas de final do programa televisivo America’s Got Talent, quinta temporada, e se descreveu como uma “violinista hip hop”.9 10 Os jurados do programa classificaram suas apresentações como eletrizantes e Stirling ganhou atenção do público. Mas, ao focar na melhora na dança de sua apresentação, nas quartas de final, o jurado Piers Morgan lhe disse: “Você não é uma pessoa sem talento, mas não é boa suficiente para que saia voando por aí, ao mesmo tempo em que toca violino.” A jurada Sharon Osbourne comentou “Você precisa estar em um grupo… O que você faz não é suficiente para encher uma platéia em Las Vegas”. Em resposta, no seu blog, Stirling confidenciou que estava devastada com os resultados e que a experiência acabou sendo, de certa forma, humilhante e, apesar disso, ela quer reaprender de onde move sua força. 11 Stirling decidiu continuar no seu estilo único, promovendo-se pela Internet. Em 2012, falou em uma entrevista “Muitas pessoas me disseram pelo caminho qual era meu estilo e a música que faço… não pode ser comercializável. Mas a única razão pelo meu sucesso é que mantive verdadeira comigo mesma.

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    Depois de sua apresentação na televisão, o diretor Devin Graham (DevinSuperTramp) entrou em contato para a gravação de um vídeo no YouTube. Eles concordaram em gravar a música “Spontaneous Me”, filmada na semana de 9 de maio de 2011. 13 Sua popularidade aumentou ainda mais e ela produziu mais filmes para o YouTube. Seu canal no YouTube criado em 2007, Lindseystomp, em homenagem à sua primeira banda Stomp, é a fonte principal de seus vídeos musicais.Em 2011, o canal atingiu grande popularidade, com mais de 375 milhões de visitas e 2.8 milhões de assinantes, até julho de 2013. A primeira turnê aconteceu nos Estados Unidos, em 2012. Em 2013, iniciou sua turnê européia. em 26 cidades.

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    Conheça mais no site oficial de Lindsey Stirling

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